As cores dos olhos e do tempo

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Meus olhos trazem imagens de um vermelho que desconhecia.

Há um repúdio interior que não consegue dominar as desconexões do corpo

e dos tempos que cultivam o vaivém do inesperado sem nitidez.

Há ansiedades sem nome que repetem horas desfeitas de calendários prazerosos.

Os presentes da vida narram instantâneos que arquitetam perplexidades incomuns.

Não tem como anular as verdades dos labirintos desencantados,

nem significar a dúvida alucinada pelas sombras de um suposto destino.

A memória apresenta-se soberana, mas vejo e sinto que a decifração da profecia

move sinais e agonias que não me pertencem.

Há uma travessia bordada no manto de Ulisses, celebrando uma astúcia interminável,

há vestígios de cores brilhante que cegam corações e vestem a nudez da espera.

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