Archive for agosto de 2018

A morte desenha a finitiude

    O tempo passa. Não temos a medida exata da sua velocidade. Vemos a velhice, nos assustamos com as ruínas. Não  há como se livrar da história. Ela anuncia que tudo, um dia, se vai. Não acredito no destino, porém não tenho como contestar a finitude. Recebemos com tristeza a  morte  de amigos. A […]

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A violência onipotente e o jogo das notícias

  A insistência dói. Escrever sobre um cotidiano pintado pela violência me deixa triste. Não há como silenciar. As notícias se balançam, tocam no corpo, desencantam. Aqueles ideais iluministas vivem dias contados. Não dá para acreditar que o equilíbrio tomará um lugar especial na sociedade. Usam-se armas com uma estupidez desmedida. Não sei quais são […]

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Você se lembra da história ou ela não existe?

    Há tantas polêmicas que surge a embriaguez de palavras. Todos possuem especializações em alguma coisa. Entrevistas são dadas, surgem fakes, o passado sofre ataques, inventam-se escândalos e agonias. As questões abundam e confundem, a sociedade se ver diante de uma eleição surpreendente. Não há como defini-la, valem a esperteza, o jogo da mentira,  […]

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Eu me refugio, nós nos refugiamos: despertencimentos

  A sociedade continua seu cotidiano com práticas que desmontam esperanças. As notícias deixam a melancolia flutuar e as pessoas correm para o trabalho sem saber o ponto final. Todos estamos procurando refúgio, num vaivém de exclusões contínuas. Fala-se em democracia, mas a memória lembra totalitarismos constantes. É claro que as máscaras são fabricadas com […]

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Albert Camus: o mito de Sísifo, o suicídio, o prédio gradeado

  Trabalho num prédio gradeado. São quinze andares. Fico numa sala confortável. Trata-se de uma instituição educacional, mas se torna, muitas vezes, uma fábrica de vaidades. Usa-se a palavra produção com insistência. Existem planos para futuro com tecnologias de ponta. Porém, as lacunas estão no presente. O prédio gradeado parece uma prisão com certas solturas […]

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Quem esvazia quem nas sombras políticas?

    Temos uma campanha eleitoral seguindo e muitas conversas. As redes de televisão promovem debates com muita pompa. Pouco se aproveita politicamente. Resgata-se o que foi engraçado, as valentias de alguns, as chamadas bíblicas. Os evangélicos resolveram investir . O Jair, o Cabo. a Marina são figuras ativas. Possuem perfis desiguais. Marina se encontra […]

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Não esqueço das mil e uma noites, nem de amar Scherezade

    Estava triste, quando li as histórias de Scherezade. Ela não me tirou a tristeza, mas me dei um toque de que as coisas acontecem sem nunca se livrarem das fantasias. Estava vivendo uma partida que deixava sonhos ativos. Não queria dormir de vez, porém precisava de descanso. Fiquei imaginando e terminei buscando  algo. […]

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O amor é líquido ou está desamparado?

    São muitas as discussões sobre o sentido da vida. Difícil é fixá-lo e sentir as transparências, Será que temos um destino? Prefiro afirmar que temos história, não goste de fatalidades e cultivar tempos que aprisionam. Sei que a felicidade não é plena, talvez esteja num paraíso imaginado, porém é saudável não mergulharmos em […]

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A mercadoria desfaz o sentido

  A sociedade está, inegavelmente, se colocando questões cruciais, porém com dificuldades de encontrar respostas. Não sejamos fatalistas, nem crucifiquemos o presente, As dúvidas sempre existiram e as culturas se fizeram buscando saídas. O sofrimento não é novo. A história não se renova, pois as repetições garantem que as aflições principais continuam. Muitas utopias e […]

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A vitrine eleitoral enfadonha: o canto da mesmice

Parece que o espetáculo custa a se movimentar. Não faltam notícias desencontradas, mas a população ainda não se atiçou. O primeiro debate, com sofisticações imensas, foi lento. nem consegui vê-lo na totalidade, Não há tempo para aprofundar nada e tudo se perde no óbvio. Será a disputa do bem contra o mal? Querem colocar Deus […]

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