As políticas mantêm heranças e monopólios

 

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As recentes nomeações dos filhos de Eduardo Campos causaram uma rede de fofocas, críticas, elogios, desprezos. Ressuscitam disputas e indignações. Há um jogo de cartas marcadas que está inserido na política. Era previsível que ele se firmasse. Eduardo se preparava para ser uma liderança nacional. O acidente trouxe desvios, especulações, suspenses. Mas continuam Paulo e Geraldo comandando. Não é surpresa que tentem reforçar o grupo. A situação está confusa. As lideranças são frágeis e não convencem. Será que sabem o que é socialismo(PSB)? Será que as ideologias se encolheram?

É fundamental que haja debate. As divergências não devem ser escondidas Muitos esquecem a velha amizade de Lula com Eduardo. Sorrisos, ajudas, compromissos. Depois, o barco furou, as eleições sacudiram preferências. A morte de Eduardo ficou marcada, embora existam contrapontos imensos. Qual seria o futuro do antigo governador? Havia alianças entre ele e Aécio? Como Marina levaria o país caso ganhasse as eleições? Sinto que a complexidade é imensa. Não consigo ver transparência na política, porém uma sede de poder que atravessa cavernas escuras. Nomes famosos querem aparecer como  redentores: política e religião se dão muito bem. As revoluções silenciaram?

No reino das corrupções, o buraco se aprofunda. Mais dúvidas: onde moram os interesses coletivos? A volta do sistema patriarcal é uma evidência? As nomeações se enquadram no drama ou na comédia? Teremos outros caminhos ou a continuidade ganha espaço? É importante que a inquietação e as diferenças sejam colocadas. Se tudo vira uma grande fazenda de negócios estamos mesmo na morte da criatividade. Ninguém adivinha o que vem pela frente. Há os iluminados que enaltecem João como sucessor do velho Miguel. Muita imaginação… Espero que haja melhoras, pois o pessimismo avança e derruba. As armas e drogas se espalham. Máscaras ou apocalipse?

A impressa diária, aqueles jornais que tinham fôlego, afogam-se. A economia se perturba com índices baixos, dólares ferozes. As trocas mostram como o pragmatismo não se cansa. A democracia é uma utopia. Exploração, mosquitos atômicos, partidos sem ideias transtornam a sociedade. Preste atenção aos discursos. Lembre-se das repercussões da morte de Eduardo. Será que tudo se articula? Não risque o passado. Ele é espelho. Não apague as rebeldias de Prometeu. Procure compreender-se e compreender. A inocência na política é um engano. Cuidado com as armadilhas e respire com autonomia. No modo de produção capitalista, sobram, na vitrine maior, a hipocrisia das fotos e tapinhas nas costas.

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