As palavras soltas e a reflexão esvaziada

 

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Jair e seus parceiros gostam de falar sem controle, além de curtir a rede social. Sentem-se poderosos. Não economizam as críticas aos esquerdismos e lançam ideias para salvação da sociedade. São profetas ou se julgam senhores de  verdades absolutas? Muitos os denunciam como um delírio, uma loucura de entusiasmados pelos  ares de Brasília. Não sei. Penso que há estratégias para provocar transtornos. Não querem silêncios, mas ruídos que inquietem e incomodem os mais lúcidos. Não deixam de tumultuar, disfarçando suas intenções. Confundem, com intenções nada ingênuas, para minar resistências e desafios..

Não esqueça que as afirmações de Jair encontram ecos no mundo. Há quem o considere um conservador astucioso, porém há admiradores que fortalecem seus ressentimentos. Isso é ambíguo e preocupante. Ele teve milhões de  eleitores, possui intelectuais que o tratam de forma solene. A questão é complexa, pois a sociedade não consegue reler suas utopias. Cria-se uma messianismo danoso e rústico. A imaginação perde seu espaços. Jair não se limita a anular reflexões revolucionárias do passado.Ele insiste que vai livrar todos do mal, se infiltra em orações, se dá bem com pastores bem cotados, elege a sabedoria tonta de seus filhos.

Se as idiotices giram, ocupam lugares, é porque existe que as ouça. Sinal de alerta. Fora do Brasil surgem figuras que ressuscitam fascismos, degradam as críticas iluministas, sonegam qualquer projeto de socialização. O capitalismo se reforça. Os apagamentos não são neutros e invadem a opinião pública.Querem banir reflexões que desconfiem dos preconceitos e produzam criatividade. Jair promove a apatia com máscaras de humor. Não se engane com o riso fácil. Ele traz perversões, consolida o tosco, dilacera o cuidado, desmonta com cinismo.

A travessia histórica não é linear. Os desencontros são arquitetados, as contradições não se vão, as vaidades se ampliam, Não há como fugir dos contrapontos. Se a coragem se move, há quem cultive a covardia e o servilismo. Não há história sem ambiguidades, sem vontades conflitantes. Jair e sua turma reproduzem dizeres e alicerçam projetos políticos. Representam minorias privilegiadas. Conseguem  adeptos. Combatê-los é fundamental, para que a solidariedade não morra. Não é fácil. Outros projetos devem ser discutidos. O pesadelo merece ser destruído urgentemente. O abismo é surpreendente e forma inutilidades perfumadas com perversões.

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