A educação está no porto das tormentas?

Nenhuma sociedade consegue navegar se não define seus projetos. Não aparecem de repente. É preciso debates, divergências, diálogos. Quando a penúria é grande há possibilidades do navio afundar. O Brasil tropeça. A educação não tem sido  bem assistida. Há sempre ameaças constantes de privatizações e o  negócio enche o mercado de diplomas esquistos. A procura por trabalhos ou jornada de trabalho excessiva gera dificuldades de renovação dos hábitos. Preferem acumular grana do que olhar a vida com cuidado. Não se pode exagerar , mas o sistema competitivo constrói disputas e despreza reflexões. Os valores ficam soltos, trazem apatias e psicopatias.

A confusão política está na ordem do dia. Renan, Cunha, Sarney , Jucá, Dilma, Gilmar estão numa caverna que nem Platão gostaria de conhecer. Há um governo interino. Dilma terminou ficando de fora, sendo atacado com agressividade. As indefinições continuam, mas as opiniões, as interpretações não convencem. Aumentam as expectativas e os jornais escrevem manchetes assombrosas. Temer escolheu um ministério suspeito, com condenações ou ameças de condenações. Diz ele que saber lidar com bandidos. Fico , em dúvida, de quem ele está falando e vejo amigos descabelados, tontos, procurando explicações. O munto é um absurdo ou uma comédia improvisada? Os atores não fizeram os testes na TV Globo?

Todo dia uma novidade descartável. Mendonça tem entrado em polêmicas amargas. Busca defesas, apela para o passado estudantil. se esquece que existem memórias e ganha lugares especias nas postagens do facebook. Não consegue se livrar dos incômodos. Resolveu receber Frota e sua companheiros. Será que está sendo pressionado? Seus assessores são criticados pelas ligações com o ensino privado. Há permutas, ressaltam alguns. Não sei, contudo a atmosfera pesa, pois a educação sofre desmantelos, não apenas no ministério. Observe o que se passa no Rio Grande do Sul. Repressões constantes nada solucionam. Existe uma paralisia sufocante.

O pior é a frustração. Muitas vítimas, desconfianças soltas, a sociedade perplexa. As ondas estão violentas. Acreditar em acordo, em transformação é uma questão de fé com participação ativa da bancada evangélica. A complexidade nos deixa tensos, as mentiras se sofisticam e as autoridades se escondem. Fazem pronunciamento ocos. Joga-se a história para domínio do acaso? É  uma estratégia que derruba resistências e nem se toca com as regras mais simples? As palavras já não dão conta de tanta perdição. Todo dia se faz um gol contra. Lá se vai o barco com animais perigosos no porão. Há quem se entregue ao medo. Há progresso na desordem? Ou o positivismo caiu?

 

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