A vasta cartografia da invenção

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Desenho a cartografia do inacabado,

ela levita sobre as cabeças dos madrugadores vadios.

Envolvo a luz da lua com o rascunho místico dos olhos.

Não deixo que a forma se desfaça na fuga do corpo.

Nas sombras das astúcias, carrego o espanto que atiça o devaneio.

Cada pedaço da vida tem coisas revisitadas

e moradias com portas escancaradas.

Deram-me um nome, um coração, um escândalo.

No espaço curvo do existir desmantelado,

provoco o deus que furtou a argila.

Apenas, me resta o sentimento do mundo anônimo.

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4 Comments »

 
  • Rosário disse:

    Muito bonito, Antonio Paula, sua escrita sempre escrevendo os possíveis do mundo. Parabéns!

  • Rosário disse:

    Desculpe-me, onde está escrito Antonio Paula, por favor, leia Antonio Paulo. rsrs

  • Rosário

    É sempre bom contar com sua leitura.
    abs
    antonio

  • Canto da Boca disse:

    Considero o poema o mais belo gênero textual, e quando nele a poética é tocante ou a poesia age como alimento e elemento que naquele momento falta em mim, que deixou ranhuras, mudou leituras e me transformou, já não é apenas belo, mais que isso, cumpriu um papel gregário, e fez de mim algo/alguém muito maior.

    Que a poesia nunca lhe falte, e por conseguinte, possamos nos deleitar com a sua escrita sempre fabulosa, obrigada!

    Abraço.

    🙂

 

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