As intrigas políticas cínicas

A política promove debates constantes. Não é novidade. Já tivemos genocídios dantescos, conciliações inesperadas e corridas armamentistas avassaladoras. As relações de poder estão na história, são instituintes, consagram valores e provocam disputas. Observe como anda a sociedade:Barcelona pega fogo, o Equador sofre discórdias profundas, a Argentina convive com as interferências do FMI. Ainda se denuncia a existência de escravidão e o Brasil vive suspenses permanentes, com figuras estranhas, mas atuantes, negociando até a alma. A política se torna assunto policial e não faltam armadilhas cínicas distribuídas pelos partidos e as ditas lideranças, cheias de advogados especializados em desenganos. Uma vitrine poluída pela falta de ética compõe a imagem do momento.

As especulações cotidianas aparecem e fervem dentro do grupo de Bolsonaro. Sinal que a grana corre solta e o oportunismo não cessa. Já se imagina o quadro eleitoral e as acusações ganham espaço. Difícil é saber o alcance das manipulações. Alguém está almejando santificação? Se antes havia parceria, hoje se consolidam ações judiciais e a família de Jair se mexe para assegurar seus privilégios. A sociedade assiste ao ir e vir de um noticiário nada transparente, com diálogo infames. A política mostra que acompanha o ritmo do mercado. A sujeira, porém, não é só virtual.Nada de solidariedade, numa intensificação de boatos de redes sociais prontas para fortalecer as inimizades. São terremotos ou máscaras assustadoras? Quem se salva?

Não se pode esconder que a política marcha no ritmo das negociações. É uma grande arena como expansões globalizadas. O valor de troca dita as circunstâncias e testemunha que os interesses mesquinhos prevalecem. Imaginar um mundo sem disputas e pactos que evitem desigualdades é um grande sonho. As perguntas se acendem, porque as garantias estão se esvaziando com as reformas tensas e o desemprego galopante. No entanto, as relações de poder entram numa dança que demanda esconderijos e atende às façanhas das minorias. Rasga-se qualquer dignidade. Jair treme e faz tremer com ajuda de fãs e dogmas perversos.

Longe estamos das ideias que arquitetavam a fraternidade. O capitalismo reforça a sua estratégia de precarizar a sobrevivência. Portanto, a competição se agudiza. Qual a brecha para se anular tantas ambições e falta de solidariedade? Respostas complexas, fragilização de direitos, censura para punir os rebeldes. Exaltam-se o consumo, a tecnologia encantada, as possibilidades de firmar estados policialescos. O controle aprimora suas espionagens. A sociedade administrada lembra as reflexões de Adorno. Massifica-se para enganar e formar multidões alienadas. Não se joga para o coletivo se reinventar. Os donos do poder gostam do silêncios e das docilidades.Debocham, cotidianamente.

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