As vozes e o finito

Não escuto as vozes do universo,

sinto que há uma mudez contínua,

as palavras sem sentido nada dizem.

A inquietude revela a incompreensão,

a história passa como uma corrida sem direção

e fazemos promessas que não conseguem perdões.

A conversa não constrói argumentos, mas raivas

e vida termina arquitetando labirintos imensos.

Não adianta afirmar que o tempo se engana,

estamos, nos subterrâneos, sem luz para acender o sonho,

acredito na cartografia que desenhou curvas para se esconder do mistério.

Deixo que a escrita me vista com as roupas do finito.

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