A guerra não cessa

 

Bombas cruzam o céu de Damasco na madrugada deste sábado (14), sexta-feira no Brasil

As grandes potências adoram colocar armas em ação. Não é costume da modernidade. Isso vem caminhando pela história. Quem esquece das Cruzadas, das guerras mundiais, das loucuras do fascismo, das ambições dos imperadores romanos? O animal racional gosta de derrubar e destruir, é um predador. Desanima ver as crianças morrendo, o pânico geral e a angústia de não resolver os problemas básicos do mundo. Os Estados Unidos se animam com as disputas e conseguem ajudas dos seus amigos. O clube funciona sem pudor.

A Síria é um escândalo. Fico constrangido e cada vez mais descrente com as saídas. As mentiras circulam, inibem solidariedades e o genocídio é frequente. Falam mal de Hitler, mas os palestinos são massacrados. As guerras trazem desenganos. Mostram que os afetos estão arruinados e a globalização criou mercados sanguinários. Inventam justificativas, promovem fés e desfazem esperanças. Todos tremem e se assombram, pois hão há controle, nem gestos de paz. Muita cumplicidade assassina girando pela “civilização”.

Apesar das desgraças, há quem torça. Muitos se consideram adeptos da Rússia, vibram com as respostas de Putin. Outros se julgam protetores dos valores ocidentais. Provocam e articulam. As reuniões da ONU se tornam espetáculo dos horrores, com hipocrisias bem tramadas. Armas atômicas e químicas enchem bolsos, geram fortunas. Quem não vê as rivalidades impedindo que a política organize a sociedade de forma saudável? Ressuscitam os feitos de Alexandre, de César, de Napoleão. As ruínas vencem o falso progresso e a angústia suplica pelo juízo final.

Nas ambiguidades da cultura, as vinganças correm soltas. Acusam os outros animais de ferozes, porém em cada esquina há armas fatais. Não só guerras. existem rebeliões, assaltos, invasão de países, comércio ativo de drogas. os ditadores se dispõem a ser mensageiros de divindades. escondem intenções. Quebram memórias. A sensibilidade se arrasta. Quem aposta na democracia fica estarrecido com as declarações de Trump. Haverá um confronto arrasador ou tudo não passa de encenações combinadas? Quem profetiza? A sociedade tropeça e adoece com nunca.

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3 Comments »

 
  • jailson disse:

    A sociedade tropeça, mestre. Mas quero crer que os afetos não estão arruinados.
    Abraço!

  • Rivelynno disse:

    “Nas ambiguidades da cultura, as vinganças correm soltas. Acusam os outros de animais, porém em cada esquina há armas fatais.” E assim, “As ruínas vencem o falso progresso e a angústia suplica pelo juízo final.” São tempos onde as reflexões sobre os afetos e os sentimentos em relação ao outro são produzidos de forma insatisfatória, negligenciando aquilo que ainda se tenta promover como dignidade da pessoa humana.

  • Ryvelino

    Abraços
    antonio

 

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