A gramática simples do inesperado

A fuga do tempo não mede a história que foi vivida.

Cada passo desfaz o ritmo veloz da memória e consolida o esquecimento tardio.

A busca do significado maior esvazia o descompasso caótico do disfarce agoniado e

a escrita estranha o sumiço das palavras, quando o poeta perde a inquietude que o vigia.

A gramática da vida não tem forma acabada, nem visita profundidades anônimas.

O mundo é mundo porque se desfez das origens e compõe o inesperado,

no abraço do mito que mulitplica o desejo e retoma os encantos perdidos.

A visita do acaso é anunciação da revolta dos arcanjos e da ansiedade sem passado,

da construção de uma estrada sem paisagem, nem ruídos.

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