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A política é trem de carga com peso extra?

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Nunca vi tanta facilidade para mudar de lado. Será que o pragmatismo é o pai de todos os males? Não tenho resposta pronta. Sei que a sociedade capitalista é o reino das compras e das armadilhas. Os políticos gostam dessa manobras. Querem privilégio. Há rara exceções. Temer conversa com Cunha. Renan diz apoiar Lula. O PSDB vive dias de agonias. Gilmar solta e dá risadas. Moro não perde a petulância. Por detrás, muitos conchavos. É claro que a desconfiança não resiste. Temos que ficar cheios de nós. O  caos é o forma de ser de uma sociedade colonizada.

O assunto causa sensações na mídia. Há fanatismo entre os jornalistas. A Globo possui um lugar de destaque. Brinca de construir opiniões. Conta sobre interesses, provocar e derrubar quem ameaçar a situação. O jogo não para. As regras se definem de acordo com os atritos. Não é proibido mentir, vale fantasias. Tudo para manter o mercado vivo. A gasolina aumenta, os preços desafiam, o governo se sente com salvador da crise. Os cinismo é marca de remédio ou existe desde as origens do mundo?

Paulo Cãmara busca saídas. O PT de Pernambuco é mestre em fazer cenários. Eduardo se tornou um exemplo, porém há quem suspeite de tanta generosidade. Vejo a ética fugindo. O poder atrai e deixa muita gente perplexa. Será que Marina é mesmo a grande saída? E Ciro tem coragem para enfrentar suas raízes populistas? Como se dará o desfecho da prisão de Lula? Não faltam incertezas e mundo grita confundindo sua aflição com raivas momentâneas. Nada como observar a melancolia de quem perdeu o trem. Ele trilhou a quarta via. Existe?

A política sofre quebras constantes. Isso é um caminho que segue. Quando terminará, ninguém pode prever. Quem é amigo de quem? O jogo é internacional, porque os interesses econômicos pedem passagem. A sociedade despreza o coletivo, busca sanear suas vaidades, acusa o PT de haver criado ilusões. A velho política assume roupas novas. O sentimento de culpa faz parceria com os que se julgam abandonados. Talvez, na farmácia da esquina , existe algum psicotrópico milagroso. Não se agarre ao apocalipse. a Copa do Mundo acabou e a história continua. Acredite

Colonizar é o feitiço de cada dia

 

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Dizem que tudo tem sua época. Não sei. Vejo muitas repetições na história. Muda-se a roupa, mas o corpo continua o mesmo. Houve colonizações gigantescas. A Espanha assassinou muita gente. Portugal não perdeu tempo na escravização e divulgação do catolicismo mais conservador. E os imperialismos mais agressivos? Nem se esqueça da União Soviética, da Bélgica, dos Estados Unidos. Não existiu paz, harmonia. Os confrontos são frequentes e a vaidade se amplia. Mesmo com transformações jurídicas, reformulações sociais, a história não se despediu dos conflitos. As escritas brincam com verdade e mentiras.

A colonização não é apenas a ocupação física. Ele se faz presente. Há pessoas que assimilam culturas diferentes e propagam o discurso da servidão voluntária. Miram-se nos exemplos dos poderosos. Tornam-se pequenos, mesquinhos, subordinados. Os exemplos são muitos, vejam os fascínios de alguns pelas Revoluções Burguesas ou mesmo adoração por ídolos políticos. Há quem curta genocídios, querem imitar figuras deploráveis. Coisa de adolescente? Nada, circulam pela sociedade figuras que gostam de vitrines e acham formas de aparecer. Alguns se parecem inocentes, generosos, horrorizados com a Globo, porém no seu cotidiano suprimem liberdade.

É importante analisar com se fabricam ídolos. Não se descuide. Uns se fazem de vítimas, perseguidos. a psicopatia possui lugares surpreendentes. Escondem-se e conseguem admiradores. O fetiche não é miragem. a contemporaneidade cultiva os seus. A academia não moradia de pesamentos puros. As ambiguidades persistem. Segue-se o discurso de autores rebeldes, contudo a pedagogia é do tempo de Adão e Eva. Portanto, Narciso arquiteta sua emboscadas e desfila sua embriaguez nos discursos mais luminosos. Basta observa a Copa do Mundo.

