A demonização do mundo: a falência do bem?

Dizem que os demônios e os anjos estão sempre em conflito. A luta constante do bem contra o mal ,tão provocante, prossegue. Desde a queda do paraíso , o mundo se instabilizou. Não há como desejar equilíbrio. Parece que os demônios estão aplicando técnicas de alto poder tecnológico. Os anjos se perdem. Curtem uma ingenuidade que os faz desenganados. Não adianta lamentos, mas acontecem descontroles inusitados.Eles não ficam fixos, nem se localizam numa única região do mundo. Espalham-se. Os demônios possuem poderes extraordinários, segundo depoimentos de suas vítimas. Adoram vitrines e vídeos bem esquematizados.

A banalização da violência se conecta com os atos terroristas, com a escravidão solta derrubando dignidades. A morte se torna um espetáculo que sacode dores e imagens sensacionalistas. O crime compensa. A lógica de eliminação do outros se envolve com a competição por lugares especiais e negócios para além dos contrabandos. Desconfiem dos discursos que se dizem puros, benfeitores da democracia e amigos dos desprotegidos. Os anjos não deixam de reclamar, buscam reforçar a ética, porém existe um avassalador golpe da força do mal. Não podemos negar as relatividades, achar que os abismos não constituem histórias. Somos inventores, na poesia e na angústia.

Há justificativas para tudo. Elas são definidas pelo poder. É difícil medir limites, calcular o fim das crises profundas, pois há quem ganhe com a desorganização geral. A proeza é garantir pão e circo. A exaltação da mercadoria esvazia a reflexão. Escolha o caminho com certeza que vai pular todas as pedras. A história não se constrói sem perigos, sem formar ânimos para superar as fatalidades. Os deuses não costumam silenciar. Não esperavam que os desesperos fossem tão frequentes e as criaturas tão cínicas.Não chegamos ao juízo final. As voltas do tempo desfazem verdades e discordam dos dogmas sagrados. Elas se agitam e se movem com agilidade.

Os demônios representam metáforas. O mundo tem memória, mas desconhece segredos fundamentais. Vagamos. A sociedade vive desencontros, aposta em máquinas, policia qualquer rebeldia. Os teóricos esquecem a montagem do capitalismo. Muitos ajudam na assessorias milionárias. Não gostam de ser atacados. Usam as máscaras dos anjos consultores das gestões mal resolvidas. Os sofrimentos não são cíclicos. Moram nas mordidas das maçãs. Não fogem do cotidiano e enchem a cidade de farmácias. Alienam, pois o enfrentamento com a vida é um malabarismo que se esvazia. Torna-se uma fotografia da fantasmas.

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