A rua e o poeta inquietam a apatia

Baudelaire

A agitação inquieta quem gosta da renovação da vida. Existe uma fábrica de armadilhas que governa de forma estranha e agressiva a sociedade contemporânea. A pandemia traz medos e disfarces. Desmonta.Jair aproveita para inventar fórmulas mágicas.O Brasil ganha espaços de indecisões e pânicos surgem com a ajuda do gabinete do ódio.Juntaram dissabores para ameaçar quem busca expulsar a indignidades.Quem sustenta tanta falta de equilíbrio? Quem administra as surpresas do cosmo? Quem arquiteta a mediocridade?

Mesmo com as repressões há muita gente na rua. O incômodo é grande. Há grupos nostálgicos. Procuram fechar questões, convocam os militares, fazem exercícios fascistas. Talvez, não esperassem reações. Queriam sempre intimidar. Mas os choques se mostram, as insatisfações recordam as práticas democráticas, arrumam palavras de ordem e lutam contra conservadores viciados por milicianos. É difícil retomar fraternidades ou mesmo firmas ideias que fixam utopias. Não há programação definida, nem juízo final com data marcada.

Os sentimentos contra o racismo se espalham. Observe a agonia de Trump. Na Europa, os problemas se acirram e as ruas ganham força.Depois de mortes, de vírus malditos, é preciso respirar. Será que há brechas para reformas? Será que o tumulto faz parte das extravagâncias da globalização? O tempo corre e as profecias escorregam. Há torcidas de futebol gritando e compondo articulações. Quem podia prever? Os poetas pedem palavras para refazer seus poemas e soltar a sensibilidade. Nada como estimular a imaginação. Lembre-se de Neruda, de Baudelaire, de Bandeira, de Pessoa.

A história provoca. Não há como fugir dos acasos. Os tempos se misturam, os pesadelos estremecem. Aparecem demônios mascarados e a política fugiu de seus modelos clássicos. O que acontecerá se as pandemias insistirem nos seus genocídios? As casas estão cheias de conversas, tenta-se adiantar o relógio, as crianças não suportam isolamentos. Outro mundo anulará os afetos? Quem controla tantas novidades? Os pontos de interrogação se multiplicam no silêncio da solidão. Olho-me e, muitas vezes, me espanto, E você?

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