Archive for the ‘sem categoria’ Category

As polêmicas de Bacurau e o andar das dissonâncias

Certos momentos trazem alguns anúncios de mudanças, apesar dos desconsolos e pessimismos.A necessidade de reavivar sonhos não é coletiva, pois existem conformismos radicais. Há quem se realize com a facilidade em adquirir bens materiais e fuja das complexidades.A história, com seus registros, exibe vitrines sempre renovadas. No entanto, as passividades se esticam numa massificação veloz. […]

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O suicídio é coletivo

Cada momento agita dúvidas. Mas há quem se defenda e olhe o mundo com uma apatia sempre comum. Basta-se ou pensa bastar-se. Pouco se liga na agonia do outro. Quer estabelecer a densidade da sua rota, enfeitiçado pelas novidades. Imagina que as reflexões estragam o êxito. O importante é se concentrar nas vantagens individualistas, atiçar […]

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Tão distante é o amor

Quem não inventa palavras não segura a linguagem.Fugir da mesmice é ousadia, mas é o desafio maior da acrobacia inesperada. O inventor fertiliza os territórios da cultura, traz possibilidade de não sossegar a mediocridade e de invadir labirintos míticos e indispensáveis. Há palavras que permanecem, porém pedem outros significados e outras práticas. A história é […]

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A sociedade se inventa?

A sociedade produz uma exaltação ao desempenho. Joga-se no trabalho, não há horas para os afetos, se atrela aos negócios e assusta com o fantasma do desemprego. O giro se dá num incansável cotidiano, O fetiche do trabalho é forte, o tinir das moedas traz alucinações. O capitalismo incentiva a corrida. Quem se distrai com […]

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Bacurau: somos histórias

A história é uma tatuagem. Talvez, sim. Mas é perigoso se fixar no singular. A multiplicidade dos traços indica que na tatuagem existem tatuagens que não são vistas. É um sentimento? É uma adivinhação? Ser um só é pouco para complexidade que nos cerca. Somos histórias, somos tatuagens, somos pretensões, somos imensamente inacabados. Tudo isso […]

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Jair: os estragos da crueldade

Todo cargo possui seus rituais. Não há sociedade sem regras. Alguns obedecem, outros se tornam rebeldes. O mundo não tem sossego. Não adianta querer enquadrá-lo e esperar a invenção do paraíso. Não é à toa que aparecem os escândalos, as violências, os desmanches. Jair é uma figura merecedora de atenção. Talvez, seja portador de uma […]

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Geneton: azul é a vida

Há cores e ritmos infinitos. O mundo não tem ponto final, nem deuses lúcidos. Tudo corre e se solta. Camus tinha razão. As rebeldias ajudam a sonhar e se encontrar com o acaso. Somos Sísifo. Não custa abrir os olhos, encontrar as pedras e sacudir as ruínas. Nada está acabado, a incompletude nos cerca e […]

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Quem escuta, quem disfarça

O poder se estende pelas relações sociais. Nem sempre usa coerção, mas gosta de convencer e arrumar argumentos sedutores. Existem os contrapontos, um conflito de afirmativas que desenham a política e o conhecimento. O importante é saber quem se interessa em disfarçar. Se o governo desmonta a educação, esconde seus planos de consolidar a mesmice […]

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Não se desfaça das narrativas

O tempo histórico traz reflexões. Engana-se quem pensa um passado morto ou não observa os diálogos entre as diferenças. Narrar é sempre uma ousadia, uma descoberta, um ruído. Surpreender-se com as sombras do vivido não é uma agonia, mas um impulso para abrir brechas.Sentir a reinvenção, movimenta a história e levanta identidades que pareciam adormecidas. […]

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A depressão no cotidiano

Há muitas impressões que circulam como se fossem verdades irrefutáveis; O Brasil foi muito exaltado pela sua alegria, suas festas, sua cordialidade. Tornou-se comum até se negar a violência e acusar outras culturas. O Brasil parecia uma exceção num mundo carregado de conflitos. Mas a exploração continua, o descontrole social se afirma e as cidades […]

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