A sociedade não foge das divisões

 

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A intriga não é novidade, nem a bala perdida no asfalto uma boa diversão. Elas estão no cotidiano. A sociedade vive temerosa de novas  tempestades. São aflições doentias. Há um crescimento populacional que assusta. Não se divide os recursos materiais, não se tenta dá conta da miséria dos refugiados, mas se busca, nos governos, soluções para manter a concentração de riquezas. Pouco se ousar em  analisar com profundidade as reformas. Elas são vistas como urgentes. Portanto, os debates ficam restritos ao jogo político. Explica-se com propagandas, imagens confusas e apelos messiânicos.

As utopias nos lembram que há sonhos. Muitas revoluções lutaram pela igualdade social. Porém, o fracasso contamina projetos que cuidam de redefinir as relações sociais. As revoluções não seguem seus impulsos e  caem no lugar comum. Não à toa que as utopias se abalem. Nas redes sociais, as palavras estão soltas, reforçam maniqueísmos, armam argumentos que bestializam muita gente. As discordâncias animam a existência de certas brechas. Não estamos no reino do mal, nem afundamos de vez. A história  não tem fim e parece persistir.

Há mistérios. Por que  o mito do paraíso? Por que  há quem se sinta dono da verdade e se proclame mestre  do equilíbrio? Se a desigualdade não se afasta, se os argumentos  fascistas atraem, torna-se  complexo compreender  o lado que defende a solidariedade e a denuncia  as manipulações. Um olhar nas andanças do passado visualiza que as disputas não são recentes. Os terrorismos aliam-se com fundamentalismos. A ciência não destruiu o dogma, a generosidade, na prática, não cumpriu os mandamentos das religiões. As ambiguidades se fixaram e não desistem.

A multiplicidade não é  uma fantasia.  Por que não compreendê-la como espaço  do diálogo? Mas a agressividade é fortalecida com inquietações de quem segura o poder com ferocidades. Fecham-se portas para evitar que as luzes  iluminem a imaginação. Há quem mude  suas reflexões  justificando  posturas objetivas e maduras. Ganham idolatrias e explodem no fanatismo dos zaps da vida. Já se afirmou  que próximo merece amor. Foi uma atitude de coragem. As crucificações, no entanto, continuam. As indústrias  produzem mercadorias que danificam o corpo e a sociedade observa que o lixo se amplia com omissões  mascaradas. E  as apatias  como andam?

 

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