Os movimentos do mundo das saudades

A vida não é a síntese da clareza ou sentidos definidos,

a  sua narrativa mergulha em saudades escondidas, mas sonoras.

Conta-se a história como se arquitetasse um caminho sem margens,

não há fronteiras onde não cabem certezas, onde os desenhos dos desertos parecem infinitos.

Os deuses inventaram os homens para sentir fraquezas e desconfianças da eternidade.

Os homens inventaram os deuses para buscar fugas das incompletudes e  dos azares.

Tudo é um travessia com as cores do acaso perdido em  gramáticas de regras escassas.

Cada trapézio que balança é o símbolo  de um pecado que nunca existiu, mas asssusta.

O circo não é o jogo da alegria e da aventura que engana o silêncio.

É a imagem de quem conhece o sentimento que encobre a vida e desfaz a solidão.

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