A história é complexa. Sempre será? Os donos da verdades alimentam odes. Acreditam que a tecnologia  desmontará os tropeços. O futuro é outro tempo ou está nos seguindo? No vasto mundo, as habitações estranham-se, as milícias atuam, as hipocrisias não se aquietam  Há previsões. Talvez, a genética se reinvente radicalmente. Quem sabe se os deuses não renunciarão aos seus domínios? Há segredos. As esfinges se acomodam, criam labirintos. Os que imitam os outros, apostam na fuga da responsabilidade. O caminho quebra horizontes, mas tento defini-lo. Os colonizadores são mestres em simular generosidades. A terra gira e a bola rola.

Quais são as medidas da intolerância e da máscara?

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A sociabilidade sofre ameaças quando as raivas se expandem e multiplicam inimigos. As tensões são irritantes. Ataca-se como uma diversão. As redes sociais garantem anonimatos. Um esconderijo perfeito para quem gosta da agressividade ou se encontra tonto com suas escolhas. Fez greves no passado, acusou o liberalismo, prometeu manter-se socialista e , depois, desiste das utopias e torna-se uma pessoa agitada para detonar quem cogitar  em solidariedade. As emoções são traiçoeiras. Traçando memórias, vemos que novos sujeitos na Historia, envolvidos com políticos nada saudáveis, tentam banalizar as relações poder. Neonazismos frutificam ódios.

Não há sociedade sem ambiguidades. As dissonâncias são muitas. Os perigos são covardias teóricas ou especialistas se aliando aos grande senhores, para lucrar e se congelar com a grana oferecida mostram espertezas? Cada um caminha, sacode poeira, estica suas reflexões. A diversidade é concreta. No entanto, o vaivém é danoso. Nada mais execrável do que o oportunismo. Os arrependimentos momentâneos trazem abalos na confiança. Há figuras que estão no governo vendendo ações para o obscuro. Fixem-se nas manchetes, leiam as análises, acompanhem as astúcias das elites. Segurança zero, esperteza poluída, dez. Quem governa é o crime organizado? Há fingimentos?

Surgem justificativas. Os títulos são colocados como conquista indiscutível. Juristas, ministros, promotores, juízes, doutores, todos e todas incorporando soluções e vaidades. As intolerâncias ganham espaços nas conversas, incomodam dignidades, riscam éticas, invadem parentescos. Há muitos preconceitos sociais. Para isso, existem as máscaras e a aparente falta de lucidez. A sociabilidade treme. Há suspeitas, fotos fabricadas, trincheiras ressuscitadas. Os partidos pensam nas repercussões e mudam suas alianças. Quem aposta em quem? As casas lotéricas podiam imaginar jogos para os azares e sortes dos debates.

Parece brincadeira, mas as amizades somem, os palavrões ofendem, o desfile de ressentimentos é exuberante. A ponte cai, ninguém segura ninguém. Se a mesquinhez prospera, a sociedade se cobre de urgências. O que vale é o individual? Contemplamos os abismos, olhamos os outros, esperamos o acidente ou o milagre. As ameaças são constantes. O simbolismo das reflexões mostram que a intolerância é agressiva. Ela nega sabedorias, quer minimizar egoísmos, busca narcisismos. Algo delirante, repleto de perplexidade. É preciso não se descuidar. As leituras do mundo nos salvam de fatalidades. Ser ingênuo é uma tortura que não se deve assanhar.

A solidão não silencia, transcende

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Há dias de recolhimento. A cidade parece um deserto. Poucos ruídos, gente com sono, sossegos passageiros. O sentimento de solidão se institui e dialoga com passados. Surgem lembranças. Observo que o tempo não poupa imagens. Não há sequência definidas, nem planejamentos conscientes. Tudo dialoga sem testemunhar milagres. Faz bem, mas mostra como o movimento da vida se compreende com acasos soltos. Difícil dizer a força da saudade na existência da solidão. No entanto, os afetos se consolidam quando as turbulências escondem-se do coração e poema ama todas as palavrar com um amor anônimo e coletivo.

