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Destruir para quê?

Somos animais pretensiosos. Construímos as histórias, buscamos significados e mergulhamos em aventuras. Não há uma cartografia que defina o caminho transparente. Acertamos e desacertamos. Desconstruímos, reinventamos, mas também sacudimos planos de destruição para iludir o coletivo e aumentar as ambições . Há quem acredite que o destruir se mova na ansiedade das riquezas. Talvez, esqueçam a sociabilidades, brincam de perversidades e imaginam que não existe incompletude. Apagam as reflexões e levantam a poeira de pesadelos. Formam-se delírios que amortecem sonhos e desenham invejas.

Temos necessidades e urgências. A tecnologia não nos garantiu eternidades.Surgem questões inesperadas que governos resolvem com pressões ou propagandas articuladas para enganar. A sociedade multiplica seus especialistas em promover danos, com sutilezas midiáticas. Possuem admiradores, ocupam cargos estratégicos e curtem as vitrines das redes sociais. Sorriem mesmo que as tragédias nos cerquem. Divertem-se com banalidades, minam a força da solidariedade e investem na egolatria.

O tema do meio-ambiente provoca controvérsias. As fumaças tomam conta das atmosferas, os rios apodrecem, o roubo das terras indígenas é uma fato. O capitalismo invade territórios e defende a insensatez. O debate se globaliza, os antigos colonizadores querem esquecer seus passados e argumentos. Explicam saídas e assanham tensões. Criam-se arrependimentos juntos com disfarces. A ciência se associa ao poder na ordem que gerencia a política. Somos animais sociais, temos astúcias, as violências não desapareceram e a competição estraga o afeto. As dúvidas ampliam os sofrimentos e reclamam por diálogos.

Diante de tantas ambiguidades e desequilíbrios, os limite se instalam. Será que estamos convivendo com um suicídio coletivo? Será que os feitiços da cultura nos tornam senhores de um mundo cheio de descontroles? Não custa refletir, desmontar arrogâncias e analisar o cotidiano nas suas repetições e na fabricação de armadilhas. Os incêndios são muitos e não atingem apenas as florestas. Todos morremos, com epidemias e depressões que aprofundam o mal estar tão comum nos nossos tempos. Há uma multidão de solitários que adoecem e nem notam que o labirinto é imenso e medonho.

O temor das falas e das intrigas

Nunca se falou tanto e se exagerou nas conversas surpreendentes e incômodas. Há uma clima de intrigas que não sossega. As últimas eleições deixaram terrenos escorregadios e brincadeiras perversas. Os afetos ganharam geometrias estranhas, fugindo das proximidade e trazendo afastamentos constantes. Há um mercado de culpas e indignações. Curtem-se a agressão, o descontrole, o ressentimento. Portanto, o excesso de desconfiança toma conta do cotidiano. As notícias inquietam e os sossegos moram nos desertos.

Os meios de comunicação aprisionam desejos. Há quem só consiga sentir o outro acionando o zap. Muita pressa, pouco acolhimento, corridas para contar as novidades. Não se busca a solidariedade, para se evitar desmantelos e fugir da desigualdades. Nota-se uma exaltação desmedida a antigos preconceitos, a volta de raivas vingativas, os assassinatos coletivos. São comportamentos que mostram a fragilidade dosvalores iluministas e a permanência das egolatrias. O poder fascina e atrai com força e astúcia.

As perdas cansam, configuram síndromes e afastam pessoas de tolerâncias. Todos estão donos de verdades? Há muitas luz nos olhos? Os diagnósticos variam e temem fixar destinos. Os governos lutam para esconder seus planos, nada possuem de democráticos, vivem assombrando. Estamos sendo colonizados por jogos de notícias. Multiplicam-se especializações em exercitar o ser feliz é o que estampam as manchetes dos jornais. Abrem-se consultórios de terapias renovadores, mas as dores não se vão. A atmosfera de melancolia invade e desfaz utopias antes tão celebradas.

