A morte não é um número

Muitos mistérios cercam a vida. Não haverá tempos transparentes. Sempre as dúvidas sacudirão os mais ingênuos. Nascemos, andamos, corremos, morremos.Há distrações, impasses, loucuras, cavernas, moradias descontruídas. O fim chega e derrota o desejo de inquietação. Em tempos de crises, alguns não ligam para morte e acionam as estatísticas. Há especialistas em fazê-las sofisticadas. As dores são apagadas por informes nada dignos de elogios.

Cada morte anuncia muitas dores e saudades fluentes. Mas querem dados e dispensam os sentimentos. Basta ler os jornais para observar as estratégias tortas daqueles que assassinam cinicamente. Parecem contar piadas, quando as lágrimas inundam ou e o coração bate lento. Existem governantes que jogam para fora todas as extremas dificuldades e se mostram como comediantes em busca da ascensão. Ofendem os comediantes, empurram a sociedade para o caos, ornamentam a desigualdade.

A complexidade da vida provoca idas e vindas, não é fácil de continuar acreditar em revoluções mágicas. Há quem lute e tente evitar os desenganos. No entanto, quem pode esquecer as guerras, as pandemias, os fascistas debochados. A contabilidade fria é criminosa, disfarça destruições, transforma a sociedade com rituais apáticos.A morte está passando por todos os tempos e possui significados, para além das intrigas e dos fanáticos, superam expectativas que afirmam ser sagradas..

Inventar esconderijos para sentimentos é desfazer afetos. A coisificação é uma condenação e uma manipulação para desviar a história para formalidades. Não à toa que a política submerge.Ela se fascina pela grana e justifica o genocídio, consolida patrocínios. Não se trata de drama. A história não se estende sem a multiplicidade. É preciso elucidá-la e não forçar a censura com dogmas com poeira da hipocrisia. Há brechas no muro do autoritarismo.Olhe com atenção.

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