As descontinuidades soltas

Há no encanto do que foi vivido mistérios intransponíveis.

Não há clareza nos gesto, nem tampouco exatidão nos sonhos.

A construção da vida não cabe em fórmulas determinadas para sempre.

As perdas se misturam com as certezas e o mundo navega nas luzes e sombras.

Nem pense que a palavra sintetiza o desejo e desfaz as amarguras.

Inventamos para fugir da arquitetura dos  abismos,

somos passageiros porque desconfiamos das eternidades

e não sabemos qual a aventura definida no poema anônimo.

Há sentimentos que nos vestem com cuidado e

desmantelos que nos deixam nus e desgovernados.

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