A escassez da vida

  a escassez do tempo esconde o desejo de construir a astúcia

  a vida fica presa no mínimo do efêmero, no cansaço sem sentido

  há noites sem sonhos, mas a luminosidade perdida pede crenças

  e desfaz as profecias de qualquer paraíso  vadio e anônimo

  não existe a viagem e nem existe a curva que admite a magia derradeira

   a vida se borda com pontos finais soberanos e mudos

   não há como buscar palavras e retomar a invenção de cada dia

   o silêncio não tarda, não escuta e se deixa fluir sem destino.

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