Latest Publications

A invenção do sonho

                                        

Dá para comandar seus sonhos: entenda o sonho lúcido e como ter um -  13/11/2019 - UOL VivaBem

          

Se a humanidade se fez com autonomia, escolhendo seus planejamentos, é difícil saber. Há muitas surpresas na história, portanto, não podemos dominar seus atropelos e se sente que o medo se alarga em épocas inesperados. Lançar-se para o futuro é uma grande adivinhação. Não existe certezas, mas especulações que circulam apressadas. As narrativas do passado trazem deuses e mitos e avisam que tudo se repete, apesar da ciência e da arte. O que parece uma novidade, talvez seja um grande disfarce.

É impossível não sonhar. A imaginação está sempre perto, empurrando, refazendo a memória. Não adianta inventar uma geometria plana, nem considerar a tecnologia com fabricação de mundo ligado a um equilíbrio. Quem não desconfia? Mesmo com aproximação das culturas prosseguem os estranhamentos. As ideias de progresso e luzes esclarecedoras se encontram bastante ameaçadas. Confundem.

As dificuldades são incessantes, porém jogar fora a esperança é suicídio. Se a eternidade ainda apaixona é porque as histórias devem continuar. Afirmar que as pedras se afastarão dos caminhos estica a necessidade de manter o sonho. É preciso não esgotar o risco. Ele compõe as travessuras do sonho. As portas fechadas merecem atenção. O perigo é o cuidado excessivo com as profecias. A sorte e o azar estão por aí.

Dói enfrentar as idas e vindas. Como construir um calendário fixo? Estamos no meio do destino, com raízes definidas? A história não é destino. Ela não dispensa malabarismos. Não é sem razão que existem politeísmos, salvadores encantados. Há quem acredite e escorregue. Os anos passam, muitas vezes, como séculos. Há semanas que querem terminar. Tudo se agravou com as manipulações. O mundo globalizado é labirinto com espelhos coloridos.

Desfazeres avulsos

                                  

Caravaggio - Biografia, características e obras do artista barroco

Ninguém pense numa montagem definitiva. A história conta que há travessuras e povos com culturas diferentes. Portanto, as invenções andam soltas e os planos se inventam. Existem semelhanças. Os amores, as amarguras, as tragédias circulam em todas as épocas. Há acasos, mas as permanências não se esgotam. O bloco dos mascarados é animado, embora nem todos curtam as mesmas ideias. Há frustrações quando se analisa ânimos disfarçados. Quem acredita que as verdades não  mudam de lugar? Os mistérios crescem como as nuvens de uma tempestade. Experimente sentir a força do vento.

De repente, se foge das pessoas. Usa-se a comunicação remota. A sociedade se sente ameaçada, por mentiras de especialistas em propaganda política. Porém, os enganos se multiplicam. A globalização sacode medos e as disputas acirram informações nada agradáveis. É a solidão pedindo espaço e lutas das gerações por sonhos desmanchados. Quem imaginava a revolução, o saber científico neutro, sem lucros, comete um erro inesperado. As visões dependem de sábios escondidos em labirintos.

O capitalismo não se escondeu, tampouco buscou acidentes geográficos. Suas garras são ferozes e não temem a aridez das rochas. Ele quer agigantar-se e assustar, como um boneco disforme. A perplexidade acompanha a história e a sofisticação não nega o luxo. Desfazer as manipulações é o que muitos desejavam. Não faltam utopias, no entanto se percebem fragilizadas. O balanço do trapézio é estranho, não há desenho mais incomum do que o voo sem sincronia. Portanto, as narrativas se despedem de compromissos com o passado quando se afastam das profecias indefinidas. Atravessam abismos e valorizam celebrações de fantasmas. Consagram os deuses do Olimpo com rituais festivos.

Todos contam suas histórias. As memórias não abandonam os olhares do mito arcaico e o calendário das suas vidas. As travessias são cheias de pedras e de cristais. Os poetas misturam palavras e deuses. Lembram sempre a beleza ou uma tristeza que inquieta a finitude. Há brisas e barcos navegadores conduzidos por piratas. A história se estica e se retrai. A medidas se perdem, a exatidão é impossível. Quem não observa as incompletudes riscando os espelhos e brincando com os espantalhos? Não se despeça do seu próprio circo. Seria o fim do mundo ou de você, numa respiração lenta e poluída

HUMANIDADE E O VÍRUS

                                             

Microbiologia do vírus

 Parece que a história parou ou se entrou num delírio incomum. As polêmicas são imensas. Jair vive de falar tolice e acha graça. Outros o seguem. O mundo se balança, pois não encontra saída com a tecnologia que achou. Superestimuou-se, mas o vírus ameaça a sobrevivência e o medo circula. A perplexidade aumenta, embora privilegiados se sintam acima de todos os perigos. A natureza e nós também estamos numa encruzilhada. Os contrapontos existem, ferem, provocam desamparo.