Não se engane. Há controles e desgovernos numa luta ferrenha.Estamos no meio de um caminho cheio de abismos e teimamos na busca de saídas para esculpir figuras que nos devolvam a beleza. Será que ela existiu um dia? As repetições das narrativas não acompanham a construção da memória? As rebeldias desenham dissonâncias, porém as arrogâncias de quem concentra a ordem nos empurram para as dúvidas. Uma fatiga mental pretende ser curada pelas acrobacias dos corpos desadormecidos pelas máquinas das academias. As sombras assustam e vida continua na cadência dos desencontros.

A sociedade administrada

Tudo parece um encantamento de novidades e magias tecnológica. Difícil é escolher. Muitas opções que pagam ilusões ou mascaram enganos. A sociedade se arma para inquietar, mas também triturar ingenuidades e quebrar valores. É preciso abrir os olhos e não se enfeitiçar. Esquecer a complexidade dos planejamentos, as astúcias dos senhores do poder. O jogo da mídia servil é desgastante para quem não despreza o afeto. O cuidado chama a crítica e a compreensão levanta dúvidas. Não há respostas firmes, as vacilações não se vão e a vida pede paciência e sabedoria.

O mundo do trabalho é massacrante. A busca da grana deixa sequelas nos sentimentos, enconde desejos de convivências solidárias e traz desconfianças. Quem se encontra no meio da berlinda? Quem pode significar nas suas imaginações sem se perder nas tramas do consumo? Ler o mundo é um desafio. Há inúmeras interpretações, as cores se inventam e palavras voam. Portanto, a travessia é instável e os governos usam de manipulações frequentes. Combatem rebeldias, administram com sutilezas os desejos e as ousadias.

Analise as afirmações de maio de 1968 ou mergulhe nas reflexões de Camus. Não faltam autores que acenam para a dureza das manobras capitalistas. Marcuse lança questões sobre o prazer, Adorno coloca a nudez da massificação, Marx já lembrava a força do valor de troca. Não fique distante de quem ajuda a mostrar a incompletude. A onipotência não alivia, nem existe. A cultura possui alimentos e perturbações. Por que dispensar as ambiguidades e apostar na salvações? Política e religião se esticam para pescar sua fragilidade e desenhar as mediocridades mais levianas?

A liberdade é mito desqualificado, quando se abastece de sonhos meramente materiais e movimenta-se em torno de progressos e ordens mesquinhas. Se a sociedade não se dá contas da ausência do absoluto cai em abismos. O perigo é se cercar de anúncios e discursos que anulam o lixo e acenam com riqueza vazias. A dor não é uma mistificação e o luxo atrai com suas promessas ditas fascinantes. A história é sempre uma construção e as utopias devem abrir o coração para arquitetar outras sociabilidades. Ser administrado é um caminho para melancolia. Você curte a imbecilização ou prefere turbulências reanimadoras?

Escravizar e desgovernar

Ninguém pode negar que o trabalho rege o cotidiano. Há faltas, crimes, descontroles. Porém, a busca das chamadas oportunidades de trablho inquietam desde cedo as famílias e cria tensões. O capitalismo não se impõe para salvar as maiorias. Concentra riquezas, diminui direitos, empurra a vida para limites de crueldade. O trabalho assalariado não garante qualidade. Alguns conseguem esticar seus privilégios, acumulam bens, curtem diversões. No entanto, a barra pesa, pois o capitalismo que rever princípios para explorar de forma mais radical. A política se envolve com as reformas e o cinismo ganha espaço protegido por agentes da mídia.

Escravizar é preciso? Denúncias frequentes mostram que as condições de trabalho são opressoras. O trabalho infantil existe, não se respeita às leis e o dinheiro circula para consagrar o desgoverno. Tudo isso acontece com muita manipulação.Fala-se numa uberização. Os salários não compensam, apenas distraem o desejo de viver. As ruas estão cheias de motos e bicicletas carregando comida. Perigos, assaltos, trocas, aplicativos. O capitalismo dissolve garantias e promove contradições. Não é à toa que a instabilidade cresce. A luta continua para assegurar misérias em torno de lixões e bancos na praça para destilar pesadelos.

