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Os cortes do eu e da agonia

A história nunca foi um linha reta. Há quem tente criar fantasias permanentes com se existisse um destino. A história é possibilidade, inquieta, traz surpresas, mete medos e reajustes. É uma construção com marcas de incertezas. Portanto, não adianta fixações, pois o acaso invade e a globalização forja temores antes inusitados.

Não imagine o eu sem acrobacias. Ele vive em circos, passa pela beira dos abismos, encosta sua dor quando a alegria parece tomar conta do mundo. Cada um vive sua agonia, procura desenhá-la ou mesmo inventar arquiteturas para escondê-la. A sociedade gira sua relações, desconhece o que está próximo, sente abalos e busca um equilíbrio atordoado.

As feridas se abrem nas andanças das crucificações. Surgem otimismos, as guerras somem por um tempo. Não há garantias e as desistência podem significar que os delírios fecham espaços e as loucuras passeiam pelas aventuras do tempos. Escrever é dar nome ao que transforma a convivência.

Os desacertos se apresentam, como também as tentativas para que sonho não seja expulso pelo pesadelo. A história incomoda, não é uma vitrine que sacode mercadorias gratuitas. A desconfiança nos deixa espaços largos. O que fazer com eles? Com esticar as mil e uma noites e não apagar os encantos de Scherezade? Falo da vida para que todos a dividem e sintam a complexidade do outro.

Jair trama e busca companheiros

A situação está confusa. Os ruídos andam juntos com as hipocrisias. Quem sabe a moradia dos alicerces de Jair? Consegue apoio brutal de Carlos que fermenta desmantelo. Jair desconhece tanta coisa que brinca com a verdade e massacra com um jogo nada saudável.A sua equipe é versátil. Gosta de atropelamentos. Empurra. Grita. Finge. Veste-se das ambições mais senhoras do mundo. Desenham o sagrado de forma grotesca. Quem rasga a máscara e espalha o vírus?

Ganha o desgoverno, perde-se a orientação para se mudar o Brasil e expulsar danos de quem só aumentar suas riquezas. Os objetivos são turbulento. Haverá a montagem de um estado de sítio? Qual a guerra que existe? É Maia que escorrega e esconde-se na caverna pós-moderna? Os economistas estão na quarentena? As intrigas entontecem Eduardo que solta a palavra com toda a irresponsabilidade que o identifica.

Não imagine que Jair está num abismo. Muitos riem dos seus deboches, são histéricos e seguram ruínas. A insensibilidade não desiste, apesar das rebeldias. Há desprezo pelas falas vazias de Heleno e dúvidas sobre os caminhos que nos fará levantar voo. Jair briga. Talvez, prepare um motivo para se consagrar como um messias. É uma hiena bem nutrida, cercada de perversões nunca vistas. Cria cenários de morbidez e desengano.As perplexidades possuem significados e alguns se entregam como servidores de torturas e de milícias estruturadas.

Cristo era contra a desigualdade, queria que todos pudessem respirar sem sofrimento. Hoje, seus seguidores, falsificados, vendem mercadorias nos templos, se consideram grandes amigos da humanidade, desfiam as orações e concentram poderes para subestimar os ingênuos. Quem se firmou como profeta de tantas turbulências? A sociedade gira sem encontrar o sentido e Jair celebra sua obscuridade com companheiros de leituras satânicas. O horizonte está nublado para sempre? Quem sabe?

Atos do cotidiano torto

Não sabia qual era o dia de hoje. Fico perplexo com a avassaladora viagem do tempo. A pós~modernidade anunciava mudanças, derrubava preconceitos, mas colocava temores. Isso criava suspeitas A imaginação subia e os desenganos não deixavam de marcar os sentimentos. A globalização se tornou quase um suicídio, pois o pânico bate na porta. O desconhecido balança a certeza.