Há quem afirma que tudo apareceu de repente. Falta um olhar profundo sobre a história. Será que não se lembram da bomba atômica? Os massacres da colonização destruíram e firmaram preconceitos. Porém, a memória é seletiva e os dominantes não cessam de animar poderes obscuros. Nada acontece de repente, há trilhas, relações, sentimentos, perdas, exemplos daninhos.

Nunca assistiu tanto incômodos. Fico mesmo observando que os limites se espalham e que o fanatismo de outros não submerge. Não existe, apenas, o ocidental e suas ambições. As ambiguidades mostram que é preciso escutar. Será que são as grandes cidades as governantes do bem? Será que não há registros de espelhos egoístas? Fechar a porta para não ouvir os ruídos é apelação e testemunha que a intriga desmonta.

Talvez, as perguntas atormentem, porque se pensou que o progresso evitaria a miséria. Não aconteceu. O consumismo pede o artificial, quer o plástico, imagina subir a maior montanha do cosmo. Portanto, as misturas de expectativas criam inimigos e isolamentos. É luxo de poucos privilegiados que minam as possibilidades de sonhar a solidariedade. O vírus concretiza a desigualdade. A solidão confunde os sinais do amanhã.

As simpatias fascistas

                                         

A democracia foi adulada e proclamada como a saída para todos os males. Nunca se definiu com certezas a democracia. Havia sempre o vacilar ou o esperar milagres. Pensei sempre sobre o que poderia ser democracia. Não aponto, aqui, razões indiscutíveis. São meus pontos de partido, o trapézio que me balança. Não abandono o sentimento de solidariedade. Somos animais sociais e o egoísmo traz a derrota. Quem não coopera se perde em narcisismos doentios.

Também não compreendo a desigualdade tão espalhada pela globalização. Há saberes que justificam culturas e desenham hierarquias. Abrem a porta para o autoritarismo e mantêm memórias da escravidão. As colônias ainda existem, como também as imposições de modas. O imperialismo não se foi e as superioridade cantam racismos violentos. Há suspeitas que são incessantes.

Não é sem razão que as simpatias fascistas aparecem. Há brutalidades e milícias ativas, com milhões circulando e construindo um capitalismo dito clandestino. Não sei quem atrelou os Estados Unidos aos encantos da democracia. Parece que esquecem como as intrigas se formam e as corporações estendem seus mesquinhos poderes. Oprimem com cultos ao consumo e espetáculos vazios. Estamos repletos de pontos de exclamação até nos jogos que divertem as crianças. Desenganos ferozes que espalham ditaduras que lutam contra resistências permanentes.

A volta das simpatias fascistas remete a governos proclamados messiânicos. Arquitetam-se discursos negacionistas e sabotam a lucidez. Há algo de tosco, gracejos vadios, mas milhares de pessoas são seduzidas e criam ídolos. Mussolini já se foi.  Os tempos possuem atualmente outras sofisticações. Quem não se recorda das mentiras de Trump ou das sandices de Jair? A sociedade se desencontra, não observa que a democracia tem vestes de utopia. Os futuros continuam com máscaras e o desamparo se liga em figuras que inquietam e brincam de donos da ressureição. Instabilidades visitam até mesmo o Capitólio.

Sabedorias perdidas?

Sei que há uma diversidade imensa. Não me empolgo. A Revolução Francesa se mostrou como salvadora. Inventou temas, consagrou intelectuais. Olho para o cotidiano e sinto que a liberdade, a fraternidade e a igualdade hesitam. Sei que muitos ironizaram e se afirmaram donos do iluminismo. Educar caminharia para solidariedades. Rousseau escreveu e teve boas leituras. Mas os saberes não empurraram para o lixo as guerras, tampouco as desigualdades. As tensões continuaram mesmo que os românticos se aninhassem na beleza da arte.

Depois, as travessias se chocaram. Darwin exaltou a evolução, Nietzsche desfez metafísicas, Freud assustou o mundo. Não faltaram boas intenções. Porém, as ambiguidades se exibiam. O capitalismo se erguia, cantava desigualdades, apesar da obra construída com esmero por Marx. Uns afirmavam que as culturas ganhariam fôlegos, outros admitiam a famosa decadência. Comte era um religioso disfarçado. Wagner prometia a ressureição com sua música grandiosa. Não esqueço dos encantos de Lou Salomé, nem das repercussões trazidas pelas dissonâncias da Sagração da Primavera.

