Brother: a vida privada na vitrine

Os comentários se acendem quando o B.B.B entra em cena. Concorrem com os problemas mais comuns do cotidiano. O maniqueísmo amplia debates e críticas. Não esqueça que o negócio anima as programações de TV. Não vamos cogitar ingenuidades ou objetivos pedagógicos de qualidade suprema na querida Globo. Ela continua entrando nos comportamento com muita força. Sofre vacilações, porém possui especialistas ativos na escrita das manipulações que surpreendem as afetividades distraídas.

Há contrapontos imensos na aldeia global. Não é coisa do Brasil, terra das cordialidades exaltadas pelas propagandas  oficiais que escondem os descontroles permanentes. A curiosidade não está morta. A vida do outro desperta atenção. Apesar das jornadas exaustivas de trabalho, as conversas circulam e as fantasias não se esgotam. Conviver é fundamental para movimentar o desejo e a cultura. Olhar o que se passa exige atualizações inesperadas.

Ninguém pode negar que as invasões na vida privada existem. Não se precisou das mudanças tecnológicas para pesquisar desamores ou tentativas de pular dificuldades. Se o homem é um animal social, como vê-lo indiferentes aos sentimentos dos seus companheiros? Tudo isso tem uma história. Quem está em Paris é estimulado por costumes que não são os dos quem mora em São Luis. Não que sejamos radicalmente estranhos, mas os lugares possuem suas singularidades.

A mídia explora muito as ansiedades das fofocas e os malabarismos das competições. Não há fronteiras para as astúcias dos enredos das novelas. Até a política se tornou rentável. Não estou citando as corrupções. Observe os jornais, a vitrine das disputais eleitorais, os ensaios de liberalismo promovidos com muita sofisticação. Há grana que alimenta o sistema, lucros que assustam quem acredita na boa vontade dos mais poderosos.

Portanto, o pecado não se cansa de sacudir a culpa e pedir orações. Nem por isso, a violência deixa de existir, nem as sexualidades ficam mudas. A sociedade não se sufoca com a diversidade, embora a massificação traga inutilidade e falta de reflexão. As inquietudes mostram conflitos, desfavores, contudo também transformam e configuram rebeldias que quebram preconceitos.  Os julgamentos acontecem mesmo fora dos tribunais , com informalidades inesperadas.

As dúvidas não se afastam da história. O B. B. B atua, muda tramas, alivia expectativas, fortalece tensões. É difícil esclarecer a razão de certas escolhas. No entanto, persistem diversões que merecem avaliações mais profundas. Quem domina procura construir ordens. Elas não se firmam, apenas, com as leis ou as discussões teóricas. O cerco tem muitas faces e rompe fronteiras. Quem não percebe a perplexidade que agita as noites e a empolgação dos fanáticos pelo B. B. B ?

As estratégias renovam-se, mas as intenções concretizam que as minorias estão espertas e não abandonam seus lugares. A política precisa de afirmar valores. Eles estão presentes nas escolas, nos esportes, nos clubes sociais, nas praças públicas, nas ciclovias dominicais… As atrações televisivas funcionam para assegurar vantagens e privilégios. As manobras voltam e o Brother se exibe com todas artimanhas permitidas. No entanto, é  bom está atento. Tudo isso é mergulho que confunde e fragiliza a crítica.

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