O mundo se enche de ambiguidades. A ciência procura vacinas, os Estados Unidos sofrem com seu sistema capitalista, nós olhamos o azul querendo que ele abrace esse planeta tão esfarrapado. Nem existe aquele calendário costumeiro. A praia fechou suas ondas de convívio? Já leu o noticiário pesado, com ameaças medonhas? E a Globo, atônita?

Não sei como firmar espaços para seguir viagem tranquila. Contemplamos angústias, os fantasmas aceleram suas ações, os corpos se encolhem atiçando defesas. Será que os deuses assistem a tudo passivamente ou as religiões servem para amenizar desgastes? Qual a porta que se abre e traz a luz? Depois de teorias que racionalizam a convivência social, perderam-se os afetos mais simples e o desamparo dispara.

Acertar o caminho é um ato coletivo.Refazer a cultura ensina que a privatização é apenas um elogio ao capital. Se não se procura a proximidade, a distância carrega para as escuridões indefiníveis. Portanto, a solidariedade nunca deve ser esquecida. A questão é não concentrar privilégio e adormecer num individualismo perverso. porém voar com pássaros e se largar das dores permanentes..

A narrativa dos sustos

A falta existe, desde os tempos de inauguração do planeta terra. Ninguém conhece a perfeição. A incompletude faz parte da história, estimula a cultura, atiça a invenção. Nem tudo é animador. Os trapezistas também caem,os falsos profetas não deixam de existir. Tudo isso trai a esperança, nos coloca isolados e descola o sentimento do coração solidário.

O planeta terra vive uma agonia incomensurável. Muitos confessam uma tristeza que intimida e desconfia. Outros querem ganhar, encher cofres, empurrar os desiguais para abismos. Como refazer o que está sendo desmontado? Há quem ria dos atropelos e ainda divulgue preconceitos. Parece que o lado obscuros do humanos atua como um animal feroz e ressentido.

Sempre me pergunto como as diferenças se fixaram e se avolumam globalizadas. O pior: as alternativas não conseguem iluminar novos caminhos. Canso-me de não desejar de acreditar em infortúnios permanentes. O desespero não resolve, porém quem não tem água para lavar as mãos, quem não consegue sair dos vazio da fome e elege aquele que segura privilégios como se lançará na aventura? Melancolias fatais…

A narrativa da história descreve sustos. Não bastam as guerras, nem as preces de pastores que vendem salvações fabricadas. Sente-se peso, a cabeça dói, as imagens desenham assombrações.A turbulência anuncia futuros desequilibrados , a memória navega nas lembranças de torturas e perversões. As pedras não abandonarão as palavras do poeta, mesmo que as utopias resistam e lutem pela transformação.

O afeto e a temeridade

Não se dá abraço. A ordem é a distância. O corpo se sente ameaçado, não conhece as estradas e se isola.Quem se abala, quem testemunha os temores? Não há visitas, o vizinho corre de qualquer cumprimento. Está imaginando uma ficção ou um romance de assombrações? O mundo se enche de aridez, parece que receberá uma explosão ou se esconderá poluído por todos os males.

Explicar? Há vocabulário para descrever tantos descaminhos? O medonho assusta, racionalizar não atende às súplicas e as ambiguidades se expandem de forma violenta. Escrevo para conversar e escutar o dia que não consigo decifrar. Assim, desenhamos solidões que não pertenciam ao cotidiano e olhamos as ruas vazias e pessoas espantadas. Os perfumes envelhecem no armário do quarto de dormir.

A sociedade ampliou seu individualismo, contou moedas falsificadas, elegeu políticos retardados, porém desmontou valores, nem sabe o valor da ética e acende tolices. Há nostalgias ou desamores? Quem não vê que o afeto não respira e temos que inventar uma sobrevivência pesada? Alice nunca esteve no país das maravilhas e Adão e Eva compram e vendem maçãs para se livrarem do pecado original.