Sei que há muitas narrativas. Impossível construir um labirinto que as coubesse. Sei que as curvas entontecem, as intrigas se sofisticam. Por isso, estou, aqui, soltando as palavras, tentando atravessar a vida, citando sem critérios fixos. Há trapézios e acasos. De repente, pula-se o muro. Picasso revolucionou. Porém as bombas atômicas matam com justificativas políticas. Não sei as razões de tantas idas e vindas. Um jogo de dados talvez. A solidão se veste, as festas se manifestam e não se ligam nas perturbações que ameaçam desmontar o mundo. Dizem que há uma esquizofrenia geral. Estou no meu canto. Para além de tudo, o incômodo é avassalador. Conversa-se. Calar  sufoca.

O charuto de Freud

                                            

A sala está fechada, pois o silêncio pede reflexão e escuta. Freud mostra atenção e nem se lembra do seu charuto ambíguo: prazer e morte associados. Freud sabe que é preciso mergulhar no inconsciente, para decifrar sinais confusos da vida. O erro chama a verdade e a verdade chama o erro. As contradições viajam pelas relações sociais. Não há histórias sem turbulências e enganos, mas elas se contam em todos os lugares, sem expulsar os fantasmas.

Os escritos de Freud deixaram marcas extensas. Continuam circulando com força. Na sua época, assustou muitos, não negando a importância do sonho e do afeto. As pulsões de morte passam pelo mundo, empurram para perto dos abismos e precisam de ilusões. Quem não se choca com o desfile constante de informações que povoa a sociedade? Há quem, cinicamente, se divirta, queira aglomerações festivas e explore qualquer ingenuidade. Morde a obscuridade com sede e maldade.

Freud via com olhos acesos o mal-estar produzido pelas civilizações. Procurava o que estava escondido nas conversas. Desconfiava dos amigos das certezas. A incompletude não é presente. Temos que lutar para superar as falhas, pois tropeçamos num pedaço de papel. As vaidades não cessam de se espalharem. O que desejam substituir? As respostas transformam pertencimentos. Basta analisar as agonias de Édipo, as vinganças cotidianas mascaradas por perdões.

Mesmo a arte não nos livra da dor. Os deuses dançam, dizem alguns cheios de dúvidas. O charuto ajudava Freud a despertas ideias. Como viver sem observar os gestos de cada um? As culturas trazem saberes e mitos, buscam compreender as tragédias que punem alguns ou todos. A medida do tempo é vacilante. Deitar-se no divã, falar de si, talvez desenhem migalhas de aventuras. As cinzas dos charutos não fazem milagres, Freud morreu triste com a violência. Será o abraço uma arma ou um vírus?

O Rio miliciano

O Brasil possui muitas capitais ou cidades de belezas monumentais, mas transas nada decentes e grupos preparados para o crime organizado. O caso do Rio de Janeiro é exemplar.Perdeu o charme, depois de tantos roubos feitos nos cofres do Estado. O inesquecível Sérgio Cabral continua nas manchetes. Ganhou destaque, está preso, faz tempo, porém é um assaltante de dotes fabulosos e de seguidores espertos. Sobram Benedita e Leonel. As milícias ocupam espaços. não só nos morros, sobem palácios, esnobam em todas as recepções ditas finas. Temem alguma coisa?

Não esqueça da polêmica família Bolsonaro. Jair é graciosos, gosta do vírus e engana com facilidade. Ensinou para todos suas idas e vindas e criou filhos para o ódio e negação da dignidade. Em Brasília, empurram escândalos, se dizem inocentes, gritam como antigos senhores capitães do mato. Sente-se o descaso com o dinheiro público.Não se cansam de mentir, de correr paras as cavernas do cinismo e desenhar quadros celebrativos das desigualdades. São íntimos das astúcias palacianas, amigos de discursos evangélicos, cultivam preconceitos.

Tudo espantoso. O país numa corda bamba. Não faltam pastores milionários e milagres de salvação. Muitos acompanham Malafaia, Everaldo, Edir soltos para imaginar magistrais golpes.A política vive naufrágios contínuos e não se sabe quando haverá respiração para segurar a honestidades. Os condenados enchem prisões e fazem amizades. Muitos assassinatos, inocentes mortos, polícia expandindo a corrupção e conservadorismos que afirmam desditas do passado.

Lamenta-se que a Cidade Maravilhosa decline assustadoramente. As falcatruas se espalham e vão de Norte ao Sul.Existe saída ou as eleições formam quadros de especialistas em propagandas danosas? O Brasil mantém intrigas e pouco liga para sacudir fora a miséria,pois os governos se viciaram na negação constante, num populismo totalmente desfigurado.As quedas preparam um violência incessante e desespero para quem cultiva a fraternidade. Há uma cansaço de alguns e uma dança perversa de outros. O peso é grande e a mediocridade dói.

