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A solidão e a beleza: as respostas do mundo

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Admitir a solidão parece ser uma aventura que nem todos conseguem enfrentar. Vivê-la pode causar transtornos e caminhos para depressão. Mas muitos artistas negam os ruídos e se entregam ao silêncio. Nada é absoluto, mas não custa escutar a voz na sua intimidade maior. Assim pensava Rilke. Ele não queria mudanças no mundo. Procurava se livrar das inquietações, para navegar na palavra. Desejava o trabalho da poesia. Não exaltava a beleza como Oscar Wilde. Trilhava um conservadorismo em nome de se conhecer.

A solidão não abate as fronteiras com o resto do mundo. Há os outros e eles não fogem dos contatos. Não imagine uma escuridão sem vultos. Dentro de você moram muitos demônios estranhos, porém os anjos não se afastaram. Tudo é espaço para desenhar a vida. Talvez, ela se repita, ou seja ensaios de mudanças inúteis. Os vazio acontecem e puxam horas de recolhimento. Se há salvação, ela necessitar de compreender as possibilidades da ambiguidade. Nem todas as portas estão abertas. Nem sempre, a imagem no espelho é a definitiva.

Picasso desafiou as formas e as cores. Era compulsivo. Mas tinha sua entradas fechada, para recompor energias. O que dizer de Gabriel García  solto na escrita de Cem anos de solidão? O artista tem sua lucidez, não só delírio. Quem cogita de se desfazer de todas as medidas? Macondo convivia com Gabriel, ele alcançava a transcendência do sonho, sem negar que o vivido estava presente na fantasia mais alucinada. O belo deslumbra e assusta. na festa do pragmatismo, a arte é atacada pelo mercado. Há quem corra e se perca no labirinto de encruzilhadas medonhas.

A ousadia vence a mediocridade. Quem llê Octavio Paz observa que a solidão possui muitas vozes e que a beleza não é apenas um lugar sem regras, porém nos leva a quebrar o que parecia eterno. As diferenças movem a história, nem imagino uma sociedade com as mesmas cores do passado. Quando as continuidades se fixam, alguém grita e sai de um pesadelo infernizante. Na solidão, o mundo também se mostra. Talvez, existam muitas gramáticas inesperadas. O encontro se faz quando a solidão se aproximar do outro e se reconhece na distância. De olhos abertos, o belo se revela, nunca em todos os seus detalhes, porém atravessa o muro que engessava do desespero.

O Brasil tem muitas repúblicas e dissonâncias

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A história não se faz repentinamente. Há lendas e verdades que se dizem detentoras das ações humanas. Os sábios definem conceitos e se julgam donos do poder. observe o que se passa no Brasil. Os senhores da justiça gostam de firmar princípios como se fossem fundadores da nação. Esquecem que, por aqui, ainda existem escravos e a opressão possui residências fixas. A Venezuela se tornou o fim do mundo e o Trump, o estadista de cenas inusitadas, Vivemos um tempo desarrumado, com bolinhas de todas as cores e estrelas que não o conhecem o azul. Compre um saco de pipocas, veja o programa de debates políticos e se localize. Não chore, sinta-se animado e divertido.

O Brasil é uma república. Faz tempo. Segue modelos. Seu governantes admiram os Estados Unidos. Prometem acabar com as oposições, destruir os ativismos, curtir os hinos militares. Milhões de pessoas se aproximam de um modelo de república envolvida pelas ambições capitalistas mais radicais. Querem detonar o comunismo. É tempo de vendaval. Muita nudez, para pouca roupa. Imagine que Moro se contradiz em cada entrevista.  Ser vaidoso e o seu lema.. Não duvide das suas ambições. Ela não é tolo.

A república foi proclamada de forma estranha. Surpreendeu. As desigualdades continuaram e o exército deu suas ordens. O Brasil não ganhou espaços pretendidos pelos idealistas. Rebeldias contidas, terras concentradas, coronelismo decidindo eleições. O mundo muda ou fica mudo. As ditaduras aconteceram e acontecem mesmo que alguns adorem usar  mentiras para escondê-las. Garantem empregos e não lembram que os salários estão lá embaixo. Quando os pastores cantam suas orações, a sociedade treme. O que eles querem?