A solidão não é muda, possui geometrias curvas. Seu alfabeto não é comum. Sua escrita desenha palavras que fogem dos dicionários. O amor ganha outros significados. Sentem-se distâncias e proximidades. O corpo amolece, as visões dos olhos pintam fantasias. Vejo quadros de Picasso, poemas de Neruda, filmes de Antonioni e busco a ternura do abraço mágico. A solidão se estica quando as fantasias transcendem a materialidade da vida. Não adianta ficar preso nos ponteiros do relógio. É proibido  proibir, como diriam em maio de 1968, e anular o desejo, crucificar os mitos, dançar a melodia do apocalipse.

Os isolamentos criam ansiedades. Posso me desfazer de dores envelhecidas, animar paixões que nunca se firmaram e descer para a profundidade do medo. Tudo se amplia ou consigo visualizar o mínimo. A solidão não quer companhias lentas. Prefere o grito que ninguém ouve, porém navega no mais íntimo segredo. Inventa, pois não suporta fixar datas. A solidão é contadora de histórias. Amiga de Chapeuzinho Vermelho, ela conhece as fadas que ressuscitaram os anjos perdidos no paraíso, não risca pinturas que desenham o firmamento. Quem não sabe recomeçar a aventura? Quem não se banha de sombras e luzes sem  desprezar a salvação? Os deuses se acordam com o canto azul dos pássaros.

Não se resuma aos tons atordoados da solidão. Esqueça a mesmice e as fronteiras. Verdades e mentiras atravessam pontes de mãos dadas. Não ligue para o ponto final. A vida supera-se quando a interioridade descobre sua forma. sabe que ela muda e você muda. As identidades se foram para um mundo que não tem a lei da gravidade. Concentre-se num tango de Piazzolla. A solidão se envolve com a musicalidade. Escuta, pois acredita que ” a beleza salvará o mundo”. Por que jogar fora as utopias, se o sonho estremece o que parecia morto? Há um trapézio abandonado no circo que Chaplin idealizou. Não zombe, nem acredite que tudo se abre, como uma porta envelhecida.

 

Lula: as grades também falam

 

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Madeira de lei não deveria dá vez a cupins. Ela deveria mostrar serenidade, não derrubar equilíbrios. Mas a história não possui parâmetros fixos. O Brasil não é o país mais cheio de malandragem do mundo. Suporta cenas surrealistas e pantanosas. Passa por uma fase terrível, de desenganos múltiplos e cinismos sofisticados. Domingo foi um dia  fantástico, pelas suas acrobacias especiais. O transtorno desafiou qualquer profecia. Talvez, amanhã não seja outro dia. Será que Moro desistirá da sua viagem de férias? Como se encontram os procuradores? A confusão transformou sensibilidades e  agonias. E as instituições representam a solidez?

Terminei meu bacharelado em Direito. Não exerci a carreira. Preferi algo que me empolgasse. Sou professor faz tempo, 46 anos. Sempre fiquei perplexo com certas decisões jurídicas. Não me cabe interpretá-las. Há suspenses constantes com claras vestimentas políticas. As eleições prometem atiçar dúvidas. Quem merece confiança? Surgem figuras esquisitas. Defende-se o agressivo. O tempero é a intolerância, o aparecimento de discussões nas redes sociais. Não faltam desacatos, saudades do passado, vontade de sacudir o inimigo no abismo, religiões pragmáticas.

Lula tem sido um foco especial. Está na prisão. As manchetes anunciam análises de juristas famosos sobre a tragicomédia do domingo. Muitas discórdias, tipificações, porém não se nega que há negócios sem transparências Lula quer ser presidente. É uma ameaça para alguns. Malgrado seus pecados, ainda, entusiasma as multidões, discursa como poucos. Os conservadores tremem como nos velhos tempos da guerra fria. A mídia se solta e arruma o espetáculo. Lula já ocupou o poder, não é inexperiente e esquenta o debate. A dimensão das leis que o punem são colocadas em questão. A tensão é permanente, os compromissos se dispersam, fantasmas assustam.

