A esquina e a vida, os amores e os gritos

Encontrei a vida numa esquina abandonada.

Lembrei-me da noite triste e de um pesadelo longo.

Desenhei o tempo, senti lonjura, fechei os olhos ardentes.

Vi que nunca sou o mesmo e o afeto me abraça quando tenho medo.

Há amores desfeitos nos gritos históricos e ocupações tardias

que anunciam espaços inesperados e redefinidos.

O mundo se inquieta, eu me inquieto, mas a esquina permanece silenciosa.

Sustento a imagem do passado e sinto que o ar poluído amplia a dor,

faz tempo que não converso com a esperança.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>