As disputas e as intrigas: a inquietude, a ética e o cuidado

Muitos jogos, muitas decisões e muitos descontroles. Os noticiários estão repletos de fatos que mostram a diversidade da vida futebolística. Os clássicos , do final de semana passado, receberam atenção especial. O jogo atrai, sobretudo, quando retrata tradições e confrontos ferrenhos.

O Atlético continua sua trajetória de fracassos. Luxemburgo está sem saída. O Cruzeiro fez a festa, deixou sua marca. O elenco do Atlético passa por momentos desestimulantes. Há discordâncias, entre os jogadores, que dificultam mais ainda a recuperação. A torcida está indócil e não entende tanto gasto, para atuações tão desencontradas.

O Palmeira manteve sua sequência de empates. Felipão incomoda-se. Exige reforços urgentes, com qualidade comprovada. Afinal, não quer correr riscos. Nada como reafirmar sua história de campeão, de estrategista ímpar. Já o Corinthians segue perto da ponta da tabela, tendo o Fluminense na frente, por uma diferença mínima.

O Internacional aguarda o São Paulo. Segurou o Grêmio, com um resultado de zero a zero. Confia muito na sua força, para conquistar a Libertadores. A parada é dura, pois os tricolores do Morumbi venceram o Ceará e podem fazer uma reviravolta. Tudo é possível na quinta-feira, dia 5 de 8.

Outras notícias abalam os mais ordeiros. Alguns jogadores do Santos aprontaram, mostrando falta de formação ética e ameaçando a disciplina do elenco. É preciso observar bem esses comportamentos. Eles servem de exemplo e contagiam.Não se deve esquecer que o Santos está na disputa da Copa do Brasil.

Qualquer descontrole desfaz o trabalho e o desejo de obter o título. Não adianta, apenas, bom preparo físico e malabarismos sedutores. Os clubes necessitam pensar na formação dos seus jogadores, tirá-los de  mediocridades e contribuir para  amadurecê-los.

Já afirmei, muitas vezes, que o futebol se entrelaça, de forma singular, com a nossa cultura. Não é uma diversão qualquer, manipulada para distrair multidões. A crítica faz bem a sua estrutura de ação e evita desmandos.

Tudo que mexe com a cultura merece cuidado e encontros profundos com a ética. Mesmo cercados por um mundo de negócios, não sejamos tentados a abandonar o respeito pelos outros. Não vamos desprezar a cidadania.

As justificativas, para algumas atitudes, são vazias e representam carência aguda de formação.  É preciso sair da sombra, dos enconderijos e voar, sem medo de olhar o infinito. O futebol anda junto com a vida.

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