A sociedade se abastece de símbolos. Notam-se mudanças. Há grupos que salvam as heranças fascistas, outros tentam fingir que amam a liberdade. As desigualdades não se foram, contudo muitas utopias estão adormecidas. A sociedade se balança, o pão e circo existem e a tecnologia colabora para colorir as verdades fabricadas. Lula já viveu seus pactos políticos, suas tergiversações, ganha nas pesquisas, porém assanha raivas  e frustrações. Diante de tantas celeumas, o sossego desapareceu. As grades isolam, no entanto não silenciam. Os despertares têm seus ruídos e a sociedade suas dissonâncias. A história dança seu rock pesado, tritura emoções, na mira do juízo final.

A Copa do Mundo: a arena das armadilhas

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Os eventos internacionais sacodem interesses. Muita grana circula, as multinacionais se agitam e há delírios inesperados. Na Rússia, tudo vem sendo vivido de forma tensa. os ataques machistas são terríveis. Os preconceitos raciais ganham espaço, apesar dos europeus se apresentarem com jogadores descendentes de suas antigas colônias. Não se pode admitir que as surpresas tomaram conta do espetáculo. As festas do capitalismo atiçam consumos, gosta de trazer coloridos e tecnologias. Os deslumbramentos ocupam vídeos e manchetes. O copo de cerveja esquenta o coração e disfarça as decepções. Tudo desfila como um ritual marcado em laboratório

A Copa movimenta e questiona tradições. Não nego que procuro acompanhá-la. Sempre, fui um apaixonado pelo futebol, sei que a barra é pesada. Mas o Santa Cruz está no meu coração e aprecio a arte dos bons estetas da bola. A sociedade divide-se com intolerâncias. Há uma agressividade que polui todos os ares. Ninguém quer diálogo. As notícias avisando que as relações se quebram. O divertimento se transforma em antagonismo. Ele revela, também, as agonias afetivas se revelam .A globalização misturou culturas e fortaleceu impasses, implantou velocidades destruidoras. Identidades foram desmontadas e paradigmas sacrificadas. Será o pós-moderno?

Nem tudo é manobra dos demônios.Há quem não se deixe enganar. O Brasil não concretizou o hexa e as polêmicas se acendem. Muitos se negaram a torcer pela seleção. Ficaram na espera do fracasso, para fragilizar o governo de Temer. Uma forma de mostrar insatisfação política que contamina as relações. Mais uma vez as dissidências se fortaleceram e os políticos continuam nas suas manipulações. Se adianta  sepultar as esperanças futebolísticas, para intimidar o governo há quem tenha razão. Tonturas da vida.Porém,  surgem as intrigas e as suas vítimas, As redes sociais fervem e desacomodam desejos esquizofrênicos. Bolsonaro está confuso com o vermelho da Bélgica.

Numa sociedade movida pela competição, não há como evitar os desconfortos. É difícil afirmar fraternidades. As desconfianças não desistem de provocar, reproduzir insatisfações, nublar. É uma grande fantasia ressuscitar utopias e redefinir comportamentos. Os desenganos perturbam, pedem teorias, paciências, estratégias. A lógica do conflito permanece. Não custa denunciá-la, sentir que a depressão não existe sem razão. O equilíbrio nunca será absoluto. Muitos não observam as inquietações subjetivas, as carências, os desamores.Isso facilita a expansão das intolerâncias. Torna o paraíso uma lenda frágil. Será que ele se encontra na Europa coloniizadora?

Depois da festa, o acaso ou o desmonte?

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A Copa movimenta. Há paralisações, mesas de bares repletas, concentrações etílicas. Sem dúvida, muitos esquecem que a vida passa e a barra pesa. Os políticos se aproveitam para fazer sua farra. Mas como anular o divertimento? Também, curto. É preciso cuidado e luz acesa. Não desligar a televisão e profetizar sofrimentos. Essa é minha escolha. as polêmicas são muitas. É inegável que os grandeseventos confundem e trazem enganos. As contradições evidenciam que as dores não se acabaram, que a lei da gravidade permanece. Não há sossego.

