A cordialidade no cerco

Muito se exaltava o Brasil. Ninguém esperava tantas dissonâncias e desigualdades crescentes. Mas passamos por momentos de autoritarismos frequentes. Não esqueça de Vargas e as práticas escravistas. Hã quem exalte a alegria, a cordialidade como identidades do Brasil. Não se assinala a violência? As ditaduras militares fecharam a liberdade e trouxeram aparelhos de repressão.Portanto, Jair não surgiu de repente. consegue atrair pois mexe com a memória.

A pobreza gigante que ocupa tantas terras se relaciona com perdas constantes e falta de empenho para saltar os descompromissos com a saúde e a educação. Quando surge uma situação limite a sociedade se desmancha, os messias ganham espaço.Querem salvações, milagres, cinismos. As quedas acontecem e os abismos mostram que os governos nada têm de cordiais.

Os problemas crescem. porque as políticas públicas não se estruturam.Continuam o desemprego, os preconceitos, a concentração de privilégios. O espaço é restrito, para quem busca se livrar do sufoco. As punições mostram que os lugares dos autoritarismos estão marcados. As maravilhas são apagadas e os traços das milícias se multiplicam. A corrupção se mistura socialmente e as ingenuidades são fabricadas para afundar as instituições.

Não se pode conhecer as artimanhas políticas, sem se chegar próximo da história. Há repetições. Observem a exploração, a falta de valorização da culturas, a dificuldade de diálogos. Vendem- se cargos, empurram desgovernos que justificam desmatamentos, desprezo pelas universidades, profundas negociações para favorecer as minorias. A violência está presente e a cordialidade é muitas vezes uma farsa risonha.

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