A sensibilidade encurralada

 

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Tudo se explica.  Muitas informações correm soltas, trazendo novidades. Não importa o que elas conseguem dizer. As conversas inquietam, mas mostram pouco afeição pela solidariedade. Portanto, os argumentos vazio nos deixam perplexos, quando reagimos diante de tantos desenganos. Mas é preciso não sacudir tudo em cima de pessoas. Temos que  construir uma leitura da sociedade que nos mostre as relações. Há clara intenções de perturbar a lucidez. Por que, então, se divertir com o sensacionalismos? As armas matam e servem aos desmandos fascistas. Reproduzem atmosferas milicianas.

As relações sociais estão contaminadas pela desigualdade. Somos diferentes, nem todos gostam do azul.A questão é que há fome, desemprego, salários infames. No entanto, os especialistas no mercado nem olham para o coletivo. Gostam de cálculos objetivos, criam ilusões que silenciam até os desfavorecidos. Parece uma ficção mal escrita. Dê uma olhada olhada no facebook. Há apelos, lamentações, tristeza.Seja cuidadoso. Há falas autoritárias que lembram Pinochet e riem dos sofrimentos alheios. Há os treinados em provocar escândalos, para ocultar dissabores.

A razão é instrumentalizada. Justifica desastres ecológicos, desfazares dos governantes, interesses predatórios dos políticos. Há quem se empolgue e grite que a vida é  mesmo ambiguidades. Chegam a elogiar racismos ou curtir preconceito antigos. Lembrem-se da lutas civis nos Estados Unidos e dos sonhos de 68. Há brechas, imaginações coloridas. A sociedade busca organizações opressoras.Encurrala a sensibilidade. Não se trata de ignorâncias. Existem doutores que formulam teorias que mereciam desconfianças gerais..

O mundo polarizado sofre e convive com delírios. Esquizofrenias andantes e assustadoras. Um abraço pode ser um assédio, a fragmentação arruína a solidariedade. Sempre, insisto que a sedução pela quantidade esvazia o sentimento. Quem é o outro? É possível um paixão ou o oportunismo dos negócios garante ganhos na bolsa? A travessia complica-se, pois o massacre das informações é tirana. Não há fôlego para animação e muita covardia se esconde por reclamações, aparentemente, afetivas. Os compromissos estão num ar poluídos. Somos imprudentemente arquitetos de relações que celebram dores, em nome dos certificados de competência. E você já tomou seu cafezinho ou curte falar do vizinho que veste um velha camisa vermelha?

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3 Comments »

 
  • Jacob disse:

    Parabéns mestre! Um texto intenso como fogo. Ensino pra se viver. Já pensou em tornar oral seus textos, em espaços virtuais como o YouTube? Mais pessoas poderiam se beneficiar. Boa noite?

  • jacob

    Muito grato
    abs antonio

  • Rivelynno Lins disse:

    …bom, por que não lembrar e discutir ideias e conceitos como liberdade e livre arbítrio? Será que somos livres e podemos fazer o que queremos? O lugar que ocupamos no movimento social é aquele escolhido ou aquele imposto ou o único possível? Sobre a ideia de uma sociedade mais justa, igual, fraterna e afetiva a ser discutida e pensada dentro da sala de aula, devo descrever a minha experiência como professor da educação básica. Não há estrutura para se debater e dialogar nestes lugares destinados a educação dos filhos dos pobres, há uma imensa indisciplina, uma forte tirania da maioria dos educandos a ditarem regras aos professores, diante dos seus interesses. Quando o Estado não intervém a favor de uma ordem a priorizar a boa educação, o que se ver é uma sociedade cada vez mais violenta a acreditar na força física como única forma de resolver problemas. Quando há boa educação pública funcionando, é bom ressaltar se tratar de excessões e não de regras, a liberdade de educar para o afeto, a sensibilidade e a solidariedade é tolhida, na maioria das vezes, quando não há apoio e política pública para ela se desenvolver de verdade…

 

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