Dói. O espelho mete medo. Temos muitas faces, a infância se foi e as idades acumulam desfazeres. O telefone tocou para avisar que existe uma liquidação de tecidos e as máscaras das moda são coloridas. Não celebre aniversários, aprofunde seus calendários, Não adianta morrer nas estatísticas. Queria mesmo um abraço e o fim dos vítus quem assassinam o afeto.

A sociedade atordoada

Há um peso que sacode as emoções. As explicações não conseguem esgotar as dúvidas O cansaço e o temor são gerais. Depois de tantos cinismos, violências, milícias, a sociedade se depara com dores fortes e abismos profundos. O tenebroso assombra, o dia se torna torturante, acompanhado por esquisitos pensamentos e ameaças de declínio da saúde. Quem conhece a curva do último infinito?

Quem acertou quem? Os telefones tocam anunciando narrativas dramáticas de amigos como soluços escondidos. Arquitetamos ideias, estimulamos previsões, trocamos o dia pela noite, pois a atmosfera não permite definir cores. É a perplexidade que assume o descontrole e os governos geram carências de incompetências antigas. O difícil é sair, recuperar a alegria, celebrar o encontro, soltar o azul..

Houve exageros, se abusou das ironias, desprezou-se o coletivo. Vestiu-se uma fantasia para minar esperanças..Tudo é massacrante, acelerado, como se um cometa pedisse uma urgente passagem. Sinto que o absurdo se espalha, mas quem o provocou? Não é ficção científica, nem jogo de tabuleiro. É um espanto forte que atordoa.

Minhas turbulências se misturam com inesperadas expectativas. Não faltam reflexões, porém a clareza não aparece. O labirinto abraça a sociedade, não permite fugas, nem canto de salvação. O acaso nos deixa aflitos, pois o tempo corre sem apontar horizontes. Há uma tristeza que aperta o coração. Nem sei como as palavras podem lavar a poeira do mundo. Sofro e procuro abrir os olhos para lacrimejar e afastar os sustos e as agonias.

O mundo caiu?

As intrigas e as vaidades se aceleram e o caos se instala na história. Uma energia negativa assume o mundo. Há pânico.É preciso sacudir a memória. Quantas epidemias já aconteceram, quantas religiões enganaram os inocentes, quantos autoritarismo oprimiram, quantos refugiados sofrem cotidianamente? Não adianta criar messianismos, nem adormecer em hipocrisias.As elites estão sentido o peso do desmantelo. Isso é um ponto que abala e o sombrio avança.

A escolha pela competição, pela riqueza narcista, minaram a generosidade. As máscaras se concretizaram e as fragilidades estão expostas.Se a solidariedade não se dimensiona e as pessoas observarem as necessidades dos outros, os abismos se abrirão. Talvez, haja um renascimento, o olhar afetivo, o desejo ardente de expulsar valores obscuros. A história joga com o acaso e nos deixa perplexos. Os trapézios se balançam.

É importante fermentar os diálogos.Escutar as vozes do passado, não se entusiasmar com tecnologias frias e animar o otimismo. Os desamparos crescem, mas a sociedade antes brincava com sua própria sorte. Não faltavam ironias, machismos, desfazeres violentos. Muitos se tornam poderosos e não percebem que os pântanos afogam e destroem. Se a lucidez se vai, a história se esfarrapa.

Todos estão aflitos, contando os dias, sem certezas, buscando voar para alcançar outras convivências. Cada aventura é susto, daí o isolamento, a solidão, um silêncio assombroso. Escreve-se para acertar, apontar para os descasos e se encontrar com algo que redesenhe o sonho. Se os pesadelos persistem e rasgaremos imagens de sossego. É preciso acender a vontade de retomar cuidados, acender o viver e não estimular cegueira de desprezar o outro.