Há imensas justificativas. Guedes solta o verbo e suas teorias delirantes. Parece que a sensibilidade desapareceu. Explorar é a palavra de ordem que move o desfazer da solidariedade e o aumento da competição para obter migalhas. Há perguntas. Como se inventará um mercado de consumo diante de tantos desmantelos? Quem poderá desfrutar de uma conversa, repensar os valores, cuidar dos afetos? Se a batalha diária é sofrida, sobra tempo para o sorriso, para educar, para testemunhar as mudanças da história? O capitalismo talvez não meça as consequências, arisque e jogue para apagar as urgências. No Brasil, o abismo se aprofunda com os deboches de Jair e as vacilações do judiciário.

Não vamos exagerar as culpas nacionais. A Argentina enfrenta perdas, os refugiados escolhem destinos nada promissores, as religiões fogem da generosidade. Uma ampla globalização da mesquinhez se estende por todas as regiões. O que faz a China para conviver com seu famoso e ambíguo socialismo? Com se comportam os milionários russos nas suas lavagens de dinheiro? Qual a vantagem de consolidar a exploração e celebrar as ideias fascistas que ressurgem? As aflições atingem grandes grupos, desmontam sonhos, empurram para as disputas milicianas.Quem imaginava o fim da escravização perdeu seu fôlego. A sociedade adoece sem saber o seu fim.

A travessia atordoada

A sociedade se encontra diante de muitas encruzilhadas. Não conseguiu superar as desigualdades, enfrenta danos éticos e o capitalismo segue armando cilada. As revoluções não superaram impasses antigos. Há permanências. As experiências socialistas criaram, muitas vezes, governos autoritários.Sabe-se que o ideal da solidariedade não morreu, porém não se pode negar que há desmanches, violência e descasos políticos. Repetem-se certos desenganos, concentram-se privilégios e coletivo não firma sua autonomia.A falta de alternativa inquieta quem se atordoa com a forte tendência de espalhar deboche e massificar tolices.

Os populismos não cedem, porque a política não se torna ponto de reflexão. Querem eleger salvadores, depois surgem as desconfiança e os fracassos. Portanto, as sucessões trazem esperanças que são passageiras. Há promessas e não planejamentos consequentes. A quebra dos valores é imensa. Não projetos para substitui-los e os escândalos de corrupção aumentam. O reino do cinismo se alia ao pragmatismo. Trump e Jair desfilam com aplausos de uma plateia descolada da história.Parece um divertimento que despreza a memória e flerta com os fascismo.

Se os impasses se acumulam, as frustrações ganham espaço. Não significa que a apatia se alastra de forma incontrolável. Há resistência e lucidez. Assusta a existência de grupos que pedem para ser dominados. Não se trata, apenas, de observar a misérias e o descontrole. Dói registrar a omissão e sorriso de alguns. Quem se ocupa da sociabilidade? Vale celebrar a competição? As chamadas autoridades soltam as palavras com argumentos nada equilibrados. Quem desejam agradar?

A história nunca foi um deserto de aridez inesgotável. Há jardins. Os conflitos não se localizam em determinadas épocas e se vão em busca de paraísos. No entanto, há tempos de crises mais profundas e desesperos mais frequentes. Caminhamos evitando encruzilhadas, mas ela aparecem com uma força destruidora. Um desmoronar que deprime e se amplia. Se a rebeldia se fragilizar , de vez, as convivências serão focos de discordâncias constantes. É preciso dizer um não , para que se aticem diálogos. Não é uma contradição, porém o desenho de necessidades que movimentem e abatam os fantasmas,

Prometeu está acorrentado?

Há quem se espante com os descompassos da história. Não há história sem ambiguidades e confrontos fatais. Temos poucas sabedorias e dúvidas imensas.No entanto, não há como desistir. Ser egocêntrico é uma doença. Sempre imagino a possibilidade de construir a solidariedade. Sei que as perversões existem e a violência amedronta. É importante escutar a rebeldia, para não deixar que a depressão monte seu quartel. Sem coragem a apatia desmancha o desejo. Vive-se a perniciosa acomodação. O silêncio nos faz escutar o outro, sentir que o isolamento nada revela para que a história se transforme.

