As intolerâncias tardias

Os amores se jogam na sorte que o acaso constrói,

se estendem pelas estradas que estão cheias de pedras.

Acredite na história inacabada e no desejo aceso e inquieto,

ouça os silêncios apaixonantes e os ruídos assombrosos.

A escrita de cada  tempo borda o voo inesperado,

recria os mitos que deixaram os humanos alucinados.

Coloque o ponto final onde mora a interrogação,

desarme o golpe com pecado de inocência vadia.

Há sentimentos que aprisionam mundos para distrair corpos

e tristezas escondidas no encanto das lágrimas apressadas.

Caem as estrelas que cuidam da solidão noturna dos bancos de praça,

como deuses adormecido nas suas eternidades.

Testemunho o cansaço sem fim da intolerância cotidiana,

não temo a madrugada, nem a instabilidade do caos.

Sobrevivo, porque o absurdo não seduz a afirmação de sentido.

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