A culpa inquieta e pune: descontroles

 

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O sociedade sobrevive, mas continua espalhando ressentimentos. Sempre a busca do culpado, a tradição de punir e olhar o outro com desconfiança. Não há medida para observar as construções históricas. Soltam-se descontroles e ansiedades para se ficar no poder dando ordens e oprimindo. Portanto, o desequilíbrio se agiganta.Elege-se um atordoado pecado capital. Antes era o comunismo que ferveu o mundo. As discussões geravam guerras, quando havia interesses econômicos escondidos nas generosidades proclamadas. A fome não se vai, porém as grandess potência não pensam em políticas internacionais solidárias. Vale o pragmatismo.

A Venezuela se desmancha, Moçambique se arruína, o capitalismo quer lucros e ampliar as intrigas para vender armas. O mundo não se aquieta. Há protestos, porém as fomas de combatê-los termina fechando as postas. Ficamos presos nos limites. Os tempos históricos são duros. Não esqueça que já existiram muitas crueldades e excessos de concentração de poderes. Não é novidade o cinismo, nem as religiões vendendo salvações. Hitler, Pinochet, Sade, Nero e tantos outros aprontaram seus feitos destrutivos. Somos animais astuciosos e marcados por práticas individualistas.

É difícil aceitar que a sociabilidade  supere os egoísmos. Vivemos no limite. Montamos saídas. Os sonhos não se firmam. Há idas e vindas, com violências e indústrias de armas ativas. As milícias se infiltram nos governos, ganham espaços, ameaçam. Insiste-se em nomear culpados com rostos de fantasmas. A imprensa divulga análises superficiais. Como justificar certas sentenças do judiciário? Por que as reformas satisfazem as minorias? As perguntas profundas são jogadas no lixo. Agora, tudo está relacionado com os  desfazeres do passado recente. Celebram-se os ditos terríveis  de quem descuida da educação, permanecem horrores que pareciam extintos.

Alguns sentem que o balança das mercadorias, o jogo do aumento dos dólares, a manipulação dos dados oficiais atormentam e impedem qualquer clareza. Nota-se uma raiva, uma emoção vingativa, a repercussão perturbada de reflexões que dissecam  o sistema e se assustam Será que as instituições aguentam o utilitarismo azeitado para forçar o empobrecimento? Sobram dúvidas e medos. Há muita gente morando nas calçadas, muitos hospitais sem leitos, muitas omissões criminosas. Sacudir a culpa para o outro destrói e inibe as reações. Há quem curta não se comprometer e promover ruídos vazios. O espelho comprime a imagem.

 

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3 Comments »

 
  • Rivelynno Lins disse:

    …a imagem do artigo é uma excelente síntese de uma solidariedade que não mais desabrocha nos idos de 2019.Na figura, um dedo ou muitos dedos a apontar o quê? Um culpado, uma culpa, um erro, um pecado, mas não a pergunta: diante do caos instalado e generalizado o que eu e os outros podemos fazer de forma coletiva e solidária para combater os rumos de um governo sem direção, sem horizontes em torno do bem comum? Enquanto as pessoas continuarem a procurar o culpado ou os culpados, o problema ou os problemas do país não serão solucionados ou nos damos as mãos e agimos juntos para parar o governo maligno ou este governo conseguirá nos destruir por completo.A disputa eleitoral de 2018 acabou, as incertezas em relação ao nosso futuro não..

  • jailson da silva disse:

    lindo texto antonio, como sempre.
    O espaço para respirar e existir vem sendo comprimido.
    Há um tanto de força, ainda, pra nos manter acreditando que um mundo outro é possível.
    Um abraço,
    Jailson

  • jailson

    Que bom vê-lo
    por aqui.Boas energias.
    abs
    antonio

 

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