Não abandono minha admiração pelos mitos gregos. Observo as fantasias, os atrevimentos, os voos nos abismos, as aberturas nas portas entreabertas dos labirintos. Solto minha corrente e me lembro de Prometeu. Não esqueço seu desafio. Criou a humanidade, inventou a luz, trouxe as estradas sinuosas. A história é um grande caminho. Não sei qual o ponto final. Vou interpretando, não me nego a riscar as incertezas e leio a tragédia de Ésquilo com afeto profundo. Ela me toca, me desperta, me movimenta para compreender os aparentes teologias mal resolvidas. Sou do cosmo.

Prometeu sofreu punição, mas não desprezou suas profecias. Ouviu conselhos, desenhou amarguras e respondeu aos que tentaram intimidá-lo. O mito é uma narrativa repleta de aprendizados. Os gregos sabiam disso. Não tinham redes sociais e nem usavam a velocidade das fofocas dos celulares. Dialogavam com a angustiante magia de estar no mundo e configura-se como um ser que nasce e morre. Os mitos não morrem,ganham significados longe da massificação que invade a sociedade do totalitarismo. Nem tudo é crença , pois há equações indefinidas e competições que arrasam as alegrias e ameaçam apodrecer o coletivo.

Os símbolos merecem leituras atentas. O mito não esconde valores, nem vive sem espelhos. Há sempre faltas. A história não é o absoluto e não consegue afastar a força das divindades. A ação humana não é transparente. Muitos imaginários povoam nossas reflexões. Temos que fazer escolhas. Prometeu não vacilou. Acolheu as mensagens do poder e arquitetou suas saídas. Não se subestimou. As correntes podem ser passageiras, a memória atiça criatividades.Quem conta suas aventuras, muitas vezes, se perde nas armadilhas das vaidades e se mascara. Como apagar o risco? Prometeu costurou sonhos e pesadelos. Sua lucidez nunca negou o oportunismo do obscuro.

Quem defende a tortura?

A sociedade sente o gosto amargo de frases polarizadas. Nada é feito, apenas, para soltar balões e divertir aqueles que sofrem com a desigualdade. A política não vacila , quando quer centralizar suas decisões e firmar privilégios devastadores. Ninguém é ingênuo. Votou-se. Muitos acreditaram numa mudança. Elegeram um grupo que defende opressão e desmonta instituições. Há quem ria. Mas a situação não traz alegrias e espalha desamparos. Trata-se de usar o governo para concentração de princípios nada coletivos, sempre voltados a propagar o deboche e esconder corrupções que prometia extinguir.

O pior: defende-se um passado de torturas e ditaduras. Espalham-se medos, testemunham-se vinganças, inibem-se rebeldias. No processo eleitoral, existiam polarizações delineadas com ódios futuros esboçados. Observei ,com cuidado, comportamentos arrogantes. Parecia uma campanha para redimir os pecados nacionais. Desfizeram-se afetos e as tensões se ampliaram. Hoje, há temores de graves abalos, pois a violência é justificada pelo governante máximo. Muitos mostram seu lado obscuro, ressuscitam preconceitos e procuram esconder-se nos devaneios perversos. Querem a banalidade do mal com a ajuda de anjos. Os cinismos se configuram e rasgam máscaras.

É a visão congelada do absurdo ou um espetáculo de minorias envolvidas com ressentimentos seculares? Pergunta complexa quando se analisa que o jogo é profundo, as cartas estão sujas e os argumentos são desequilibrados. Mesmo os beneficiados, os amigos dos golpes milicianos, não deixam de apontar equívocos. Há mobilizações de quem condena o autoritarismo, de quem nega a exploração da mídia e busca respirar o sossego. Não é um momento de uma simples crise que os ventos vão transportar para abismo de forma sigilosa. Quem sabe se amanhã um outro dia inquietará mais ainda quem se frustra com o limite cotidiano?

