A morte de Stephen: o poema do universo

 

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Nem sei se sou mesmo um historiador. Fico perplexo com aqueles que buscam firmar lugares. Acho tudo tão complexo, as perguntas tão profundas. Algumas coisas consigo compreender. Mais com o coração do que a razão. Duvido dos poderes da razão, pois observo que há utilitarismo científico acelerado. O capital dá as ordens. Infiltra-se nas pesquisas, cria mercados, solta propinas, ameaça a dignidade dos que resistem. Não se pode fechar os olhos. A tensão está correndo e derrubando vítimas. O sossego é raro.

Há figuras inesquecíveis. Não gosto de celebrar ídolos. Admiro alguns comportamentos e quem saem do lugar comum. O físico Stephen construiu um bela aventura. Sofreu como os limites dos corpo, as atrocidades da vida, mas não cedeu. Tornou-se um senhor do uni(verso). Sua história é um poema que toca radicalmente. Se a sociedade seguisse exemplos , ele mereceria todos os olhos. No entanto, as relações pesadas elegem os senhores da grana e esquecem os que se abraçam com dignidade.

Os mistérios estão voando. Será impossível esclarecer, mostrar caminhos que libertem a sociedade de uma escravidão sem fim. A esperteza pragmática define governos, intimida, reprime. Quem aponta para a leveza, termina sendo sequestrado pela objetividade de um planejamento burocrático. Stephen sobreviveu, transcendeu, não perdeu a generosidade. Não se desfez de um conhecimento generoso, ampliou as possibilidades de leituras do universo. Quem olha para o azul arquiteta poemas e sonha com as estrelas eternas e invisíveis.

A saudade faz parte do humano. Os sentimentos trazem respirações diferentes, aproximam, mas podem não ser aceitos quando torturam a alma. Temos que partir um dia. Todos possuem limites. Nasceram sem saber para quê e vão trilhando rotas acidentadas. Há quem invente tempos lineares, comemorem destinos, se vistam de privilégios. Não custa lembrar que existem territórios de solidariedade. Se eles estão na beira do abismo é um sinal que nós sufocamos a autonomia em nome da competição e da ferocidade.

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