A sociedade nutre escândalos ou busca éticas?

 

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A velocidade anuncia inquietações frequentes. Muitas notícias e interesses causam escândalos. Há uma proximidade com intrigas e falta de solidariedade. As  intrigas ajudam a mobilizar ressentimentos e fragilizar as ambições de equilíbrio social. Quem vence? O ruído do sucesso elege mitos que podem ser destruídos rapidamente. Surgem inseguranças, pois as leis também não se mostram consistentes.Uns atacam com deboches, outros se defendem querendo saídas, porém sobram incertezas. A imprensa mantém sua venda de manchetes debatendo ou sacudindo emoções tortas, Lá se vão Moro, Temer, Lula, Jair para análises complexas e ansiosas. Quem testemunha a liberdade de fixar a coragem?

Não existe estabilidade. Se todos correm e se escondem, alguma coisa derruba sossegos e desejos de sonhos limpos. Muitas acusações mostram que as armadilhas se mudam ou que o esquecimento se quebra. Há escutas, códigos, internacionalização das concepções de mundo, desastres de tradições, refugiados na miséria. O pessimismo contamina, cenas de violência assustam e as utopias sofrem agonias. Tanta tecnologia, promessas de  cura, redes de trocas de saberes, porém as perguntas continuam e os labirintos se firmam em cada esquina. Quem se arrisca a desenhar sua história? O tribunal funciona cotidianamente. Traz assombrações e desmoronamentos.

Será que Sartre tinha razão? Ou devemos louvar as afirmações de Freud? Tudo levanta descontroles. O agir crítico é pesado, porque sempre se constroem expectativas marcadas por dúvidas. O tempo passa nos relógios digitais e nas conversas nos celulares. As rupturas acontecem ou prosseguem as lutas pelo poder? O difícil é buscar éticas que solidifiquem a alegria cotidiana. O desamparo se veste de cores nefastas e roupas esfarrapadas. Lembro-me de Protágoras e seu relativismo. Os sofistas tinham suas razões e a Grécia ouviu sábias lições. Hoje, as informações circulam disputando verdades, especulando sobre as ilusões, num ritmo delirante e intempestivo.

O susto assume posições caóticas. A pressa não admite reflexões demoradas. Uma grande maratona toma conta dos pesadelos das novidades soltas e temidas. Inventam-se teorias, porém se pode compreender as astúcias perversas de forma transparente? O importante é não se envolver com apatias. As dubiedades ganham espaço, mexem com neutralidades fabricadas. Prever o amanhã é tarefa inacabada de especialistas espertos. Eles moram em algum abismo ou viajam em saberes mágicos? Fico perplexo, procurando configurar os minutos que fogem. Há saídas ou o desencanto confirma sua soberania? Há quem consagre mitos tentando se desfazer de frustrações. Nem tudo se resume ao penso logo existo. Não é sem razão que a sociedade se polariza e destila raivas e rancores.

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