As histórias não sossegam e ninguém adivinha o significado da república. Busca-se criar instabilidades. A necessidade de um herói exalta uma minoria ansiosa. É o Brasil assustado. Passou-se o domínio português, porém o peso da colonização persiste. Ela é sofisticada. A escravidão usa tecnologias, expande virtualidades, arquiteta rotas velozes. Quem revolucionará a cidadania? Tudo é aspiração ao consumo? Nada diz que a política fugirá dos milhões e entrará na igualdade. A dissonância explode e as brigas atingem afetos. Quem grita pela solidariedade? Quem sacode a república/

Quem se esconde, quem se revela, quem desiste?

 

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Faça a sua escolha. Não gosta de sair, esconde-se no seu labirinto, então não negue que a solidão é gostosa. Siga suas aventuras, mesmo que desconheça o caminho mais fácil. Curte o balanço, não esquece o celular, desenhe seus rastros no quarto íntimo, não se sufoque. Solte as amarras e procure companhia para enganar qualquer dor. Difícil é ficar quieto, jogar-se na mudez. Tudo se movimenta com rapidez. Ligue a TV e veja. O mundo bebe tudo, se assanha com drogas, não se convence de que o acaso é uma armadilha e deus não sai de seu flat. Portanto, a localização de todos é sempre móvel e inquieta.

As tecnologias assombram, porém possuem alto poder de sedução. Quem não vende sua imagem nas páginas do facebbok em busca de boas energias? Há amarguras, mas sobram terapias. A nossa incompletude pede emergências, solicita novidades. Visitamos salas escuras acreditando em cores mágicas e corpos deformados. A temporada das iluminações não se dá sem a ajuda de perguntas. Não há como esgotar o real, fazer da ciência um saber neutro. Bombas se espalham nas guerras, religiões descobrem-se nas maracutaias políticas. A sociedade treme e deslumbra, suporta ambiguidades contínuas. Já comprou o seu tapete magico nas Lojas Americanas?

Temos leituras da cada ato. Precisamos de olhar os outros, porém não cansamos de sentir que a vida é repleta de  abismos ou pântanos. Escolha? As concepções de felicidade são obrigatórias. Há euforia que engana. Se  o consumo invade cada momento, não há como sacudir fora os espelhos. Somos o que temos, mesmo que  as descobertas intelectuais nos orgulhem. A ordem é acumular. Cuidado! A beleza não é aquela de Picasso ou de Da Vinci. Ela diz de um narcisismo especial que se une as páginas múltiplas de uma revista virtual. É uma outra história que atiça outros sentimentos. Já imaginou o vídeo da próxima cirurgia de Bolsonaro?  É um orgasmo para as redes sociais.

Os territórios do mundo estão divididos. A desigualdade existe e não há descrença que desbotem de vez  a política. Uns dizem que o socialismo é autoritário, outros acusam as manobras do capitalismo. A confusão e geral, porque a solidariedade é escassa e a Venezuela se mudará para provocar Guedes. Portanto, as interpretações se afastam da  profundidade e o Homem Aranha não recusou cargo na Polícia Federal. O importante é  a manchete, o jornal que ganha sacudindo verdades suspeitas, anunciando gelo nos trópicos. Quem se revela? Quem se mostra na interioridade.? Mas os desgovernos continuam: assassinatos, suicídios, milícias, arrogâncias, dólares perdidos em propinas vazias. Cada um segue uma estrada. Desiste de inventar saídas. O ir e vir das noites e dos dias pare escândalos. E daí?

 

 

A pós-verdade da superfície e da velocidade

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Os valores tradicionais se despedaçam e causam surpresas. O mundo é complexo. Tecnologias trazem pressa, querem respostas imediatas e exigem praticidades. Fala-se em correr atrás do prejuízo. Não há muita clareza. Cantam as vozes do pragmatismo. Querem vitrine. Olhem Moro. Observe como Jair se comunica. Não se desenha compromissos definidos. Joga-se no ar qualquer coisa. Os jornais estão numa grande penúria. Superficialidade, acusações, falta de criticidade. A verdade se encontra na UTI, pagando seguro saúde e com sofrimentos insuportáveis. Ustra ganha espaço de herói mitológico. E muitos se ajoelham diante de santos nada piedosos.

