A campanha eleitoral e a disputa da Libertadores: a multidão no espelho

A política e o futebol agitam o cenário. Iniciou-se a campanha eleitoral no rádio e na televisão. As tensões aumentam e os eufóricos exaltam seus otimismos. As últimas pesquisas dão uma boa vantagem para Dilma. Isso deixa muita gente cantando vitória, esquecendo-se de que a política possui suas semelhanças com o jogo. Não dá para ser profeta em terrenos tão escorregadios.

Os programas eleitorais não trazem novidades, mas estão repletos de promessas. Parece que estamos caminhando para o jardim das delícias. Tudo pode ser feito e retomado na sua excelência. O cansaço do discurso vazio altera até o humor dos mais quietos. É preciso refletir, conhecer a realidade dos projetos e não abandonar a desconfiança. O excesso merece, sempre, um olhar crítico.

A agitação política é  acompanhada, nos detalhes. Ela é exercíco de cidadania. Porém a sociedade, também, se comove com outros temas. Estamos na era das informações velozes e dos escândalos inusitados. O caso de Neymar,tão comentado, continua rolando, com sinais de que o Santos vai dançar. É um assunto que tem atraído muita gente, mesmo de fora do mundo da bola 

A Libertadores voltou ao noticiário, com toda força. Ontem, se disputou a final, em Porto Alegre. Os ingressos se esgotaram e as televisões passaram chamadas sobre a partida exaustivamente. O Internacional se preparou, com todas a suas energias, para não perder a oportunidade. Seria um desencanto para sua valiosa torcida.

O técnico Celso Roth apostou suas fichas na vitória do seu time. O Internacional já havia ganho a primeira partida da final. Derrubou o Chivas, lá no México, quando a dificuldade era bem maior. O problema era não exagerar na confiança, pois o futebol , como a política, anda de braços dados com as supresas. Quem não se recorda das frustrações que viveram as torcidas do Fluminense e do Cruzeiro?

A equipe gaúcha se compuha, com cuidado, e sem deprezar a possibilidade de  vencer o título pela segunda vez. Seu feito tinha repercussões para o futebol brasileiro. Quem ficou contra deve ser admirador do Grêmio. No Rio Grande do Sul, a rivalidade entre os dois clubes é histórica, está entrelaçada  a perdas e conquistas de tempos vividos com emoção cega.

As multidões fazem parte dos cenários da política e do futebol. Elas se apaixonam e se mobilizam, pois confundem e brincam, muitas vezes, com as certezas da razão. Desfazem mitos, reinventam desejos, trituram planejamentos. A história recebe seus movimentos e  se anima com a suas rebeldias. Os políticos e os times de futebol sabem disso.

O lendário Getúlio Vargas era mestre na convivência com o povo. Seus discursos empolgavam e alicerçavam, ainda hoje, polêmicas identidades.O Internacional confirmou o seu favoritismo e derrotou o Chivas por 3×2, jogando como um grande campeão. Fez o povo dançar e cantar, soltando a alegria e a tensão. O vermelho e o branco vestiram os sonhos da multidão.

PS: Visite  As Sugestões de Leituras, há uma bibliografia sobre futebol, com livros que consagram a boa escrita.

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2 Comments »

 
  • adenilza cerqueira disse:

    Sou aluna do professor Márcio. Gostei dos seus textos. Eles nos informam maneiras interativas de questionar situações da realidade da humanidade.

  • Adenilza

    Sempre é bom interligar as coisas da vida. Tudo termina se tocando. É uma aprendizagem constante, Apareça.
    abs e grato
    antonio

 

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