As andanças políticas nada renovadoras

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Quem votou, escolheu e ainda  curte sandices em demasia. Ninguém estava fora da sociedade, visitando Vênus. Jair não deixou de enfiar promessas agressivas que muitos celebraram como a salvação. Cercou-se de ministros confusos e vocações nada saudáveis. O ridículo ganhou um espaço impressionante. Mas restam fanáticos e interesses que cativam os mais radicais. Fico perplexo com a polarização, Nas passeatas, nota-se uma clima de guerra pós-verdade. As  notícias se espalham com informações obscuras, com a grande intromissão de jornalista e atores. O jogo é complexo. O governo se atiça  e investe em formular ataques.

A educação virou um alvo predileto. Cortam verbas, desqualificam profissionais, armam um circo para premiar deboches. A  tensão se forma, as ofensas persistem e a sociedade não se mostra muito organizada para enfrentar tantas perturbações. Os jovens se articularam como nunca. Estão na ruas, lutam e se agregam aos protestos generalizados. Fico emocionado. O Brasil está saturado de falta de projetos e de oportunismo. Alguns se dizem neutros, não gostam do PT, condenam Jair, preferem desfilar nas redes sociais formando o bloco das simulações. Surgem aquelas análises bastantes sinuosas ou há quem firme inquietações, mas senhores de verdades que considero desanimadoras.

Jair segue, desfazendo pactos e inventando que se  encontra num labirinto sem fim. Sorrir, faz caretas, glorifica a família. Possui um carisma para grupos que não desfazem apoios às posições iniciais. Os milicianos continuam assanhando seus comércios, porém os estudantes são chamados de vândalos. Ninguém esclarece corrupções, nem Moro se destaca como antes. É esperto nas suas intenções. Observo que conserva uma mediocridade risível, sem contudo fugir da cena. Será que o treinaram para ser a distração poderosa da corte? Perguntas sobram, enigmas fecham as cabeças idiotizadas pelas “piadas” de Damares.

A concepção de instituir uma nova política submerge. Há uma enganação geral. Não estamos nos Estados Unidos, nem Trump mora em Brasília. O nacionalismo dos militares parece ter voado para Lua. Mourão tenta segurar as danações dos desgovernos, busca alternativas, contudo se insere nos limites. Seu charme é exercitar a língua inglesa e fazer o contraste com a sabedoria esquista do articulador da diplomacia. Mundo estranho. O cotidiano se abala, as pessoas vestem lógicas que não funcionam e as críticas se perdem no delírio das surpresas perversas. Talvez, Freud se sentisse numa atmosfera de psicopatias para lá do seu tempo.

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1 Comment »

 
  • Rivelynno Lins disse:

    … estamos num período pós-eleitoral, os ânimos estão acirrados. Parece que de uma hora para outra, ideias absurdas passaram a ser defendidas com entusiasmo, as pessoas se dividiram entre o apoio, a aversão e o silêncio naquilo chamado de nova política. E assim, os grupos passaram a se agrupar, em muitas situações, não há tolerância de nenhum dos lados e bolhas de isolamento se formam, como numa guerra, os lados tomam posição e protegem suas trincheiras. O que alimenta a rivalidade dos grupos vai desde elementos como intolerância, preconceito, discriminação, paixões exarcebadas pelo uso da violência, da tortura, da arma de fogo e para justificar tudo isso vale inflar os ânimos com mentiras, manipulação da verdade e coisas do gênero. Os limites, as fronteiras estão cada vez mais fragilizadas em relação a falta de solidariedade, afeto e o amor ao próximo. Os direitos humanos, individuais e coletivos passaram a ser regularmente atacados sem pudores, com número crescente de detratores…

 

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