Os delírios perigosos

A rapidez se espalha. Há uma confusão que inquieta e notícias que confundem. Os sustos são constantes.Falam no apocalipse , há fugas, crises globalizadas, conspirações. Jair continua andando nas estrada da vaidade. Possui seguidores que parecem enfeitiçados. Não há medida para suas declarações.Sente-se um mito numa onda de esquizofrenias. Desmonta.

É claro que existe pânico. Tudo acontece de forma delirante. As políticas divergem, pois não pensam em organizar a sociedade, mas em cantar ambições. Num mundo de ciência sofisticado, as mortes acontecem assombrando, os aviões cessam de fazer seu intercâmbios, a Itália tenta recuperar sua dignidade ao som de hinos musicais. No entanto, há quem insista em reunir multidões e e arruínam tentativas de evitar desastres

Os desafetos circulam , as intrigas não se vão, o isolamento surge como solução. Nada de abraços ou apertos de mãos. O medo patina, as portas se fecham, o outro se torna um inimigo, as farmácias se enchem de compradores aflitos. Ouvem-se risos, alguns não se ligam na solidariedade, as moedas adoecem. A história mostra a força do acaso, a memória guarda hecatombes, a aridez fragiliza a ilusão.

As conversas trazem os fantasmas. Todos voando em trapézio inseguros, não conseguem conhecer a extensão do tempo, se apavoram com as manchetes. Quem imaginava tantas dificuldades e desperdícios? Por que os escorregões históricos tão frequentes Quem prefere o abismo e elege o cinismo? O descontrole é um império que empurra cada um para seu recanto mais obscuro e tumultua a possibilidade de solução

Fatalidades tardias

não imagine uma história que pareça única

nem sonhe um amor desfeito no bar central.

conte as palavras riscando as pedras azuis

dos monumentos vazios e abandonados .

fuja como quem ri de uma hiena vadia.

sinta que o corpo pede uma abraço de lágrimas distraídas

e não quer ser tomado pelo vírus assassino.

escreva o íntimo se despedindo do que nunca viveu e

invente pássaros numa noite vermelha e desconfiada.

O espelho é o pânico

Contemplar o azul no horizonte toca no coração. O mundo se enche de luz quando se inquieta o sentimento que aquece a solidariedade. O azul chama o canto dos pássaros, nos faz pensar no infinito e na possibilidade de desenhar um avesso alegre para celebrar as convivências. Mas nem tudo é azul. Há turbulências de tempestades e os medos assombram com força global. O pior é que o pânico se espalha com rapidez. Os olhares se desviam, a instabilidade quebra espelhos de imagens serenas.

É difícil aceitar que é fantasia ou mentira preparada para atiçar o poder que sacode o cinismo e se veste de notícias estranhas. Não se trata de negar o riso, porém a sociedade não deve possuir senhores que usam ironias radicalizadas. A tensão se balança, o cansaço pesa na cabeça e os escândalos procuram garantir privilégios. A dúvida ajuda a sentir que os enganos e a mesquinhez não saem do cotidiano.

Será que vamos para um deserto, depois de pularmos abismos e navegar nos pântanos? Quem sabe? Há governantes que se assanham com as desgraças dos outros e nutrem o bélico. Portanto, não esqueça que o mapa não é o território. Existem metáforas e pessoas que se refugiam . O mundo gira, não para, deixa tonturas e não sinaliza com progressos. Apenas, produz representações não basta. Somos mesmo exóticos ou panos esfarrapados rasgados pelas incertezas?

Entre no circo, sem nostalgias. Lembre-se do voo do trapézio que o assustava na infância. Fotografe a tristeza do palhaço. Não se seja ingênuo. As ambiguidades andam apressadas querendo afirmar teorias. Nessas idas e vindas Platão foge da caverno, Napoleão deseja vencer todas as guerras, Gramsci aponta as desigualdades e se contrapõe a Mussolini. As escritas multiplicam cada ilusão, pinta paraísos antigos. Para alguns, o futuro anunciará a salvação. Mas quem será o messias?