A palavra escondida, o engano fatal

Não conto histórias com palavras transparentes,

a linguagem não vive sem enganos, se veste de máscaras e

as aventuras sempre gostam de brincar com os abismos.

O mundo anunciado não é verdadeiro, nem contém o absoluto,

apenas viajamos como exilados sem rumos definidos, tontos e vadios

Não defina significados, despreze o tempo exato, finja coragem,

seja ator no circo de Charles  Chaplin e ria muito sem pudor.

Os sábios não fogem dos tropeços, nem entram em academias,

santificar o humano é querer eternizar o que não se completa,

buscar a vitrine dos que se exibem para desenhar corpos fragilizados.

Conto o que sei do pecado original e das especulações dos deuses.

Share

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>