Se a instabilidade toma conta do fazer histórico, as ações trazem insegurança não o que Hannah Arendt tanto defendia: a liberdade para agir e desmonta as opressões. Não vamos imaginar paraísos, nem o absoluto firmando perdões e abrindo , totalmente, os olhos da justiça. A história é a construção da possibilidade, possui estradas curvas. As utopias estimulam, inventam generosidades. No entanto, os desejos circulam, a cultura se nutre seus pântanos, a sociedade não abandona, de vez, seus escorregões. Porém, dói imaginar a continuidade de estragos que apontam perversidades. A esquizofrenia social investe e ataca. Não cessa de criar hienas e desmanchar expectativas de redenção.

A memória pede passagem

A sociedade está cansada, porém sabe se esconder. Todos querem se envolver com as novidades, mesmo que escorregue nas mentiras. Ninguém está longe dos meios de comunicação e os celulares atuam no cotidiano de forma frequente. Imagine a vida para não ciar no lugar. A memória ajuda a descongelar, inquieta, nas experiências remotas. Riscar os espeljhos das lembranças é quase um suicídio.

Se todos convivem com a solidariedade, a história pode multiplicar fantasias generosas e encontras afetos animadores, No entanto, as disputas pesam e ampliam as violências. Existem de armas e notícias de extermínios. Os desamparos mostram que há referência doentias e os atos falhos justificam opressões. Portanto, as desigualdades não se vão e as memórias atiçam buscas. Será que houve sossegos nos primeiros encontros humanos? O conflito registra apenas uma identidade moderna?

Olhar para o acontecido é importante para compreender os desfazer do agora. Há uma compulsão è repetição inegável. As guerras jogam povos ns abismos e competição acena para uma luta delirante. O outro se torna uma ameaça. Como então conversar com a memória e reinventar a história? a pergunta não é tola, nem deixar de balançar que se entrega às apatias. Não subestime sua subjetividade, Desmonte fronteiras. Sem as diferenças as memórias se abatem e os horizontes ganham as cores do apocalipse.

Não esqueça que a história bate na sua porta. Se há ruídos constante é a história que gosta de inquietações. Ficar mudo é sinal de que o passado está sendo sacrificado. A memória não morre. Ela é seletiva, apronta surpresas e desenha assombrações. Não adianta fugir das suas emboscadas. Os tempos estão entrelaçados. Pense no que significa progresso e procure as medidas das enganações políticas. Não conte as narrativas celebrando qunatidade e elegendo nobres imperadores.

Na onda da agressividade e da informação

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Quem controla as informações se veste de um poder grandioso. Há quem trema com as divulgações feitas pela impressa. O pais passa por inquietações tumultuadoras. O choque entre os políticos polariza e traz o retorno de ideias conservadoras. Denúncias desequilibram quem esnobava arrogâncias com suas armadilhas perversas. Tudo isso mostra que se feria princípios básicos do fazer da justiça. Moro e seus seguidores ultrapassaram limites. Desfizeram eventos, levaram muita gente para a beira do abismo e abusaram de extravagâncias danosas.

Lula se encontra preso e sofre com processos repletos de fragilidades. Há interesses que se explicitam. Derrubam-se relações e coloca-se o oportunismo de grupos ansiosos por reformas no capitalismo. As mobilizações se estendem, mas Jair continua costurando, estrategicamente, absurdos. Diverte-se ou serve de distração?Usa-se o salvacionismo, Agitam-se práticas agressivas e se intimida parte da sociedade. A Lava Jato não destruiu a corrupção e seu lado obscuro prejudica sua idolatria. Trouxe suspenses e desenganos.