Não se trata do relativismo, da multiplicidade de interpretações, de teorias pós-modernas. Cria-se uma virtualidade  com futilidades e brincadeiras. As pessoas optam por informações e não se importam em analisá-las. Debocham de forma agressiva e até se vestem com a defesa da tortura. É incrível. Cabe ao PT às responsabilidades pela corrupção. Muitos esquecem que votam em Eduardo, Cunha, Aécio. Nivelam, enganam-se ou se mostram nos espelhos da pós-verdade. As perdas atingem maiorias que abandonam as reflexões para navegar em euforias passageiras. Dureza ou cinismo? Não sei, porém as estranheza tocam o infinito.

A mercadoria se expande iludindo os mais inocentes. Há quem espere melhorais salariais, num sistema para o uso e abuso de políticas nada saudáveis para os trabalhadores. Prometem exterminar direitos e aumentar promessas de empregos. Parece que a política se tornou uma crença. Não há debate. As verdades sem substâncias passam a ser veneradas. Tudo é doutrinação. Ameaça-se o ensino. Desqualificam professores. Entraremos nos dogmas medievais? Quais as religiões que manterão seus poderes sem o auxílio da grana? Fabricam-se violências justificadas, incentivam as indústrias de armas para neutralizar a violência. Muito delírio!

Portanto, as palavras podem registrar mágicas mesquinhas. A verdade tem cores de espetáculo. A política é uma disputa para abrir a porta do capitalismo de forma escancarada. Mas a sociedade não se congelou. Os ruídos exitem e as desconfianças não se foram. Não sabemos o sentido da história. Já tivemos  Marx, Vargas, Descartes, Goethe, Elvis Presley, Pitágoras… Muitas formas, prensamentos, excessos que atravessam vidas e se firmaram por um certo tempo. Não há como fixar políticas para sempre. Tudo treme e o medo não é uma ficção. Resta duvidar e não fugir. Os sonhos não se esgotaram dentro da nossa perturbada incompletude.

Conhece as aventuras do facebook?

 

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Conhecer os lugares do facebook é uma boa aventura. Não se surpreenda com as armadilhas. Há uma quantidade de pessoas tentando resolver seus problemas com papos amargurados. Os ressentimentos explodem e desenham dizeres nada simpáticos. No entanto, os homens gostam de tergiversar e sacudir fora seus lixos.Há solitários que não se resolvem e buscam atirar suas flechas. Não se preocupe. Os psicopatas moram em muitas vizinhanças. Usam máscaras, parecem cavalheiros, tocam suas agressões com espadas vindas do medieval. Na política, a coisa ferve. O antipetismo possui um largo espaço e há quem não suporte Jair. Os duelos ferem a dignidade. Não suporto certas suposições. As doenças cativam os vingativos e seduzem.

É um mundo que se anuncia duro, que inquieta famílias, destrói afetos, regeneram prepotências. Basta observar bem e notar que escravocratas ressurgem. Alguns se mostram desenganados. Exigem a volta de poderes, simulam ilusões, querem lugares especiais. Voltam ao passado com um cinismo exuberante. Pedem desculpas. Pouca adianta. Freud compreenderia seus atos falhos. Não sou Freud, mas chego perto de figuras extravagantes e jogo, no abismo, suas energias  negativas. Não é à toa que se fala em pós-verdade. O mundo está perplexo, fundando religiões delirantes. Conheço gente que diz que Jair foi enviado por Deus. Puxa! O negócio é pesado.

Não ouso detonar o face. Ando por ele, recebo solidariedades, encontro-me com amigos. É pedagógico. Escrevo reflexões, mando abraços, pinto críticas. O homem é um animal cheio de dificuldade. As lacunas traem e alguns não conseguem vê-las. E as drogas servem para quê? Um vinho leva os mais espertos a construir argumentos inesperados. A coca é violenta. Monta esquizofrenias. Tudo parece um ensaio de espetáculos nunca vistos. Não vou dizer que tudo é inútil. A história tem a marca da incompletude, agonias do pecado original, deuses atordoados. A sociedade globalizada gosta do superficial e não dispensa arrogância. Subestima o medo.

