Contar as tristezas

Não se esconde as lágrimas, nem se quebra espelhos.

a vida não se entrega com a raiva que se forma.

Cada momento escolhe deveres e se cansa dos tempos,

mas o desespero provoca desistências e pesadelos.

Como construir as arquiteturas históricas é desafio,

pois desenhos vacilantes, obscurecem os olhares.

Os sentimentos correm, escorregam, sobrevivem.

As tristezas inquietam, intimidam, imitam a solidão.

Não há sentir sem estética, não há tristeza morta.

Há um acaso que ama a distração e perdoa as incertezas.

Alguém fechou a porta e adivinhou que a despedida é o início de alguma coisa.

Difícil é firmar a síntese final ou testemunhar o amanhã,

o encanto não tem moradia, se refugia como um pássaro.

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