As distâncias e as saudades

O tempo passa, não há dúvida.Temos imagens de épocas remotas e sabemos que a memória está girando. Cada época possui seus desenhos, inventam-se agonias, batalhas, modas, desejos de pular cercos e salvar amores. Somos animais complexos e perplexos. Planejar o futuro nos chama para rever quem acertou, quem se sente oprimido, quem acredita que irá superar-se. Somos enciclopédias com páginas brancas e riscadas com nostalgias.

O tempo passa, mas numa atmosfera cheia de contradições e desenganos. Há entraves. Os governos não conseguem nos provocar segurança. Qual é a andança para arrumar os afetos? Só existe tecnologia? O celular mostra seu domínio e toca músicas estranhas. A saudade dá ritmo ao corpo. Quem ver ver quem? O que vale é a tela? Tudo nublado e a natureza pede ajuda para se limpar de tanta poluição.

O transtorno é grande, pois as palavras denunciam amarguras e maltratam as distâncias. O isolamento sobrevive com as incertezas avassaladoras. Talvez, as saídas apareçam e detonem os tantos fanatismos que nos empurram para pântanos. Há sonos, sonhos, pesadelos e dúvidas que se espalham. Ruas silenciosas inquietam quem gosta do ruído. Contarei minha história? Os saberes se desmancharam? Sou reconhecido com a máscara?

No meio das intrigas, das notícias, dos que celebram as mesmas reflexões, apostamos que um dia será diferente do outro. A maçã está no paraíso e os refugiados reclamam de uma miséria infame. Definir o quê? As saudades se buscam e se misturam. Há séculos, anos, segundos Escutamos ecos de desesperos, contemplamos luzes de estrelas carinhosas. Quem nos compreende se distancia dos falsos espelhos? O tempo e eu ouço meu coração. E você?

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