O face está na história. Não pertence a Vênus. É criatura muita sofisticada. Diverte, provoca suspiros, distrai. Seria vazio pensar que tudo pode ser refeito numa utopia angelical. É neurose ler afirmações nada lúcidas. os próximos não amar seus próximos. Há mensageiros do bem que desconhecem os templos. As maldades estão em discursos profanos que se vestem do sagrado. Não é fácil. O livre arbítrio lembra Tomás de Aquino e o destino, o grande Agostinho. Há figuras que ficam. Isso não significa o fim da mediocridade. Ela não desaparecerá. Os contrapontos costuram paraísos e vulcões. Não desamine e elogie o abraço. A loucura é uma invenção e mora também no facebook

As dificuldades e os enganos do criador

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Inventar a história é uma tarefa sem fim. Nem Sísifo, gostaria de enfrentar tanta dificuldade. Não sei quem criou espetáculos incríveis, naturezas fantásticas, seres narcisistas, violências frequentes, erotismos múltiplos, cretinices sofisticadas. O dicionário é imenso. O mundo é vasto, o criador cansou e desapareceu. Aparecem outros, com sentimentos renovados e promessas estéticas maravilhosas. Já ouviram falar em Godard, Gláuber, Neruda, Drummond, Picasso, Kundera… Não esqueçam que existem outras figuras que abalaram a aventura histórica. Acredito que conhecem Guevara, Napoleão, Platão, Kant, Nelson Gonçalves, Messi, Joaquim Cardoso. E Nara Leão, Lou Salomé, Nina Simone, Carolina Ferraz, Clara Nunes, Cecília Meirelles, Gal Costa, Maria Bonita… Muita gente, sexualidades, afetos, poderes, desejos…

Há complexidades. O criador cometeu enganos ou era distraído? Fez uma confusão por causa de uma serpente e anulou o paraíso. Não conseguiu se contentar. Deixou Adão e Eva numa situação precária, apaixonados por uma fruta vermelha. Ficaram suspenses e dúvidas. As religiões se desentendem e mantêm riquezas. Os templos se destacam nas avenidas como shoppings centers com cadeias internacionais. Já mediram as propriedades de Macedo? Um homem que atravessou o capitalismo com encantos consagrados. Possui carisma, zomba, optou por ser ídolo e um messias desalmado. É que penso, para a surpresa de alguns, sem a ambição de inquietar quem viver na melancolia de um baseado estragado. Está sumido nas agonias do pecado capital.

Surpreendo-me com as continuidades históricas. Não se assustem. Não vou defender que a história é uma calmaria ou uma repetição nada agradável. Mas reparem: sacudiram bombas atômicas, crucificaram escravos, mataram crianças, sacrificaram utopias. Tudo isso não existe mais? E os refugiados, a legislação da previdência, os sermões de Magno, a opiniões políticas da Globo News. Há relações que se reinventam de forma sutil como novidades estranhas. Os historiadores tentam superar os impasses teóricos. Conversam com Certeau, debatem com Castoriadis, admiram os conceitos de Foucault, costuram imaginários, acontecimentos, operações historiográficos e se soltam de dogmas para se aprisionarem nas adivinhações. É divertido, merece prática.

Na criação, as arquiteturas podem falhar. Os conteúdos pesam diferentemente das formas. Tudo não foge das variações que nos fazem diferentes, mesmo numa sociedade de massas afônicas. Gritamos. O desequilíbrio é onipresente, apesar de linhas retas e desenvolvimentos celebrados. Há tragédias nazistas que intimidam Sófocles. Os gregos não suportariam as atrocidade de Hitler e não se embriagariam com os vinho do Vale do São Francisco. Talvez, curtissem os bolos de rolos açucarados que invadem as esquinas. Isso é especulação, saída das agonias, para desfrutar do lúdico. É um desafio para buscar a geometria da história. Será que ela se consolidará e sonhará com um outro criador? Não sei. Por isso,vamos caminhar. Na próxima esquina, constroem outra farmácia. O criador e a criatura estudam sobre a veracidade da esquizofrenia. São assinantes das incompletudes.

A dança da política destrói confianças

 

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Jair busca construir um ministério dentro das promessas da sua campanha. Seus eleitores deliram com a aceitação de Moro, o herói festejado. É uma grande armadilha. Não me surpreendi. A vaidade é sedutora, segue articulando desejos e enganando ingenuidades. Muitos consideram Jair um messias. Já ouvi pessoas dizerem que é um enviado. Coloque sua escuta para funcionar. Preste atenção às conversas nas filas de banco, nas paradas, nas reuniões familiares. O encanto traz risos e esquece que a tortura foi celebrada nos discursos de Jair. Como festejar a tortura? E a crucificação foi o quê?