Não estranhe o mundo

Seria agradável viver , num mundo, de passagens quietas e bons companheiros. Vizinhos solidários e muita vontade de conversar sobre a vida. Não temer sentimentos, curtir alegrias e pensar que o trabalho é uma invenção que nos faz produzir culturas.Talvez, esteja imaginando um paraíso. Mas ele não existe. Por que ficar sempre no tédio ou programar armadilhas para os outros? A inquietude dignifica e salva, a inércia estimula ingenuidades perigosas. Provocar aciona ânimos. Decida-se.

Nada é recente. Desde os tempos mais remotos as vinganças se espalhavam, lágrimas corriam, tristeza buscavam brechas. A violência não é criação da modernidade. Há sofisticações de intrigas que são silenciosas.Sabem de segredos, conhecem seus fazeres entortam signos arcaicos. A tensão está no cotidiano.Como a história suporta tantas dissidências? Há gênios do mal. Pouco dominamos do ir e vir da sociedade. Não é incomum sustos, escândalos, hipocrisias. As perplexidades não se cansam de sacudir o mundo e trazer pesadelos extravagantes. Acorde, afirme sua imagem!

Surgem as dúvidas.Quem fabricou o ser humano? Por que ele anima festas e , ao mesmo, exerce crueldades? Muitos mistérios e desenganos, porém há buscas para suavizar as brutalidades. Sossego absoluto é apenas uma utopia. Se a tragédia acontece, o desespero intimida e os fugitivos se agridem. O que fazer? Grandes teorias germinam, apontam soluções. No entanto, os fascismo cantam louvores e as religiões se confundem com tramas negativas. Não há vacinas divinas e sim ofícios científicos cheios de equações. Já leu Camus?

Difícil não deixar de resistir. As decepções destroem desejos e empurram frustrações para a beira do abismo. A malícia não se esconde, ocupa lugares privilegiados. Acusam alguns, elegem outros. A sociedade se mistura com falências e abandonos. A lucidez se encontra tonta, com tantas formas de manipular a vida. Conto a história e é preciso contá-la. Conhecer espaços, aventuras, se desfazer dos labirintos. Muito malabarismo. Saudações para quem acredita na mudança e expulsa o lixo das artimanhas políticas. O diálogo não pode desaparecer. Pergunte a Kundera se a ficção é azul e serena

Moradias das amarguras

A vida atravessa muitas encruzilhadas. Não é possível senti-las plenamente. Mas cada uma cresce, definha, se desfaz, aumenta seus desejos. Definir a vida é apenas uma brincadeira ou um malabarismo.Estamos sempre buscando figuras, extravagâncias e o mundo anda com força. As mudanças provocam perplexidades. No entanto, restam práticas danosas e as amarguras deixam estragos.

E o sustos? As manchetes carregadas de violências? Observaram como se comportam as amizades de Jair e família? Inacreditável. A história segue, as pedras estão nos caminhos e as ameaças não são poucas. Há quem curta o perigo ou entre no campo da indignidade. As falsidades não se calam e as utopias adoecem,É preciso respirar fundo e não se encantar com os salvadores da pátria.Messianismo debochado.

Flordelis mostrou que não há limite. Ainda sorrir e agita o nome de deus. Possui uma gigantesca astúcia para o mal. Difícil explicar, porém intimida e desespera.O grupo do ódio é cruel. Traz mazelas, consegue atrair desenganados. Histórias que derrubam esperanças e criam moradias infernais. O cotidiano se enche de opiniões e as notícias se espalham como mercadorias. Os agentes da desigualdade conseguem espaços e se infiltram como representantes de uma sociedade apodrecida. Lixo e luxo.

Lamentamos. A divisão é grande e as intrigas não cessam. Haverá um mundo digno , sem amarguras? Navegamos.Perguntas, ondas fortes, milícias, crianças perdidas, refugiados aflitos. Cada estrada tem sua largura. Freud denunciou o mal estar. Sartre alertou para as armadilhas. As explorações se firmam e o vírus é um fenômeno. Dá medo, surpreende, isola. Quem não quer voar e abraçar o azul? O espanto fecha os olhos, esquece que as lágrimas não se ausentam.

O sonho e o tempo

no tempo que transforma cada desejo

há distâncias de retirantes anônimos

e fantasias remontadas por acaso

não julgue, nem se julgue, olhe e escute os outros

a terra gira, o tédio se ornamenta, o mendigo suplica

os medos permanecem atiçando o juízo final

nada diz a história que sumiu lentamente

a esperança voa com o sonho e o beija-flor

pinte de azul sua tristeza e vista a última roupa de Picasso

não chegue, parta sempre sentindo a paixão de uma estrela