Anjo azul: existências

Há uma anjo azul no telhado da esquina.

Sente-se abandonado, busca afeto de um paraíso esquecido.

Há pessoas perdidas na avenida central,

correm desesperadas com medo dos mendigos.

Há criança esfomeado na rua sem saídas,

desencontrada com a vida, pede brinquedos.

Há amores vazio, celebrados inutilmente,

com festas brilhantes no motel decadente.

Há mentira montada no pátio da casa principal

e juízes obscuros lamentando os privilégios.

Há um mundo envolvido em azares permanentes,

desfeitos pelas emboscadas dos cinismos cinzentos.

Há uma história contada na porta do inferno.

cheia de fantasmas fugido do cais iluminado.

Há um fim sem nome e uma profecia despertencida,

jogados num lixo que sobrou do luxo da minorias.

 

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