A invenção da vida, o diálogo inacabado

Inventa-se a vida compondo o tempo nos ritmos cotidianos e surpreendentes,

não existe harmonia eterna, nem dissonâncias inesgotáveis, nem silêncios da fatalidade.

A história se constrói no diálogo com o acaso, no desespero do delírio da euforia.

Os determinismos trazem sinais de controle de um inutilidade passageira, de uma memória vencedora.

Mas não há como fechar os sentidos da diversidade do mundo, nem revelar a medida da dor,

no meio dos objetos, dos trabalhos, do sentimentos, das audácias,

montamos narrativas querendo olhar verdades próximas e astuciosas.

Pouco sabemos dos nossos exílios tão permanentes e dos encantos que se perdem gratuitamente.

A vida inventada não é paraíso, nem o espelho dos deuses carregado de imagens que não flutuam.

 

 

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