Archive for setembro de 2019

A cultura e a ruína

Exercer o poder central é sempre um desafio. Quem pretende calar as rebeldias pode cair sem sentir que a queda está próxima. A história é longa, passa por travessias inesperadas, sobrevive aos desencontros mais ferozes, porém convive com disputas e as polarizações se ampliam.Quem controla o poder sente que há muitos ruídos. Procura meios de […]

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As ambiguidades formam a história

Quem se abandonou aos cantos do progresso sentiu que a história se constrói e não está pronta no armário de algum quarto decrépito. Há surpresas para quem se nutre das linearidades e congela a memória. Lembrar e esquecer dialogam. As narrativas possuem a marca das aventuras de quem as escreve. Portanto, não se assuste se, […]

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Jair: ressentimentos vadios?

Jair provoca polêmicas diárias. Suas falas remetem a preconceitos, tumultuam projetos de reformulação do meio ambiente, exalta as andanças da violência, fere sensibilidades e reforça seus parceiros na construção da ruína. Não surgiu do acaso. Encontrou uma sociedade com polarizações seculares, cheia de desigualdades e mágoas confusas. Tudo servia para atiçar ressentimentos e derrubar sonhos […]

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Ágatha: a morte se programa?

Ninguém duvida das armadilhas das violências.Elas se sofisticam, ganham espaços tecnológicos, mascaram brutalidades cotidianas. A violência nunca se foi da história. A mitologia mostra deuses irados e vingativos. O militarismo tem adeptos seculares. Os pactos sociais buscam, muitas vezes, estabilidade e sossego, porém as surpresas trazem desgovernos ou as desigualdades estimulam o desuso do diálogo. […]

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As polêmicas de Bacurau e o andar das dissonâncias

Certos momentos trazem alguns anúncios de mudanças, apesar dos desconsolos e pessimismos.A necessidade de reavivar sonhos não é coletiva, pois existem conformismos radicais. Há quem se realize com a facilidade em adquirir bens materiais e fuja das complexidades.A história, com seus registros, exibe vitrines sempre renovadas. No entanto, as passividades se esticam numa massificação veloz. […]

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O suicídio é coletivo

Cada momento agita dúvidas. Mas há quem se defenda e olhe o mundo com uma apatia sempre comum. Basta-se ou pensa bastar-se. Pouco se liga na agonia do outro. Quer estabelecer a densidade da sua rota, enfeitiçado pelas novidades. Imagina que as reflexões estragam o êxito. O importante é se concentrar nas vantagens individualistas, atiçar […]

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Tão distante é o amor

Quem não inventa palavras não segura a linguagem.Fugir da mesmice é ousadia, mas é o desafio maior da acrobacia inesperada. O inventor fertiliza os territórios da cultura, traz possibilidade de não sossegar a mediocridade e de invadir labirintos míticos e indispensáveis. Há palavras que permanecem, porém pedem outros significados e outras práticas. A história é […]

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A sociedade se inventa?

A sociedade produz uma exaltação ao desempenho. Joga-se no trabalho, não há horas para os afetos, se atrela aos negócios e assusta com o fantasma do desemprego. O giro se dá num incansável cotidiano, O fetiche do trabalho é forte, o tinir das moedas traz alucinações. O capitalismo incentiva a corrida. Quem se distrai com […]

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Bacurau: somos histórias

A história é uma tatuagem. Talvez, sim. Mas é perigoso se fixar no singular. A multiplicidade dos traços indica que na tatuagem existem tatuagens que não são vistas. É um sentimento? É uma adivinhação? Ser um só é pouco para complexidade que nos cerca. Somos histórias, somos tatuagens, somos pretensões, somos imensamente inacabados. Tudo isso […]

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Jair: os estragos da crueldade

Todo cargo possui seus rituais. Não há sociedade sem regras. Alguns obedecem, outros se tornam rebeldes. O mundo não tem sossego. Não adianta querer enquadrá-lo e esperar a invenção do paraíso. Não é à toa que aparecem os escândalos, as violências, os desmanches. Jair é uma figura merecedora de atenção. Talvez, seja portador de uma […]

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