As derrotas da memória

Não se negue a escutar as surpresas das memórias derrotadas,

elas revelam o tempo desfeito das melancolias persistentes e travessas.

Pense na razão que buscou solucionar as agonias com fés geométricas

e desejos de inventar ciências incomensuráveis e progressos sem destinos.

Descartes quis desenhar um mundo da clareza absoluta,

não suspeitou dos vacilos, nem se negou a anular as orações dominantes.

Imagine que a história é um trapezista ausente de um circo perdido na curva,

que não consegue sacudir os restos de ruínas anunciantes de revoluções fracassadas.

Há no espaço desconhecido dos labirintos mitos apodrecidos e dores fortalecidas pela nostalgia do desengano..

Não se culpe, o mapa da vida é indecifrável e lembra o silêncio escuro de quem julga saber das profecias e lamenta não ser vizinho dos deuses.

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