As reações contra o machismo

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Há sempre lutas. O conformismo ganha espaço em muitos grupos, mas outros reagem. As mulheres estão numa batalha secular para diminuir a opressão e não deixar que os preconceitos consolidem maldições. É incrível como politicamente os homens ditam as normas. Mesmo com conquistas institucionais, as mulheres perseguem segurança e amplo exercício da cidadania. Há ruídos, porém a violência doméstica é uma fatos, os estupros não saem da manchetes e sociedade conserva costumes nada saudáveis. O machismo tem argumentos que são pesadelos intermináveis? As tradições  negam convivências democráticas?

É importante ressaltar que crimes absurdos chocam a aldeia global. Não se trata,apenas, de questões sociais. A complexidade é maior, atravessa idades, mostra a permanência da pedofilia, as brutalidades permanentes. As mudanças no comportamento demoram e exigem afetividades. Não há rupturas imediatas como prometem os revolucionários. Anular as desigualdades é preciso, no entanto existem resistências e repressões que impedem mais aberturas. As minoria não são mais minorias. O mundo gira em busca de tecnologias, se amarra nas máquinas.

Se a sociedade possui dificuldade de afirmar a solidariedade, não adianta ficar esperando que o diálogo entre os sexos apareça sem entraves. Sem respostas aos descaminhos, a história se repete e ameaça as conquistas feitas. Não fiquemos deslumbrados com detalhes ou ficções mercadológicas. Vende-se tudo. As proibições são sutis. Observem os governos e suas orientações.Onde se localiza a preocupação com os direitos? Quem monta as estratégias de dominação? Quem confunde em nome de uma justiça do espetáculo?

Simone de Beauvoir abalou o mundo ocidental com seus escritos. Não se pode esquecer as mulheres argentinas nas reclamações contra a repressão e as mortes. As denúncias contra o assédio sexual tumultuaram certos cinismos dos meios de comunicação. As relações familiares revelam tragédias que pareciam impossíveis. A busca de paz, não é limitada às grandes guerras, configura proximidades inesperadas. Ela se faz no cotidiano. Calar-se é congelar extermínios dolorosos. Os predadores  estão nos asfaltos e as astúcias querem enganar com promessas e modismos. Adão e Eva já se foram,são fantasmas e as religiões sobrevivem desprezando seus mandamentos.

O sonho traz fantasias. Muitos o condenam. Viver, contudo, contando realidades, acumulando sofrimentos, justificando desacertos descontrola o sentimento A necessidade de transcendência multiplica possibilidades. Se ahistória busca o desenho da beleza e da harmonia, ela pode superar misérias e desencantos. Não significa que chegaremos descansados ao paraíso. Pior é esperar que tudo arda na desgraça e no conformismo. Os genocídios nos alertam. Cair nas armadilhas, talvez, seja a metáfora do juízo final ou o desmoronar da ética.

 

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