O desmanche foi marcado pelo cinismo e moralismo sem iguais. Lula conta com apoios no meio de controvérsias e intrigas. Mas a questão é ampla e sacode as bases do próprio PT. Há ruídos nas ruas que buscam enfraquecer as tramas nada democráticas. No entanto, permanecem ondas messiânicas. A sociedade precisa se articular ,coletivamente, assumir responsabilidades, enfrentar o difícil caminho da autonomia. Não se pode negar as astúcias negativas, nem a violência que perturba o cotidiano. O desemprego provoca insegurança e os direitos se diluem. Os medos aparecem.

Os confrontos se acirram com os ressentimentos e maniqueísmo assustadores. As revelações do Vaza Jato causam impactos. Muitos se sentem atingidos. Não se trata apenas de desmontar o PT e expandir o deboche. Houve uma formação de golpes seguidos. Criou-se um falso heroísmo. A política necessita de urgentes reinvenções para além do populismo e não , de arranjos milionários. Há perigos de expansões autoritárias mais agudas e delírios de fanáticos pela banalização do mal. Não se sabe o que reserva o futuro. Quem sobrevive, quem se entrega aos sacrifícios? Há pesadelos e atmosferas tensas.Sem autonomia a cidadania não expulsará a servidão.

Quem respira na poluição do consumo?

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Ninguém se ausenta dos chamados do consumo. Pode ficar incomodado, acha tudo uma ilusão, mas os ataques são constantes. O capitalismo não brinca. Discute-se política, despreza-se a corrupção, fala-se mal do presidente. Há queixas generalizadas. Os atrativos da propaganda não se vão. Não precisa se inquietar. Caca passo é um encontro com uma vitrine. Nem todos compreendem porque tantos apelos e produtos cheio de cores. Longe estão de querer estudar as tramas dos donos das empresa ou mergulhar nas astúcias dos meios de comunicação. Lamentam-se quando surge um celular de grande potência e não podem usá-lo. Falta grana.

A sociedade de consumo é poderosa. Cria hierarquias, inventa sonhos. O capitalismo procura esconder suas manobras de exploração.Há quem não articule as redes de ação dos que monopolizam as riquezas. Existem utopias que danificam os encantos do capitalismo. Há alternativas. No entanto, as violências persistem e os admiradores do fascismo não perdem espaços de poder. Portanto, as desconfianças adoecem a sociedade, os preconceitos comprometem os afetos e as polarizações reforçam as intrigas.

Se o consumo traz alegrias efêmeras, consolida aventuras superficiais, a política corre para destruir instituições e fechar as portas para o diálogo.Esquecer que a exploração conduz a desigualdade é assegurar o desmanche. Todos se investem na mesquinhez ou protestos e expandem em busca de denúncias? Permanecem as dualidades e os oportunismos. Aquelas histórias do pecado original renascem no imaginário e arrumam desculpas para os desmandos das religiões. O sagrado possui formas que lembram vitrines com sacerdotes enganadores.

O fundamental é que os saberes não se afastem. O pensamento fragmentado destrói as possibilidade de reconstrução.Ficamos na beira de abismos e de deboches autoritários. Não dá para cultivar separações, quando tudo se interliga e ameaça a solidariedade. A concentração de privilégios tem forte ligações com a armação dos partidos e com os vazios dos discursos populistas. O cuidado com as ornamentações teóricas deve ser ativo. É preciso esclarecer e não deixa se levar pelas novidades. O mito do progresso é um armadilha medonha. Esfarela a convivência com promessas de avanços nunca realizados.

A crise é radical não se resume às idiotices que circulam nas declarações dos governantes. Há quedas nos valores, que tumultuam a sociabilidade, para disfarçar a competição cotidiana. Os significados da cultura mostram que a economia arrasta a maioria para a afirmação  de instabilidade cruel. Observem a quantidade de refugiados, a fome na África, a ação das milícias, o comércio das drogas,  o individualismo crescente que envolve as multidões agitadas pela coisificação. Olhar e escutar os ruídos,desmontar os fetiches e desarrumar os ensaios dos espetáculos ambíguos exigem coragem. Não adianta desejar salvações fabricadas. Nossos sentimentos estão poluídos por um tempo que agoniza e festeja a dor com o cinismo perverso.