A política dialoga com o medo e a incerteza

Resultado de imagem para medo

 

 

Será chato repetir que não há sociedade sem incerteza. Mas não custa lembrar que não somos deuses. Gostamos de inventá-los, curtimos fantasias, sonhamos. Não sei explicar porque há tantas lacunas na história. Há quem procure fugir dos abismos e das curvas. Enganos trazem tropeços. Será que existe alguma sociedade definida por linhas retas? Não conheço. Ando vendo muitas pedras no meio do caminhos, sem falar dos corpos que se entregam ao calor dos asfaltos e dos ruídos que inquietam sem cessar.

O pior é medo. Ele aguça as incertezas, ameaça os sinais de esperança. Sua presença é massiva em determinados épocas. As agonias se multiplicam, as orações fazem ruídos, os quartos se enchem de depressivos. Estamos num momento perigoso. Não que a insegurança nos cerca. Porém, não esqueça que a euforia não se foi. Há pessoas que se encantam com um futuro de promessas que casam a religião com a política. Não tremem, lançam agressividades, exultam a descoberta de vingadores.

Sentem-se embriagados, visualizam mudanças, sem refletir sobre a história. Apostam no novo que cheira mal. Existe mudanças nos projetos políticos recentes? É uma boa pergunta. As referências de generosidade estão monopolizadas por discursos nada simpáticos ao bem. A transparência é um mito, as diferenças continuam e o desespero convoca disputas e perda senso crítico. Quando o deboche prevalece ou se reduz tudo a uma simplismo irônico é aviso que o caos cresce e ambição de minorias reforçam privilégios.

Portanto, não vamos celebrar crises radicais. O medo é humano e impede reações. Temos lutas que não saem do cotidiano. Os lugares das lutas se esticaram com a chegada das tecnologias sofisticadas. As perdas de afetos mostram que a aflição se opõe. Há declarações radicais que destroem qualquer aceno de dialogo. O sono se vai, as noites se tornam longas, sobram energias negativas.Uns se lamentam, outros se vestem de ressentimentos. O tempo nebuloso, concentrador de incerteza, carregador de ruínas,

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>