A política não é horizontal, nem possui  uniformidade. É um jogo forte, sobretudo num país viciado em cantar as vitória do mercado. Portanto, a memória vacila e a verdade não se fixa. Tudo é feito por planejamentos sutis. É o territórios das ilusões. O capitalismo se nutre da exploração, porém há assalariados que não percebem. Esperam a magia, as falcatruas, acreditando na força divina de alguns políticos. É preciso compreender que as religiões servem ao poder com espertezas incríveis. O chefes do templos navegam em riquezas incomuns. Como explicar?

Vivemos uma época de acrobacias programadas. Há uma carência de responsabilidade. A maioria lança suas esperanças nas mãos de uma minoria. A quem Moro irá satisfazer? O que Guedes promete? Teremos medidas que machucará profissões e inquietarão quem crer em milagres. As notícias correm enlouquecidas. O baile de máscaras continua e Trump é o exemplo mais comum. Tudo se resolve com tiros, gargalhadas diabólicas, ressentimentos de tradições patriarcais. Gira a cabeça ou o corpo febril esquenta o medo?Você se ilumina?

Com quem está o confiança? Qual é mesmo a escolha mais celebrada? Não adianta tremer e entregar os pontos. Se há quem se entusiasma, é fundamental que surja a crítica e a reflexão. O mundo está numa alucinação fantástica. Veja como se comportam os sofridos refugiados, os preconceitos contra os negros, a morte constante tomando conta do cenário urbano. Nesses momentos, desbotam-se as cores e muitos fogem para seus esconderijos prediletos. Não é à toa que os ídolos consomem as energias dos tolos. A corda se parte quando mesmo se aguarda.

Você tem medo de quê?

 

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A temporada das tempestades não terminou. A política não morre com as eleições. As intrigas estão armadas, as vaidades desfilam e o poder seduz. Jair buscar criar forças, agradar aos seus seguidores. Parece que está decepcionando alguns. Faz parte da ambiguidade. Nada será como antes. Já houve contactos com Moro e a gritaria foi geral. Ela assume o Ministério. Tudo mostra trama. Quem  ganha privilégios? A história continua com os tremores do Supremo contra censura. Não é fácil. O projeto, com ares fascistas, sofre ataques. Jair virou uma vitrine de grande valor e se alimenta das bajulações. Sente-se confortável com tantas homenagens.

A imprensa não se contenta com as grossuras de Paulo Guedes. O poderoso economista fez um curso de indelicadeza. Não poupa ninguém. Põe-se como  dono da verdade, promete atiçar o desenvolvimentos, elogia os saltos do mercado. Encontra obstáculos. Não se trata do reino de Mussolini. Há resistências claras, inclusive dos jornalistas da Globo. As surpresas metem medo. E a aposentadoria se torna uma utopia? A situação do Chile chama todos para uma reflexão. Que garantias existem? O capitalismo esquece que precisa consumir o que produz.

A lutas internas são grandes, porém há dramas homéricos. Ciro resolveu largar todas sua mágoas. Não perdeu tempo. Largou a chibata em Lula, desmereceu o PT, estava mesmo com o vocabulário preso. Pânico total. Muitas fragmentações, arrepios no corpo das aliança possíveis. O que se passa nos bastidores? Por que tanta agonia e ambição? Ciro possui algum plano pessoal para voltar ao cenário? Ele se meteu numa confusão imensa. Não sei o que o futuro aguarda, porém as brigas são estruturais e deixam a perplexidade acesa.

As profecias não fogem da arena. Muitos prometem derrubar Jair, imitar o processo que aconteceu com Dilma. Há quem jure defesa das leis, combate ao autoritarismo, ficar nas trincheiras de espada na mão. Circulam análises, desesperos, perdas de ânimos. Não é brincadeira. Jair gosta do militarismo e curte amizades ferozes. Na política, tudo se insere num universo de muitas alternativas. A exatidão não existe, O que será o Brasil em 2019? As perguntas não cessarão, nem as insatisfações. Nada é divino e maravilhoso.  O circo também pega fogo.

As escritas da política e as escritas do mundo

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O domínio sobre o que está escrito é polêmico. A história namora com o acaso. Criam-se expectativas que morrem antes de qualquer suspiro. A política é campo de incertezas. Aparecem figuras obscuras que seduzem. Outras acertam pacto democráticos, mas não conseguem superar. Portanto, o voto é turbulento. As viradas surgem, porém não estamos livres das frustrações. Sempre gosto de viver esses momentos sem muitas agitações. Faço uma visita ao meu coração, reviso memórias, visito esconderijos. Assalto-me, para sentir como andam as batidas das emoções.

