As saudades andarilhas

Não esqueça a saudade que ficou no caminho desconhecido,

não esqueça a aridez de um deserto montado na insensatez.

Existe a geometria do que foi perdido no vazio do abismo

e nos espelhos quebrados nos banheiros públicos e escuros.

Narra-se cada história como se a eternidade habitasse o sentimento,

foge-se da dor como o pássaro do desengano do seu voo final.

Não há escrita que redefina a memória, nem que a torne uniforme.

A fragmentação desenha no corpo tatuagens encantadas e delirantes,

mas não se cansa de desfazer o sossego do travesseiro do sonho.

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