Archive for the ‘sem categoria’ Category

Os homens sem sonhos

Os homens sem sonhos sacudiram suas ilusões para dentro do abismo, não sabem o que fazer com a insônia persistente e o revotril amargo. Os homens sem sonhos adormecem temendo as luzes das estrelas, fogem de qualquer cor que negue o azul e fecha a porta da moradia frágil. Os homens sem sonho gritam assombrados […]

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O deserto é o disfarce?

Abandonaram os paraísos perdidos na farsa do pecado original. A insegurança da invenção do mundo trouxe disfarces e máscaras, cantou um absoluto vacilante e consolidou o medo de não amar o outro. Há uma cartografia de cada momento, das arquiteturas estranhas e o mover de sentimentos de culpa assustadores. O território da incerteza se expande […]

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O tratado do medo

Não sei se o medo tem um rosto delineado. Prefiro não cair em certeza e apostar que tudo tem forma indefinida. Escolhemos as palavras, sentimos as suas extensões. Mas será que há geometrias fixas? O que é o medo para quem perdeu a família ou para quem vive no meio de polícias agressivas? Como imaginar […]

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As curvas do eu

Não se ligue apenas nas exterioridades. Há momentos em que o brilho dos espetáculos fabricados apagam o diálogo com as singularidades de cada um. O descartável atravessa a sociedade e escolhe suas aventuras. Vende-se e troca-se, porém não se escuta que há ruídos interiores, conversas nostálgicas e lembranças de longos encontros no passado remoto. Quando […]

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As derrotas da memória

Não se negue a escutar as surpresas das memórias derrotadas, elas revelam o tempo desfeito das melancolias persistentes e travessas. Pense na razão que buscou solucionar as agonias com fés geométricas e desejos de inventar ciências incomensuráveis e progressos sem destinos. Descartes quis desenhar um mundo da clareza absoluta, não suspeitou dos vacilos, nem se […]

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A nudez obscura da história

Desde os primórdios se fala de nudez. Hoje, muitos buscam ou prometem transparência. Na época do Iluminismo, se cantava o poder da razão e a possibilidade de mudar a sociedade e consolidar um saber indiscutível. Aconteceram grandes revoluções, as relações se modificaram, a economia acenou com o progresso, contudo surgiram novas dúvidas e desconfianças sobre […]

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O mundo se olha e se espanta

Tantas são as expectativas que os espelhos se tornam escassos. Os olhares se multiplicam de forma acelerada. Cada dia é um dia e não dá para confirmar calendários. As incertezas nos visitam. Os discursos buscam misturar complexidades e mudam de tom com aspereza ou sensibilidade inesperadas. O passado aparece e lembra que houve hecatombes, pestes, […]

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O encanto se reinventa

Cada vida não se esconde nos abismos das divindades atônitas, há sempre surpresas que desmontam as aventuras predestinadas. O mundo não se cansa de inventar geografias e territórios desertos e as fronteiras exigem imaginação e saltos de artistas decadentes. Não se sabe a largura dos caminhos, nem os tamanhos das pedras agudas na brecha do […]

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Disfarces do consumo, afetos desfeitos

Os festejos trazem o gosto de amarguras escondidas. A sociedade se movimenta sem saber que perdeu solidariedades e estraga sua imaginação na busca de consumos. Simula confraternização, visita lojas, se distrai com fogos, inventa amigos, passeia por shoppings desenhando paraísos. Uma fábrica de disfarces multiplica as astúcias do final de ano. Há quem aposte que […]

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Octavio Paz e a palavra

não canse a escrita com palavras sem sentimentos, não formule códigos de destinos com a nudez de calendário burocrático, consulte o poeta e se amplie nas metáforas encantadas e incertas, escreva com a magia de Octavio que refaz o mundo e desafia os mitos, não se amesquinhe nas teorias dos saberes planejados e acadêmicos, prefira […]

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