A coisificação da vida

Seria impossível contar as mercadorias que desfilam nas vitrines.Muitos ficam perplexos com suas formas. O capitalismo sedutor não perde a oportunidade. Sacode seu poder de venda e deixa sua marca de vaidade. Faz-se a confusão. As pessoas tornam-se coisas. Aproveitam-se para exibir suas mercadoria como conquistas. Não se acanham. Sonham com mais ambições, olham para os espelhos e se sentem vitoriosas. Parecem imperatrizes de um mundo invisível.

Nem todos se fascinam pelos vícios capitalistas. Os vícios se estendem, globalizam modas e empurram as intrigas para beira do abismo.Não é sem complexidade que a história se compõe. As diferenças não se apagam e elas garantem servidões. Há quem pense em mudar, se envolve com fraternidades. No entanto, o jogo político abre portas para corrupções e desmanches. Desfazem desejos de utopias, riem de quem solta pássaros e dos que procuram firmar solidariedade.

Há perdas, como existem caminhos esburacados e armadilhas. Vemos o lixo que alimenta a miséria e o luxo que fixa os senhores dos cofres. Tudo foi construído para esticar as companhias e ternuras ou valem as disputas? Quem ganha? Quem limpar as dores com lágrimas? A coisificação colabora com a objetividade. Tem vínculos com as manias mais perversas. Dançam com as bolsas de valores e chama governantes cínicos para multiplicar os lucros. Um voo de tapetes que inferniza os ingênuos.

É difícil acreditar em reviravoltas. Há cegueiras brutais. O tempo passa , mas a história se ressente de passados que diminuem a liberdade e justificam relações autoritárias. Somos humanos, confusos, esperamos paraísos. Nada feito. As culpas não se vão.A lucidez se desfia. A história não descansa. Seu ritmo é intenso. Quem define o humano? As escritas, apenas, anunciam as contradições, lamentam tantas discórdias, porém não provocam o fim do tilintar das moedas. Quando tudo terá um começo e um fim? Boa pergunta.

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2 Comments »

 
  • Rivelynno Lins disse:

    …rupturas e começos, quando entramos no mestrado de história cultural, damos prioridade as teorias que nos ajudam a melhor questionar e entender quem somos. Talvez, alguém acredite que facilmente encontramos a resposta, mas não, não achamos a resposta. Contudo, passamos a entender que somos um e somos outro e que não há problema algum em sermos vários, múltiplos, diferentes nos processos de mudança configurados na dinâmica da cultura que nos toma. Hoje, eu acredito que na multiplicidade do que podemos ser também somos afetados por diferentes regimes de temporalidades. E assim, os tempos vividos nem sempre são os mesmos, os efeitos de um determinado passado podem atingir a mim e não a vc, logo a minha subjetividade é uma e a sua será outra, mas os efeitos de uma determinada face da pós modernidade podem me fazer mudar ou não. Isso faz parte do processo de vários eus que podemos ser. Num mundo concentrado e movido pelo consumo, pela indiferença, pela violência haverá nesses mesmos espaços aqueles saudosos e tomados pelos efeitos provocados pelas artes em geral, pela boa música, pela boa literatura, pela boa narrativa e prática histórica. As vezes, nos é ofertado a possibilidade de escolher os elementos de sensibilidades a nos formar, a nos afetar, as vezes, não, essa é a dialética da vida, da nossa existência, num mundo extremamente desigual, as vezes, é um privilégio poder recusar o consumo como um agente direto de uma suposta felicidade vazia…

  • cARO AMIGO

    MUITAS REFLEXÕES QUE AJUDAM A ENTENDER A MODERNIDADE. GRANDE FÔLEGO E FICO SATISFEITO EM VÊ-LO NA CORRIDA DO PENSAR.
    ABRAÇO
    ANTONIO PAULO

 

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