A história narra a possibilidade assustada

Resultado de imagem para terrores urbanos

Os impasses estão no mundo. Os muros são derrubados, mas não falta quem os busquem outros lugares e sonhem com arquiteturas opressoras. No meio da multiplicidade, a história flui  sem firmar garantias. Mudam-se expectativas e as políticas erguem incertezas constantes. Certo dia, se tramava contra os petistas, agora alguns se frustram diante de Jair. É incrível. Será oportunismo ou necessidade? Os mecanismos de controle não conseguem ser absolutos. Há  portas entreabertas e possibilidade de renegar a fatalidade. Cabe narrar as controvérsias, cuidar das instabilidades e desconfiar de imposições.Fabricam-se  labirintos e não estradas lineares. Os nomes flutuam:Temer, Gilmar, Aécio, Eduardo, Ernesto…

Os tiroteios são incessantes e ousados. Possuem formas satânicas. Parece que  se treina para subestimar o outro ou exercer loucuras epidêmicas.Há  fúrias, destruições,  anseios  nada coletivos. As relações sociais não fogem das tensões. Observem o que acontece. Não se trata, apenas, de misérias econômicas, de fake news. Os preconceitos e as armas se sofisticam. Por que o ódio? Ninguém compreende que há escassez de afeto justificada pela busca de condições de  riqueza?  Portanto, sobram teorias, porém o cotidiano traz  surpresas, as imagens assassinas invadem as telas e as redes sociais se enchem de mensagens. A violência mora na história, desmonta qualquer sensatez.

Contando a história, saindo da subjetividade, analisamos confrontos em nações que se afirmam defensoras da liberdade. Quem está atento não deixa de olhar que o desejo de colonizar não é recente. O comportamento dos animais não abandona as perseguições e nós nos consideramos animais racionais. Qual a medida do pensar na aridez imperialista  dos saberes? As solidariedades encontram dificuldades. Querem colocar a sociedade numa corda bamba contínua, impulsionando a produção de bens, ampliando os caminhos  da vaidade, inventando jogos de matar.  O espelho  é o mesmo do quarto de Trump.

O terror quebra as possibilidades e mistura-se com cores. O perigo está em toda parte, no silêncio do templo, nas brincadeiras de criança na praça pública. Alguém narra sua perversão numa velocidade desmedida. Sua pulsão de morte incendeia sua agonia como se estivesse alertando apocalipses repentinos. Será que o anônimo encontra o delírio do sucesso? Será uma resposta a algum incômodo infantil? Se a  dita evolução não mostra o fim das fúrias esquisitas, a história não  esconde que divindades afastadas desistem  de ouvir apelos. Há muita coisa podre e risos cínicos soltos como fantasmas.  A fragilidade do humano talvez os empurre para um juízo final.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

2 Comments »

 
  • Rivelynno Lins disse:

    … há tensões, muitas tensões na sociedade, na sua organização, nas práticas individuais e coletivas de cada um de nós, há tensões nas instituições que deveriam equilibra-las, contudo, testemunhamos os jogos de poder e a total falta de ética para se mande no poder. Não há um limite e como num tabuleiro de xadrez, as personagens se movem diante dos acasos da história, da incerteza em relação ao futuro. Hoje o cenário nacional e local está impregnado pela ideia da força e da violência para se resolver conflitos, o momento do iluminismo e do uso da razão parece que se foi, do século XVIII ao XXI, descontinuidades e muita especulação em relação aos dias vindouros. Atônitos, estamos aguardando as cenas dos próximos capítulos…

  • cleydson disse:

    O homem é o lobo do homem Thomas Hobbes

 

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>