A água, o mundo, o vazio

As águas correm fazendo caminhos,

e não há certezas de sonhos, mas dúvidas que navegam soltas.

O mundo parece viver um delírio fechado,

como uma esquizofrenia derrotada e sem fim.

A vida não se alimenta, está faminta e sufocada.

Cada deus escolhe sua verdade e chora seus desacertos.

Há demônios cínicos que se guardam em labirintos,

temendo o julgamento final dos anjos rebeldes.

A fundação das palavras pouco diz da paisagem muda.

O silêncio não consegue ver suas imagens no espelho,

num vazio de profecias e de desenhos transcendentes.

O ponto final anuncia o cansaço das ilusões desfiguradas.

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