A invenção da vida, a fronteira muda

Quem não costuma perguntar o caminho da certeza e

fica insatisfeito ao saber que ele é duvidoso e tardio?

A vida se inventa sem que firmemos os caminhos da lógica, a divisão das fronteiras

se refaz quando a magia aparece com os acasos soltos e inquietos.

Não há engano que arquitete destino e aprisione o futuro, se afogue em profecias.

Tudo pode se confundido no jogo das verdades e das mentiras,

as comédias se misturam com as tragédias, os anjos voam com os pássaros.

As palavras desenharam as formas finais , convidaram os deuses, despertaram o vadio.

Não há cansaço, mas tédios que respiram a mesmice das mercadorias avulsas,

pedem que o sono não arraste o pesadelo e a brincadeira não se afaste da velhice.

A história que aborrece morre nos livros, esquece que o mundo dorme numa rede

e o feitiço de cada um é um segredo que apenas toca no afeto do amor que se restaura.

A página em branco é uma imperfeição que foi sepultada no paraíso,

com as armadilhas vazias dos julgamentos derradeiros.

 

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