As leituras da vida

Não faria do  tempo um acúmulo de saudades permanentes.

     As ausências trazem descontroles e atiçam sentimentos inesperados.

Ninguém consegue nomear cada instante nem saber o tamanho do seu futuro,

as idas e vindas das histórias abalam qualquer linearidade e desfazem ordens.

As leituras da vidas necessitam de interpretações múltiplas, inquietam.

Há em cada verbo mal dito, a imprecisão de um mundo sem pertencimento.

Somos navegadores de mares que não conhecemos, nem arquitetamos,

a magia, que existe solta, engana e estimula utopias,  perdidas nas armadilhas

da imaginação, bordadas num manto que esconde os segredos.

Nem sabemos que somos únicos, nem senhores da culpa e do pecado.

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