A cidade e a poesia( A febre do rato)

O mergulho na água é o encontro da poesia, a desnudez das incertezas.

As imagens contam do tempo e não testemunham a exatidão dos conservadores.

O poeta canta a vida como seu coração manda, não sem dor, nem ilusão.

A utopia mora na cidade, no desgoverno do sonho, na transcendência coletiva.

Cada gesto tem muitas leituras e o fim pouco interessa à aventura diluída.

Vale a metáfora que borda a cultura e mistura o riso com a lágrima.

O mito adormecido desenha o tempo, a solidão dos olhos acesos.

Não custa construir o labirinto  e dividir o sentimento.

Os lamentos são pesadelos que se cansam e enlouquecem,

a tragédia é o sinal da incompletude.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

1 Comment »

 
  • Jonas Augusto disse:

    A riqueza poética desse filme é contagiante. Recife e nós amantes do cinema precisávamos de um filme assim, pois de lixo vindo da “cidade maravilhosa”, particularmente, já estou cheio.

 

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>