As multidões se mobilizam. Não é apenas no Brasil. O que muda é o tamanho da manipulação. Não comparemos. Há singularidades culturais.A tradição do futebol não é a mesma. Os peruanos ficaram tristes com a eliminação. E como reagiram os alemães? Se a seleção verde-amarela multiplicará aflições? As notícias se espalham pela mídia com sentidos diversos. Newmar é uma figura exaltada,  mas com frustrações evidentes. As manchetes são globais. Enchem espaços. Distraem. Carregam medidas inexatas e dissonâncias. Choros e risos se entrelaçam  em encontros esquisitos.Tudo se toca nesse  tempo das informações velozes.

Do outro lado, as pesquisas eleitorais assinalam apatias. Há energias estagnadas. Lula continua preso, Alckmim não se recupera, Marina parece um anjo do bem. Sente-se que falta grana para agitar os delírios daquelas propagandas fabulosas. Espera-se um tempo com mistura nada saudáveis. O Brasil se veste de autoritarismos históricos, mostra-se dono de uma pedagogia que mantém preconceitos. A acontecem entusiasmos que não se firmam. Todos tremem assustados com a incerteza. Tudo se balança, com se não houvesse o futuro. Quem aciona a memória? Os atores política jogam com estratégias pragmáticas.

As muitas desigualdades ferem quem se indigna com a exploração. Debate-se. Como torcer com a miséria assumindo ares de violência? Não é fácil. A sociedade está fragilizada, os projetos não se consolidam. Há golpes cotidianos. Em 1970, as discussões aconteciam, a tortura intimidava, Brasil ganhou a Copa, com um futebol maravilhoso. Estava lá. O governo não se omitiu, quis construir sua vitrine para se superar. Mais tarde, a rebeldia cresceu. A ditadura se quebrou. Hoje, os privilegiados fingem, transformam-se em cidadãos democratas. A história continua.  Quem se parte? O trapézio da história  é curvo e escorrega.

 

Os ruídos da história: a busca da eternidade e do engano

 

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A história não abre seu cenário. Ele é sempre misterioso. Muitos jogam profecias, inventam lendas, criam religiões. Mas se sente um esgotamento. A imaginação lenta, enfeitiçada pela tecnologia e manipulações políticas. Não se sabe com se fizeram os sinais da origem. O universo pode ser infinito pela sua dimensão mágica. Não há como esquecer que tudo pode ser uma brincadeira. Mesmo que os deuses existam, tudo se constrói na dúvida. A morte chega, porém há uma luta para que os sonhos da eternidade permaneçam.

A vida se torna uma sucessão de dissonâncias, apesar da apatia e da massificação dos que se desligam das perguntas ou preferem fugir de qualquer angústia. Multiplicamos as teorias, enchemos as vaidades de suposições e muitos se escondem de atritos. O debate sobre o movimento e a ilusão do movimento não se foi. Será que as pessoas se sentem personagens malditas e se aliam com as promessas de salvação de messias fabricados? Não se garante a verdade única, pois as inquietações renovam a cultura.

Se a história aponta para evoluções, não sei. A ética se esfarela com as manobras do capitalismo. Não se planeja o fim da exploração. Ela se sofistica. Portanto, o jogo se aprofunda com as incertezas. Quem considera as determinações termina sucumbindo no acaso. Trata-se de escrever lendas como metáforas possíveis da criação. Daí, o juízo final, os demônios ensandecidos. os paraísos perdidos entre os pântanos e os desertos. Gabriel falou de cem anos de solidão, Auster navega no inesperado, Calvino se envolve com os mitos. Não há limite.

Os entrelaçamentos históricos não cessam, não avisam que a eternidade está nas mentes de cada um. Corremos num caminho com muitas curvas. Se as pinturas de Picasso mostram a diversidade e a ousadia, a música dos Beatles segue contagiado fanáticos. Não se consolidam formas especiais, mas surpresas que podem ser mesquinhas ou desfazer qualquer previsão astrológica. Talvez, seja preciso renomear o mundo. A pós-história fundará outros desejos. Descreveremos cenários longe dos enganos, perto da fragilidade que nos habita.

Discute-se o impossível? O futuro se desfaz?

 

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O mundo está repleto de perguntas. Com sua complexidade monumental, buscam-se respostas para se evitar conflitos e produzir certezas. No entanto, as coisas se enchem de polêmicas. As notícias se modificam rapidamente. Até as teorias científicas sofrem abalos e o futuro se torna uma esfinge esquisita. Não há como cercar tantas variações diante de interesses que fogem às tradições mais antigas. O estimulo é competir e a verdade cria seu túmulo com epidemias sucessivas.

