A mercadoria desfaz o sentido

 

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A sociedade está, inegavelmente, se colocando questões cruciais, porém com dificuldades de encontrar respostas. Não sejamos fatalistas, nem crucifiquemos o presente, As dúvidas sempre existiram e as culturas se fizeram buscando saídas. O sofrimento não é novo. A história não se renova, pois as repetições garantem que as aflições principais continuam. Muitas utopias e deuses forma criados, houve saberes planejados para exterminar as desigualdades. Prosseguem comportamentos violentos, a escravidão não se foi, os mitos se modificaram sem salvações.

A industrialização se juntou com a promessa de democracia para curtir a possibilidade do progresso. Os encantamentos se produziram com a vitória das revoluções liberais. A burguesia segue sua saga, nem todos perceberam que os anúncios do individualismo iriam sacrificar a maioria. Mesmo as revoluções socialistas naufragaram em autoritarismos sufocantes. Houve mudanças, contudo a exploração afirmou-se com metodologias sofisticadas. Alguns cantaram hinos otimistas, não olharam para os imperialismos. As ruínas se estabeleciam sem pressa.

As guerras não cessaram. A solidariedade é rara, todos correm para consumir as  novidades. As críticas não se anularam. Rebeldias, passeatas, guerrilhas, teorias pós-modernas. Mas a multiplicidade de mercadorias causa pânicos ou traz sonhos de confortos e sossegos. Portanto, os instrumentos de dominação fixam poderes, isolam a maiorias, criam meios de comunicação nada neutros. Não é a política que salva. Ela entra nos mundo das mercadorias de forma profunda. O desencantamento provoca depressões, enfraquece os mais entusiastas.

Não há como escapa de tantas manobras. Tudo isso gera pessimismos. Vivemos alegrias cercados de ameaça de perdas. a afetividade gira em torno de pequenos grupos. A colonização marca o mundo com opressões constantes. Não adianta acumular mercadorias, se não há como socializá-las. Não adiante militar na política se o cinismo se mete em todas as estratégias. Prometeu está na UTI? Os suicídios frequentes não assinalam dissabores ou sentidos deslocados? Os ideais têm preços, as poluições destroem os centros urbanos. A história nua grita por ajuda.

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1 Comment »

 
  • …é, estamos na Idade Contemporânea, a Revolução Francesa passou, escapamos da fase do terror e podemos colocar a mão nos nossos pescoços e sentirmos que a nossa cabeça ainda está lá. Contudo, é notório perceber que novas aflições surgiram e elas se mostram no meio daquilo que tanto se repete na história, a desigualdade social. Ela está aqui e sempre esteve nas camadas dos tempos passados. E se “as culturas se fizeram buscando saídas”, é preciso lembrar que muitos nunca saíram do labirinto, do redemoinho da desesperança, pois “os mitos se modificaram”, mas as salvações ainda permanecem como uma promessa de fé sem nenhuma garantia. Bem-vindo, estamos na história do tempo presente!

 

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