Tenho minha torcida. Não sou amigo da neutralidade. Não uso argumentos cheios de racionalismos. Curtir plateias faz parte do espetáculo Não custa duvidar, pintar quadros internos e saber que a vida continua. A solidão dói, pode afugentar pessoas, mas é bom se escutar. A escrita do mundo não está terminada. As relações de poder se vestem de roupas estanhas. É difícil tomar conta das profecias. Tenha cuidado com suas vaidades e não feche os olhos para lucidez. O egoísmo é mesquinho e reforça seu lado narcísico. A vaidade esconde aparentes coragens.

Queremos vitória, o medo nos toca, o acaso não é brincadeira. As tragédias gregas trazem reflexões profundas sobre a dignidade humana. Choramos tristezas, nos assustamos com ruídos e a balança da justiça não consegue se equilibrar. Sociedade com muitos especialistas,  se mexe com  trocas e interesses. O mercado parece um monstro e a tecnologia salva e mata vida. Tempos de devaneios, tempos de desencontros. Não há aquele ponto final definido. As interrogações ganham espaços e formas nada decifráveis. Daí, os pesadelos da desilusão.

Jair ganhou como apontou as pesquisas, A euforia antipetista delira. Restam muitas responsabilidades. A sociedade concretizou suas escolhas, espero que a lucidez que traga frutos. Desconfio do programa e da ação golpista que toma conta da história recente. O mundo se volta em busca de censuras, opressões, como se algo faltasse, algo grave e mesquinho. Agora, é não ficar na torcida do quanto pior melhor, mas retomar forças, ser crítico e não contemplar a barca que navega sem rumo. A política segue, a eleição não é tudo. Vale uma reflexão e um olhar firme para o futuro.

Os caminhos longos da história

 

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Tudo passa, fica a memória. As agitações se suspendem, os robôs silenciam, as ressacas acontecem. Muitos se enganam no calor da luta. O humano é cheio de acrobacias. Perde-se, depois procura o  sonho, cai no abismo, dorme inquieto. Não tem como calar de vez a história. Ninguém conhece seu ponto final. Prometeu se rebelou e os ingênuos  constroem abalos.O futuro aponta para algum lugar. Talvez, uma praia numa sociedade tranquila. Quem sabe um vulcão repleto de fogo, um vento sem rumo. Não sei, tenho incertezas e sigo minhas estimas. O poeta me ensinou a ser torto na vida. Suspeito de quem bajula ou destila arrogâncias. E aqueles “moralistas” que divagam sobre a corrupção?

A história não dispensa permanências. Quem ganhará as eleições? É sempre um poço profundo. Jair montou uma estrutura forte com ajuda substancial. Seduz massas, sem deixar de lado muita gente dita escolarizada, com privilégios e poderes fatais. Não se surpreenda com a multiplicidade. O mundo é vasto, há barreiras e ruínas. Haddad busca sair do sufoco, mostra ânimo. Não adianta contar erros, preparar relatórios. As pausas existem e nos tiram da manobras perversas. Sofri e sofro. No entanto, como educador já vivi singularidades impressionantes.

Não se deite e demore a dormir. Tente avaliar o que aprendeu. O passado não se foi de fez e o futuro desmanchará muitas especulações. Portanto, a escrita busca verdades particulares e observo que há conflitos rasos, cultivados pelos incautos. As festas se misturam com ruídos estranhos. Não se tem domínio sobre as estradas da história. Cogitam-se algumas análises, porém existem contaminações que prejudicam a lucidez. Ninguém consegue acertar em loterias, sem causar desastres interiores. Lança a riqueza em aventuras, se enche de ambições e agride quem considera inferior. Não são cenas raras. Muitos detestam o comunismo sem nunca ter lido a cartilha do vizinho.

A sorte pode ser o avesso do azar ou uma máscara bem feita. O importante é compreender que o ser humano nunca tocou no perfeito e se encanta com tecnologias perigosas. A mentira não é uma novidade que assombre nosso tempo. Analise as falas de Hitler. Observe as molezas malandras de Temer. Ninguém é radicalmente transparente. Não despreze suas declarações raivosas, nem as justifique. Somos sentimentos, dobramos perdões, confessamos desgovernos do passado. Desmembrar a história e discutir as audácias da razão são desafios. Não se lamente, nem curve. Para além do fascismo, há quem tenha vivenciado práticas feudais. Estranho, mas possível. O poeta sabe.