É difícil escolher um caminho. Quem aposta na linha, se recolhe, ganha os olhares da mediocridade. A sociedade fere, com as suas violências, mas não há como abandoná-la. O sujeito histórico não deve deixar de agir. Mesmo que os eventos tragam ilusões, fica sempre a dúvida se dá para viver sem ela. O importante é não ficar mudo. Trazer ruídos para desfazer silêncios apáticos é uma alternativa. A fronteira entre o possível e o impossível, talvez, inexista.

Os traços dos labirintos são frequentes. Entre num shopping center e observe como as pessoas se divertem com as mercadorias. Parece um hospício, com coloridos imensos e uma arquitetura de embriaguez. O tempo passa e as luzes não se apagam. Não há idade limite, todos amam as vitrines e matam solidões corporais. Assim. se formam lugares estranhos, porém cheios de novidades especiais para o fim de semana. Estão na moda.

Se a esquizofrenia invade o cotidiano, não tenho certeza. A diferença entre a normalidade e a loucura é um desafio. Os que se angustiam, se fecham na tarja preta. Outros eliminam seus monstros com drogas visíveis nas passagens urbanas. Estamos vivendo obstáculos que oprimem. A fuga acompanha a ousadia. No final, os demônios e os anjos fazem pactos confusos. Quem ganha, quem perde, quem levita? Tudo cai no enigma. A vida vai porque é precioso ir.

Não sinta medo. Não há tristeza que não volte. A incompletude participa, ativamente, das nossas escolhas. Falta, sempre, algum sopro, a respiração vacila. Um dia, contaremos as história das fadas e nem ligaremos para os reis e os ditadores. Sobram especulações. O futuro pode ser uma ameaça. As cinzas existem sem anular o azul. O desenho de cada um transforma-se num instante sem definição. Quem sabe se o universo não é uma brincadeira?

A massificação pode ser um abismo

 

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Os meios de comunicação são avassaladores. O poder dominante sabe disso. Movimenta-se com imensas propagandas, ocupando horários preciosos. Tenta vender um modelo e consegue convencer muita gente. Não se isola, quebra as críticas e ganha adeptos. Já havia muitas desconfianças, desde o século passado, que o mundo girava em torno das notícias. A verdade tornou-se um negócio. O capitalismo transforma tudo numa mercadoria rendosa, se abastece para ditar as normas e celebrar a aldeia global, viaja para encantar seus reinos com habilidade suprema.

Nos eventos, a televisão ganha um espaço múltiplo. Convence, distrai, seduz. Não significa que nada presta, porém que há segundas intenções que perturbam a reflexão. É importante atiçar os olhares. Ditaduras de vestem de democracia, fascismos abrem espaços para a política das quadrilhas. Há quem caia nos contos de reformas indignas e elogiem situações de empobrecimento. As censuras se comportam de forma disfarçada, com coloridos perversos, arrastando multidões e ampliando os enganos.

A convivência se modifica rapidamente. Não se preocupe, nem veja o caos avançando. Tudo isso possui planejamento, conta com especialistas, promove ascensão dos espertos. Portanto, não é inocente, nem quer salvar a maioria. São mecanismos de controle sofisticados que estimulam desejos. Fica difícil o caminho das buscas. O que oferece a sociedade e os seus privilegiados? As máscaras se expõem sem medo. A massificação desliga as possibilidades de rebeldia, submerge energias, nega que é proibido proibir, desenha abismos plastificados.

Quem se lembra dos frankfurtianos denunciando as tramas da capitalismo? Há uma aparente abertura para socialização dos espaços, espetáculos maravilhosos, combinações de culturas exóticas. Não se apaixone pelos embrulhos, não pense que um canto de rock está livre dessas armadilhas. O que questionava é cooptado. As roupas hippies fazem sucesso, custam caro, é moda. Não existe, apenas, a coerção ou a agressividade. As elites investem nos meios de comunicação com propósitos definidos. Cercam e intimidam. sentem-se elogiadas e desprezam o coletivo.