A seleção recomeça: novas estrelas, novas luzes

Mano Menezes inicia seu trabalho com um jogo nos Estados Unidos. Escalou uma equipe jovem, diferente do time de Dunga. Criam-se expectativas, mas é preciso paciência. Não vamos desejar sucesso rápido e estrelas brilhando já no começo dessa trajetória.

As mudanças são saudáveis. Não dava para manter aqueles compromissos anteriores, aquela teimosia negativa e a ausência de diálogo com os torcedores. A seleção é nacional, tem seu técnico titular, porém não é propriedade privada de ninguém. Não custa ouvir e debater, sem histerismo.

Os famosos meninos da Vila terão sua oportunidade. É uma travessia. Lá, estão Neymar e Ganso buscando êxito. Não podemos esquecer que Robinho foi convocado. Um trio que, jogando com responsabilidade, trará bons resultados. Essa é a nossa torcida.

Mano procura assegurar a calma e não encher a imprensa de promessas. Sabe do labirinto que está metido. Há saídas, com cuidado e com empenho. Não falta elenco. As opções não são poucas. A questão é evitar os endeusamentos, consagrar a medida do equilíbrio.

No futebol, aparecem brihos imediatos, horizontes luminosos, mas também desmantelos inesperados e fracassos obscuros. As armadilhas são muitas, pois as intrigas atrapalham e tumultuam. Infelizmente, muita gente fica do lado da negatividade, maldizendo qualquer atropelo. Por isso, o cargo de Mano é cheio de sinuosidades.

A inveja contamina esperanças e provoca polêmicas vazias. Há aqueles que negam os méritos da seleção, só para compensar a sua vaidade mal resolvida. Fazem parte dos ofícios humanos, as lutas, as glórias, os azares e os desamores.

A seleção sonhada deve partir para o ataque, tratar a bola com carinho e não se esquecer das artes do futebol. Encher o campo de passes laterais, de apatias, de jogadas defensivas, não é o desejo que nos alimenta. Há lembranças de times fabulosos, com o feitiço da alegria.

Não vamos repetir aquelas táticas que se desenharam nos traços do  pragmatismo e da força física. A luz coletiva traz  a descoberta de novas trilhas. Experimentá-las é melhor do que reviver a Copa de 2010. Mas é, sempre, precioso recordar que luz, em excesso, cega.

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