Cuba e Estados Unidos: os ritmos da política

 

Era muito menino quando aconteceu a Revolução Cubana. O mundo era outro e os conflitos passavam por leituras de utopias que sacudiam corações. Hoje, o capitalismo ganhou o mundo de forma avassaladora. Há crises, mas fazem parte da história. A quantidade de mercadoria toma conta de comemorações que desfazem o que antes se chamava afeto. Tudo passa com uma rapidez que provoca alucinações. Difícil é decifrar tantas complexidades. A política costura o poder, porém não sustenta as mesmas ordens, se inquieta com transgressões.

Estou na vida, não posso fugir das suas questões. Sempre pensei assim. Vi Cuba sofrer críticas constantes. Vi Cuba ser elogiada. Mitos e vinganças estão na história. Quem busca o absoluto pouca sabedoria consegue adquirir. Negociações, ameaças, boicotes. Os bastidores perturbavam saídas, acordos.Mas Cuba mantinha sua estratégia e as polêmicas ocupavam reflexões política. O caminho final de toda a controvérsia era um desafio…

A história a construção do inesperado. Não dá para avistar suas idas e vindas e estabelecer certezas. Firmar um calendário que programe soluções é perda de tempo. Não pense que o movimento cessa ou as máscaras deixam de existir.Estamos, no século XXI, com perplexidades cotidianas. Nasci em 1952, portanto minha memória visitou muitos territórios. Vejo notícia diferentes no meio das denúncias de corrupção. Fico observando o que parecia impossível: Cuba e Estado Unido se aproximam, com atuação importante do Papa.

Mudei ou a política mudou? É uma surpresa ou um golpe do pragmatismo? Tenho tantas perguntas que terminaria o texto, repleto de dúvidas, lembrando o Discurso do Método de Descartes. A sociedade  se amplia desenhando situações que acumulam incertezas. Há contradições que se multiplicam. As religiões disputam poder político, a democracia se redefine, os significados se alteram tumultuado planejamentos. O que vale ser vivido? Qual é o lugar do prazer? As desigualdades não cedem?Como Cuba e os Estados Unidos irão reiniciar seus encontros?

É preciso não criar mais tensões, depois de tantos anos e celebrar. As opiniões se dividem. Esperar unanimidade é desconhecer o ritmo da política. Há conservadores que mantêm suas pregações de horrores, afirmando que todo comunista é um demônio. Querer um mundo de harmonias plenas é sonhar eliminando qualquer possibilidade  de pesadelo. Não custa, no entanto, não morrer adivinhando abismos. Respirar alimenta a história.

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